Parla PAC
Comentário Rádio Santamariense, 7h20
Em viagem à Itália antes do encontro do G-20 nos Estados Unidos, o presidente Lula apresentou aos italianos o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. Pediu a empresários que invistam no Brasil porque há oportunidades de negócio em infra-estrutura. Faz bem o presidente quando busca capital externo.
“Facere bene, Lula, parla!”
No início do mês Lula disse que manterá os investimentos do PAC “por uma questão de honra” para enfrentar a crise financeira mundial. Até outubro foram concluídas 193 obras, 9% do programa lançado em 2007. Mesmo prioritário, o leque de obras tem pouco refresco. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades graves em 13 grandes obras. O Congresso analisa o relatório.
Aliás, na noite dessa terça os deputados da oposição não deram acordo para votar a segunda Medida Provisória contra a crise por uma migalha do PAC. O governo mandou uma Medida Provisória para autorizar o Banco do Brasil e a Caixa a comprarem participações em bancos e instituições financeiras em dificuldades. O relator da MP, deputado João Paulo Cunha (PT-SP) incluiu no texto uma autorização para que se crie por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) uma linha de crédito de R$ 3 bilhões para empresas contratadas para realizar obras do PAC. A emenda foi proposta pelo líder do PMDB, que integra a base aliada, Henrique Eduardo Alves (RN).
O dinheiro deverá ser usado em empréstimos para capital de giro de empreiteiras contratadas com dinheiro do PAC. Deputados de oposição não aceitam que o governo salve essas empresas, segundo eles, mal administradas. E a falta de acordo travou a pauta da Câmara novamente.

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