Caridade na crise
Comentário Rádio Santamariense, 7h20
Superar com folga 300 mil demissões de trabalhadores em dezembro no país. Este é o temor do governo depois que o IBGE registrou o maior recuo no emprego na indústria desde 2003. O presidente Lula convocou o ministro do Trabalho para uma reunião com a equipe política. Carlos Lupi não tinha dados recentes, prometeu apresentar as informações do CAGED na segunda-feira.
Em novembro foram quase 41 mil demissões. No mesmo período de 2007, o saldo positivo foi de 124 mil postos de trabalho. Por isso, a tendência é de queda acentuada devido à crise financeira.
As ações tomadas pela equipe econômica só devem ter efeito de recuperação nas contratações a partir de março, admitiu o ministro.
E o governo estuda adotar medidas para as empresas que tomarem financiamentos com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Uma contrapartida: a manutenção dos empregos. As que não cumprirem essa exigência podem perder novos empréstimos.
Uma pretensão social, um ato de estender a mão, que os empresários torcem o nariz.
Produção e vendas menores não combinam com manutenção dos empregos na economia atual. É preciso manter o lucro, mesmo que escasso. Podemos ser contra o modelo, mas é a prática do dia-a-dia, do mercadinho à indústria de automóveis. Esta mesma que ganhou redução de IPI e continua demitindo. Só ontem mais de setecentos funcionários foram mandados embora na GM em São Paulo.

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