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Suspeitos e acusados

Comentário Rádio Santamariense

Duas notícias sobre a investigação de autoridades em Brasília. Uma delas no Supremo Tribunal Federal e a outra na Câmara dos Deputados. O relatório do processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), na Comissão de Ética, recomenda a perda do mandato. O deputado é suspeito de desviar recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) e tráfico de influência.

Para relator Paulo Piau (PMDB-MG), o deputado Paulo Pereira era figura relevante no esquema fraudulento, fosse como seu ‘animador’ em altas esferas do poder público, fosse como nome de referência nos contratos efetuados pelos membros do grupo. Os pagamentos provenientes das fraudes seriam “lavados” por meio de movimentação em dinheiro nas contas-correntes de empresas, de organizações não governamentais (Ongs) e de membros do grupo. Também foram apontados pagamentos a escritório de advocacia, doações simuladas e despesas de consultoria. A defesa do deputado alega que as acusações são baseadas em notícias de jornais. O pedido de cassação do mandato de Paulo Pereira pode ser analisado pela comissão depois do prazo de uma semana do pedido de vista da deputada Solange Amaral (DEM-RJ).

No Supremo, foi aberta ação penal contra o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina, dois juízes, um procurador da república e um advogado, irmão de Medina. Na semana passada houve previsão de sessão secreta para o caso, o que, à bem da Justiça, não se confirmou. A suprema corte não condenou Paulo Medina, apenas abriu processo. Eles vão responder por participação no esquema de venda de decisões judiciais que beneficiavam os empresários de bingos e jogos ilegais do Rio de Janeiro. O ministro afastado Paulo Medina responderá por corrupção passiva e prevaricação, condição em que teria agido por interesse pessoal. A denúncia estima que o magistrado tenha recebido cerca de R$ 1 milhão para emitir decisões que liberavam máquinas de caça-níqueis no Rio.

Seu irmão, o advogado Virgílio Medina, apontado como intermediador do esquema de corrupção, será processado por corrupção passiva em concurso de pessoas pelo STF.

Nos dois casos, vale destacar, do deputado Paulo Pereira e do ministro Paulo Medina, o que existe até o momento são processos. Condenação é outra história.

Marlon Herath Sem categoria

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