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Senado tenta resolver descontrole nas horas extras

Para não esquecer as denúncias, antes que "derretam" de nossas mentes. "A persistência da memória", de Salvador Dalí

Para não esquecer as denúncias, antes que "derretam" de nossas mentes. "A persistência da memória", de Salvador Dalí

O Senado finalmente tomou providências para evitar o descontrole nos gastos com horas extras. O controle será feito mediante registro diário num sistema informatizado.

Uma resolução, ainda a ser publicada, vai considerar horas extraordinárias as prestadas após as 18h30. O documento produzido pelo 1º secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), determina que em nenhuma hipótese haverá o pagamento das horas extras sem o “integral atendimento do que prevê o ato”. Precisaram escrever isso a fim de evitar novo escândalo. O sistema começa a operar em 60 dias.

Quanto às horas extras pagas em janeiro a 3.883 servidores totalizando mais de R$ 6 milhões, o senador disse que responde pelas horas pagas durante a administração dele – ou seja, a partir de fevereiro.

“Injustiça”
Heráclito foi além, disse que não pode cancelar as horas extras pagas durante o recesso, porque isso “seria uma injustiça”, uma vez que muitos servidores trabalharam e fizeram hora extra nesse período.

Nepotismo
Outra denúncia contra a administração do Senado é a prática de nepotismo cruzado. Parentes de funcionários com cargo de direção teriam sido contratados por empresas terceirizadas que prestam serviço ao Senado. O corregedor, senador Romeu Tuma (DEM-SP), apura as denúncias. Para evitar a contratação de parentes, a mesa diretora também vai criar novas regras para garantir que o problema não se repita.

Escândalos

Desde fevereiro, o Senado já foi palco de episódios vexatórios. Primeiro, a descoberta de uma mansão não declarada do diretor-geral, Agaciel Maia. Ele pediu demissão. Depois foi a bagunça no pagamento de horas extras. E, na semana passada, foi a vez do diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, entregar o cargo em meio às acusações de que teria utilizado apartamento funcional do Senado para acomodar parte da sua família. Ele mora em uma mansão.

Marlon Herath Dinheiro público, Política, Serviço público

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