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Férias seguras. Intranquilidade à vista

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

O deputado Edmar Moreira(DEM-MG) não mais o 2º vice-presidente, nem o corregedor da Câmara.

Acuado depois da divulgação de um currículo de dono de castelo, empresário com dezenas de processos trabalhistas e deputado com problema na declaração de bens, ele telefonou a Michel Temer, comunicando a renúncia.

Tudo em menos de uma semana. Começou com a eleição de um candidato avulso que não teve apoio do próprio partido, mas alcançou 283 votos. A proposta de campanha, empurrar para a Justiça e somente para a Justiça o julgamento de parlamentares. Estava posto o fim do julgamento político. E essa ideia intrigante obteve apoio inclusive do PT, o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), considerou a proposta boa. É a defesa da imparcialidade, algo improvável na Câmara e no Conselho de Ética.

O ex-corregedor ou ex-dono do castelo Monalisa, afinal Edmar Moreira afirma que passou para o nome de dois filhos a sede feudal na Zona da Mata mineira, é mais um exemplo da longevidade de carreiras públicas em meio a também idosas polêmicas. E tudo legitimado pelo voto, a vontade e o desejo do povo.

A verba indenizatória, a “pechincha” oferecida pela Câmara para cobrir gastos dos parlamentares, é algo inacreditável.

Dono de empresa de segurança, o principal gasto de Edmar Moreira na Câmara em 2008 foi, acreditem, segurança: R$ 140 mil.

Em janeiro, recesso no Congresso, lá foram as notinhas fiscais de Edmar Moreira, dessa vez consumindo toda verba: R$ 15 mil. Férias seguras.

Porto seguro até agora, o Democratas decide nesta terça se pune Edmar com advertência ou até expulsão da legenda.

Marlon Herath Política

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