O ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal (AP) 470 (Mensalão), determinou o início da oitiva das testemunhas de defesa dos 39 réus pelos juízes federais que já atuaram no processo, em diversos estados, por delegação do ministro.
Na AP, é investigado o pagamento de propinas a parlamentares para apoiarem iniciativas do governo no Congresso.
Originalmente, havia 40 denunciados, mas o réu Sílvio José Pereira cumpriu uma pena alternativa e não responde mais ao processo.
As inquirições serão iniciadas pelo estado de Minas Gerais e o prazo para as testemunhas começarem a ser ouvidas será contados do recebimento da carta de ordem do ministro Joaquim Barbosa pelo juízo mineiro.
Os prazos variam de um a 80 dias e de acordo com o número de testemunhas a serem inquiridas. Em Minas Gerais e no Distrito Federal, este prazo é de 80 dias; em São Paulo, de 65; no Rio de Janeiro, de 21 e, no Paraná, de 10 dias. Nos demais estados em que serão ouvidas testemunhas, ele é de três a um dia. São eles o Espírito Santo, o Amapá, o Rio Grande do Norte, o Rio Grande do Sul, a Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, a Bahia e o Tocantins. (Com informações do STF)
Os 39 réus e as acusações
1 – Anderson Adauto, ex-ministro dos Transportes: Lavagem de dinheiro; Corrupção ativa
2 – Anita Leocádia, ex-assessora do deputado federal Paulo Rocha: Lavagem de dinheiro.
3 – Antonio Lamas, irmão de Jacinto, membro do PL: Formação de quadrilha e Lavagem de dinheiro.
4 – Ayanna Tenório, ex-vice-presidente do Banco Rural: gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha.
5 – Bispo Rodrigues, ex-deputado federal (PL): Lavagem de dinheiro; corrupção passiva.
6 – Breno Fischberg, um dos sócios da Bonus/Banval: Formação de Quadrilha; lavagem de dinheiro.
7 – Carlos Quaglia, empresário da corretora Natimar: Formação de Quadrilha; lavagem de dinheiro
8 – Cristiano Paz, sócio de Marcos Valério: Corrupção ativa; peculato, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha; Evasão de divisas.
9 – Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT: Corrupção ativa; Formação de quadrilha.
10 – Duda Mendonça, marqueteiro: Lavagem de dinheiro; Evasão de divisas
11 – Emerson Palmieri, assessor parlamentar: Corrupção passiva; lavagem de dinheiro.
12 – Enivaldo Quadrado, ex-sócio da corretora Bônus-Banval, foi preso no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, no dia 6 de dezembro de 2008, ao chegar de Portugal com 361,445 euros (1,2 milhão de reais) escondidos na cueca, meias e bagagem: Formação de Quadrilha; lavagem de dinheiro.
13 – Geiza dias, auxiliava Simone, ex-diretora da SMP&B: Lavagem de dinheiro; Corrupção ativa; Formação de quadrilha, Evasão de divisas.
14 – Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil: Peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro.
15 – Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL: Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva.
16 – João Cláudio Genu, ex-assessor do então líder do PP, José Janene: Formação de Quadrilha; Corrupção passiva; lavagem de dinheiro.
17 – João Magno, ex-deputado federal petista: Lavagem de dinheiro.
18 – João Paulo Cunha, deputado federal (PT-SP): Lavagem de dinheiro, corrupção passiva; peculato.
19 – José Borba, ex-deputado federal (PMDB-PR), atual prefeito de Jandaia do Sul, no Paraná, pelo PP: Corrupção passiva; Lavagem de dinheiro
20 – José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil, seria o chefe da “quadrilha”: Corrupção ativa; Formação de quadrilha.
21 – José Genoino, deputado federal (PT-SP): Corrupção ativa; Formação de quadrilha.
22 – José Janene, ex-deputado federal (PP): Formação de Quadrilha; Corrupção passiva; lavagem de dinheiro
23 – José Luiz Alves, ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto no Ministério dos Transportes: Lavagem de dinheiro
24 – José Salgado, vice-presidente do Banco Rural: gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha; Evasão de divisas
25 – Kátia Rabello, dona do Banco Rural: gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha; Evasão de divisas
26 – Luiz Gushiken, ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República: Peculato
27 – Marcos Valério, publicitário, seria o operador do esquema: Corrupção ativa; peculato, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha; Evasão de divisas 28 – Paulo Rocha, deputado federal (PT-PA): Lavagem de dinheiro
29 – Pedro Correa, ex-deputado federal e ex-presidente do PP: Formação de Quadrilha; Corrupção passiva; lavagem de dinheiro.
30 – Pedro Henry, deputado federal Pedro Henry Neto (PP-MT): Formação de Quadrilha; Corrupção passiva; lavagem de dinheiro
31 – Professor Luizinho, ex-líder do governo na Câmara: Lavagem de dinheiro
32 – Rámon Hollerbach, trabalhava com Marcos valério na SMPB: Corrupção ativa; peculato, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha; Evasão de divisas
33 – Roberto Jefferson, ex-deputado (PTB): Corrupção passiva; lavagem de dinheiro.
34 – Rogério Tolentino, sócio de Marcos Valério: Lavagem de dinheiro; Corrupção ativa; Formação de quadrilha
35 – Romeu Queiroz, sócio de Marcos Valério: Corrupção passiva; lavagem de dinheiro
36 – Simone Vasconselos, ex-diretora da SMPB, e acusada de ser a principal operadora do esquema dirigido por Marcos Valério: Lavagem de dinheiro; Corrupção ativa; Formação de quadrilha; Evasão de divisas
37 – Valdemar da Costa, ex-deputado federal (PR-SP), : Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva.
38 – Vinícius Samarane, diretor do Banco Rural: gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha, Evasão de divisas.
39 – Zilmar Fernandes, empresária e sócia do publicitário Duda Mendonça: Lavagem de dinheiro; Evasão de divisas
Marlon Herath Justiça, Política Mensalão
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