CPI dos Grampos tenta salvação
Integrantes da CPI dos Grampos vão a São Paulo em busca de informações judiciais que eram mantidas sob sigilo. Nesta terça (17), às 13 horas, o relator Nelson Pellegrino (PT-BA) se reúne com os juízes Ali Mazloum, do processo sobre o vazamento de informações da Operação Satiagraha, Luiz Renato Alves Pacheco de Oliveira, responsável pelos autos da Operação Chacal, e Fausto de Sanctis, que determinou as prisões e as condenações da Satiagraha.
Na quarta-feira (18) em Brasília, ao meio-dia, a CPI se reúne o delegado que preside o inquérito sobre o vazamento, Amaro Vieira.
A comissão tenta obter acesso às informações colhidas nos inquéritos e processos sobre as operações da Polícia Federal, Satiagraha, que chegou a prender o banqueiro Daniel Dantas e Chacal, que investigou em 2004 supostas ações de espionagem realizadas pela empresa Kroll contra a Telecom Italia. O primeiro relatório teve conclusão pífia.
A quebra do segredo de justiça no processo contra o delegado Protógenes Queiroz, que resultou na prorrogação da CPI, ocorreu quando o magistrado concluiu que a manutenção do sigilo serviu para o vazamento de informações. E mais. Nas palavras do juiz Ali Mazloum, “geralmente falsas, para desqualificar a apuração”.
Leia aqui, na íntegra, a decisão do juiz Ali Mazloum que rompeu o segredo do inquérito.
Enquanto investigam erros dos arapongas da Abin, do comando de Paulo Lacerda, e da Operação Satiagraha, do delegado Protógenes, os condenados por corrupção acompanham em liberdade, sem sigilos, as brechas que poderão alegar para pedir a anulação do processo.
Aliás, alguém lembra que Daniel Dantas, banqueiro, foi condenado a 10 anos de prisão e ao pagamento de multas de R$ 13,42 milhões?
E seus dois aspones: Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom, e Hugo Chicaroni, professor universitário, a 7 anos de cadeia?
Refrescando a memória, Dantas foi acusado de ter mandado pagar propina de US$ 1 milhão a um delegado federal.
A CPI dos Grampos vai ouvir novamente os envolvidos no vazamento de informações sobre as espionagens.
O depoimento do delegado Protógenes Queiroz na CPI está marcado para 1º de abril, um dia sugestivo para conhecermos a verdade. Será?

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