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Emprego em queda

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

E a crise financeira reduziu a pó a geração de empregos no Brasil. Em outubro foram criadas 61,4 mil vagas, menos de um terço dos 205,26 mil postos abertos no mesmo período de 2007. Foi o primeiro impacto da retenção econômica no mercado de trabalho. Ainda assim, no acumulado do ano, o saldo é recorde, 2,14 milhões de novos empregos com carteira assinada.

A questão é saber como será o ritmo das contratações em 2009. Ao anunciar os números, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, manteve a expectativa de chegar perto de 2 milhões de novos postos, mas quem hoje consegue acreditar em previsões na economia. Nos Estados Unidos, em 10 meses, 1,2 milhão de pessoas ficaram desempregadas. Por isso, lá fora e aqui, os governos seguem abrindo o cofre para socorrer o sistema financeiro e o setor de produção. Crédito aos bancos, para a agricultura, exportação, construção civil, montadoras.

O problema é que muitas empresas, mesmo mantendo o volume de vendas, clientes, demitem com medo do que virá pela frente. Começam a enxugar os gastos e assim desempregam. O dinheiro para o consumo também diminuiu. Caiu a venda de carros, imóveis. A habitação aliás precisará de novos investimentos no próximo ano. Além da crise, 10 milhões de famílias não têm casa no Brasil. Com o Fundo de Garantia, há previsão de financiamento de 288 mil unidades habitacionais populares. E a construção civil é o setor que tem o maior crescimento na geração de empregos no Brasil. Mas o juro para o financiamento da casa própria ainda é muito alto, média de 10, 12 por cento, o dobro que a indústria e o agronegócio pagam quando obtêm dinheiro do governo.

Marlon Herath Sem categoria

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