PMDB e 2010
Venceu a proporcionalidade no Congresso Nacional. O PMDB elegeu presidentes tanto na Câmara como no Senado.
Michel Temer obteve o apoio de 304 dos 509 deputados que votaram.
José Sarney teve 39 votos de senadores e assumiu a presidência contra um candidato do partido do presidente. Pouco importou, afinal, o derrotado Tião Viana, nunca teve apoio explícito do governo que preferiu flertar com Sarney.
Derrotado mesmo o PSDB, que apostou no PT e viu o PMDB triunfar.
E assim, Sarney e o articulador de campanha, Renan Calheiros voltam à cena – ambos que, mesmo que atrás da cortina, sempre tiveram influência. É a prova que poder no Congresso leva em conta tempo de política e capacidade de negociação. A experiência de Sarney é notável embora mais importante fosse discutir seus atos em mais de meio século de carreira pública.
Foi a vontade da maioria legitimada antes de tudo por representantes eleito pelo voto popular.
Saindo das direções do Senado e da Câmara, o PMDB se afirma de vez como o principal partido para apoio na corrida presidencial. Há especulações sobre Aécio Neves deixando o tucanato e caindo nos braços peemidebistas. Mas, por enquanto, com ministérios e o aval do governo, segue no divã de Lula.

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