Comentário Rádio Santamariense, 7h20
Foi preciso uma crise financeira de dimensão global para o governo começar a reduzir a carga tributária sobre a renda e a produção.
O Imposto de Renda corrige os salários em 4,5%, mantém a alíquota de 27,5% como o teto, mas agora terá duas novas faixas intermediárias:
0%: até R$ 1.434,00 mensais;
• 7,5%: entre R$ 1.434,00 e R$ 2.150,00;
• 15%: entre R$ 2.150,00 e R$ 2.866,00;
• 22,5%: entre R$ 2.866,00 e R$ 3.582,00; e
• 27,5%: a partir de R$ 3.582,00.
A operação deve manter R$ 4,9 bilhões no bolso do trabalhador que o governo espera usará para consumir.
Nos automóveis, redução do IPI até 31 de março de 2009. Sobre os carros populares, 1.0, o imposto cai de 7% para zero. Em veículos 1.0 a 2.0, redução de 50%. Um carro flex pagará 5,5% contra os 11% da tabela anterior. O valor estimado do incentivo fiscal é de R$ 1 bilhão. O êxito dessa medida dependerá dos fabricantes, afinal custos menores pressupõem carros mais baratos. Com isso, o governo espera que as vendas sejam retomadas e os empregos nas montadoras, mantidos.
O governo também reduziu o imposto sobre cheque especial, crédito pessoal e crédito para aquisição de veículos e bens. O IOF terá alíquota máxima de 1,4965% ao ano.
Além disso, empresas terão fontes de financiamento com a aplicação de parte das reservas internacionais.
Ações pontuais para enfrentar a crise, garantir o crédito e estimular o consumo como quer o governo. Para o assalariado, os efeitos serão positivos se os empregos forem mantidos. Trabalho gera renda. E sobre os salários, patrão e empregado, pagam muito ao governo. INSS, PIS e Cofins.
Ao anunciar as medidas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo age de acordo com os efeitos da crise. Tem que doer primeiro. Então, se a tendência de desemprego continuar, talvez os encargos trabalhistas possam ser reduzidos.
Marlon Herath Economia Crise financeira
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