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Março, a salvação da lavoura

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

Mais uns dias e as águas de março vão chegar à política.

Na corrida presidencial, Aécio Neves vai procurar José Serra para uma conversa. O PSDB ainda não sabe como escolher Serra ou Aécio para ao Planalto. Mais perto do rei, Dilma Roussef testou a popularidade no carnaval do Recife. Mas a folia aconteceu mesmo no Rio de Janeiro. Ao lado de Lula, o governador Sérgio Cabral anunciou que será candidato à reeleição e fará campanha para Dilma.

Tudo é festa enquanto 2010 não chega porque na eleição são outros carnavais.

Mudando a fantasia, o Congresso, Câmara e Senado, devem responder nas próximas semanas se terão capacidade de votar as reformas. A política deve ser discutida em projetos separados para não correr risco de ser novamente enterrada. A tributária dependerá das concessões, já em curso. O problema é o risco de perdas na arrecadação dos estados, dos municípios e da União.

Mas samba mesmo são as propostas sobre a verba indenizatória de deputados e senadores. O canto desse samba-enredo pelos corredores do Congresso envolve passistas de todos os partidos, verdadeiras escolas de como esconder gastos com dinheiro público. Depois da folia para comprovar as despesas mensais, já tem deputado e senador propondo incorporar os 15 mil reais da verba aos próprios salários. Sinal de que não existia controle e agora nem vontade de apresentar comprovantes, notas fiscais.

Nos extremos do sambódromo, a Justiça, com os ministros do Supremo Tribunal Federal na ala de frente. Depois de 40 dias de recesso, esticaram o carnaval e voltam só em março.

E o Palácio do Planalto que entre as alas de ministérios precisa reverter os números do desemprego crescentes há cinco meses. Ficou para março o recomeço, a retomada contra a crise financeira, disse o ministro do Trabalho Carlos Lupi.

E o que no Brasil não fica para março.

Marlon Herath Política , , ,

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