Rogai por vós, empresários
Comentário Rádio Santamariense, 7h20
Empresários paulistas, dos grandes, colocaram na mesa as propostas para evitar o aumento do desemprego. Reduzir os salários, diminuir a jornada de trabalho e a taxa de juros, e desonerar a carga tributária.
A avaliação feita numa reunião da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) considerou essas as medidas emergenciais para evitar demissões em massa.
Estariam preocupados com o desemprego ou com a pressão que governo e sindicatos começam a fazer?
A crise financeira encerrou um ciclo de 25 meses de crescimento na indústria gaúcha. Em novembro, de acordo com a Fiergs, o faturamento caiu 11,2% na comparação com o mesmo período de 2007.
O presidente da Federação de São Paulo, Paulo Skaf, criticou a distância entre o discurso do governo e a postura do Copom, o comitê que define a polícia de juros no país. Na próxima semana, o Copom se reúne e pode baixar em no máximo meio por cento a taxa atualmente em 13,75 ao ano.
A Fiesp calcula que se os juros fossem reduzidos em 5%, o setor produtivo deixaria de pagar R$ 70 bilhões.
Pela proposta dos empresários a quantidade de horas trabalhadas seria reduzida e, proporcionalmente, os salários. Em contrapartida, não dispensariam mão-de-obra durante o período determinado por acordos validados por sindicatos e o governo.
Um exemplo, em vez de oito horas diárias e salário de R$ 1,5 mil, seis horas de trabalho por dia e salário de R$ 1,1 mil.
Antes mesmo da reunião, a CUT anunciou que não iria sentar à mesa. A entidade defende que a manutenção das vagas não deve reduzir direitos dos trabalhadores nem salários.
O governo que até agora tomou medidas consideradas tímidas deve fazer mais, afinal, também depende da economia. Mas alguém tem dúvidas de quem vai sair perdendo no meio do fogo cruzado?

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