Banqueiro Dantas segue no banco dos réus
Comentário Rádio Santamariense, 7h20
Daniel Dantas, banqueiro, 10 anos de prisão e multas de R$ 13,42 milhões.
Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom, 7 anos, 1 mês e 10 dias de prisão e multas de R$ 2, 37 milhões.
Hugo Chicaroni, professor universitário, 7 anos, 1 mês e 10 dias de cadeia e multas de R$ 886 mil.
Condenados por corrupção ativa pelo juiz federal Fausto De Sanctis, os três ficarão em liberdade até que o processo esgote os recursos em todas as instâncias da Justiça.
Existe também o risco de anulação do processo, já alegado pela defesa.
Dantas foi acusado de ter determinado o pagamento de propina de US$ 1 milhão a um delegado federal. Humberto Braz era o representante do grupo Opportunity para o suborno juntamente com Hugo Chicaroni.
A sentença foi dada no mesmo dia em que estava previsto o julgamento no Conselho Nacional de Justiça de uma representação contra o autor da condenação, Fausto De Sanctis. O juiz teria repassado a policiais federais senhas que dão acesso a informações de ligações telefônicas durante as investigações da Operação Satiagraha.
Perguntas:
Terá força uma decisão judicial em primeira instância contra nobres da arte de se relacionar com os poderes?
Se o vazamento de escutas telefônicas foi tão grave por que nenhum dos investigados reclamou sobre fatos que fugissem à investigação?
O que é mais grave e urgente: apurar os suspostos crimes financeiros de Dantas ou a conduta de um delegado e de um juiz?

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