Um momento, por favor
Comentário Rádio Santamariense, 7h20
O consumidor deve esperar no máximo um minuto a partir de hoje nos setores de atendimento por telefone. A determinação do governo vale para os serviços regulados como telefonia, bancos, empresas aéreas, planos de saúde, ônibus interestaduais, fornecimento de água e energia elétrica.
O decreto foi lançado, as empresas tiveram cinco meses para adaptação, mas não sei se nossa paciência será respeitada. Em Brasília, uma pesquisa do Procon realizada na semana passada mostrou que menos de um terço das empresas está preparado para cumprir as regras. Em São Paulo, em outro monitoramento do Procon, a maioria do dos Planos de Saúde também não se adaptaram.
E o que está no papel não se limita ao tempo de espera para ser atendido. Ao ligar para um serviço de atendimento, o consumidor deve ter a opção, logo no primeiro menu eletrônico, de falar diretamente com o atendente, sem ter que fornecer seus dados antes. Outra novidade. O pedido de cancelamento de um serviço deve ser registrado imediatamente e os efeitos do cancelamento também devem ser imediatos.
Na telefonia celular é muito comum o cancelamento de um plano só ocorrer meses depois do pedido.
A orientação para quem não for atendido no tempo máximo de um minuto ou não conseguir a solução é reclamar ao Procon, Defensoria ou Ministério Público. Há previsão de multa às empresas.
O problema nisso e em outros desrespeitos ao consumidor é que a maioria dos casos de reclamação termina como começou: num amontoado de folhas numa prateleira ou num arquivo no computador dos órgãos de defesa.
Ainda assim vale dar um voto de confiança e acreditar que seremos mais respeitados, pelo menos ao telefone. Paciência.

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