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Agronegócio e meio ambiente

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

O Brasil finalmente tem metas para reduzir os danos ao meio ambiente. Plano Nacional sobre Mudanças do Clima é o documento formulado por 17 ministérios com apontamentos para diminuir as emissões de gás carbônico provocadas pelo desmatamento. Queimadas e derrubada de floresta são responsáveis por 75% das emissões dos gases causadores do efeito estufa.

A Amazônia é a região principal. Até 2017 o governo quer reduzir o índice de desmatamento em 72%. Energia associada aos biocombustíveis é outro eixo do plano. Uma das metas é ampliar em 11% ao ano a participação de etanol e do biodiesel na matriz energética.

Recuperar as áreas desmatadas, fiscalizar e punir quem pratica crimes ambientais, e melhorar as práticas do agronegócio completam as ações previstas. A Amazônia é agredida com a pecuária, a mineração, a agricultura e a derrubada criminosa da floresta. O Cerrado deu lugar à soja no Centro-Oeste, extensões do Pantanal aos bovinos e o Pampa começa a ceder terreno aos eucaliptos.

Essas atividades, que sustentam boa parte das exportações, já têm a companhia de gigantescas plantações de cana-de-açúcar, para a produção de álcool combustível. O etanol é o principal produto atualmente negociado pela diplomacia comercial do Brasil. Estados Unidos e Europa não abrem mão, por enquanto, de pesadas taxas sobre o etanol brasileiro. Os europeus aumentam em 40% o preço da importação e exigem produção dentro de normas ambientais.

A oscilação dos preços e da produção de petróleo é aliada dos biocombustíveis e força os países ricos a buscarem outras fontes de energia. Essa combinação favorece a produção no Brasil e gera empregos. Quem sabe, com técnicas corretas e respeito à Terra.

Marlon Herath Sem categoria

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