Fórum Social Mundial chega à Amazônia
Comentário Rádio Santamariense, 7h20´
Começa hoje em Belém (PA), a nona edição do Fórum Social Mundial. Contraponto à discussão do fórum de Davos, na Suíça, que discute a economia internacional, o encontro na Amazônia vai ter muitos discursos contra os métodos do capitalismo que resultaram na crise financeira mundial.
Era a oportunidade e o acontecimento que faltavam.
Lula e os colegas do Paraguai, Equador, Bolívia e Venezuela vão destilar críticas aos países ricos. Será o primeiro debate latino-americano depois da posse de Obama nos Estados Unidos e só isso já traz expectativas sobre o tom dos discursos.
Paz, libertação do domínio do capital, meio ambiente, acesso ao conhecimento, fim de discriminações, direitos fundamentais, soberania, democracia e participação popular são os eixos do fórum.
A crise financeira deve esquentar ainda mais o encontro, mas os participantes, principalmente os intelectuais e os governos, não podem deixar de analisar questões locais.
As agressões na Amazônia, o conflito de interesses entre o agronegócio e o meio ambiente, presente inclusive nas políticas de desenvolvimento, o trabalho degradante nos grotões do Brasil e nos países vizinhos, as ações anti-democráticas de presidentes como Chaves na Venezuela e as áreas de tráfico de drogas nas fronteiras.
O bla-bla-blá é saudável, desde que se olhe para o próprio umbigo.

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