Arthur Virgílio acha Senado medíocre e ameaça abandonar política
Em discurso no plenário há instantes, o senador Arthur Virgílio(PSDB-AM) criticou o estado anímico do Senado neste ano – que não votou nenhuma matéria nem elegeu os presidentes de comissões. Confira os principais trechos:
- Sarney
O Presidente Sarney precisa convocar uma reunião dos líderes, presidir a reunião dos lideres, entrar em bolas divididas, sim, arbitrar, optar, contrariar, tomar as atitudes presidencialistas que se exigem de um Presidente.
- Senado
Estamos aqui, fazendo discursos e ouvindo discursos.
Quem sabe vem aí um embaixador estrangeiro para irmos lá tirar uma foto com ele, para colocar no jornal, na coluna do nosso Estado. Tira foto com o embaixador, manda para a coluna social, aí a coluna social publica. E não estamos fazendo mais nada aqui. Isso não pode perdurar.
- “Será que eu não tenho nada pra fazer?”
Estou aqui pasmo, sem nenhum prazer de estar aqui. Se isso aqui é a vida política daqui pra frente, eu vou ficar muito em dúvida se continuo nisso. Isso não faz bem a minha saúde, não faz bem a minha convivência familiar, não faz bem a mim como pessoa. Será que eu não tenho nada pra fazer do que ficar aqui ouvindo discurso e escândalo, um atrás do outro, sem que a gente consiga dar respostas altura do que a nação pede?
Se isto é vida pública daqui pra frente eu não quero mais proximidade disso não.
Se a gente é capaz de dar uma guinada nisso eu estou às ordens para colaborar… por entender que ou esse Senado é passado a limpo ou nós vamos estar fazendo um grande pecado contra uma instituição que é o poder moderador nesse país.
Essa mediocridade não pode perdurar. Se isso é vida pública vai ter alguém no meu lugar brevemente porque eu não estou mais a fim disso não. Vida pública não é essa não. Política não se faz assim. Isso aqui tá muito chato, presidente. Isso aqui tá muito medíocre. Isso aqui tá beirando o grotesco, tá beirando o ridículo. Nós estarmos aqui sem trabalhar.
Verborragia
Daqui há pouco Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) também deve elevar o tom de críticas à condição atual do Senado e dos políticos brasileiros.

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