O Senado e a paranoia da má gestão
Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)
Uma nova lista de cargos de direção a serem extintos no Senado é esperada esta semana. Até agora 50 foram cortados de um total de 181, o que dará uma economia de R$ 4,8 milhões por ano.
Mas o que os senadores não explicaram é como a instituição formou esse emaranhado de cargos sem necessidade. Tão desnecessários que estão sendo extintos.
Uma boa parte foi criada nos mandatos anteriores de Sarney à frente do Senado.
É verdade que Sarney não é o único “padrinho” desses diretores nem o único presidente de instituição pública inchada com problemas de administração.
A maioria dos órgãos públicos muda os gestores a cada presidente – não que a prática seja incorreta, mas os resultados confirmam: o critério competência vale menos que ser “afilhado” de um político.
Em vez de organizar as funções, os presidentes são convencidos a aumentar o número de aspones, criar repartições, extinguir outras, e separar serviços semelhantes elevando os gargalos da burocracia.
Para acomodar apoiadores, presidentes inventam cargos que na prática resultam fictícios, sem finalidade.
Por imposição de conchavos, presidentes loteiam gabinetes e áreas estratégicas entre os partidos. Estes buscam poder e se esquecem dos resultados, indicando bons seguidores, mas péssimos profissionais.
Para não esquecer, entre os 50 cargos extintos no Senado, Subsecretaria de Anais, Subsecretaria de Convergência Tecnológica, Subsecretaria de Proteção a Autoridades, Coordenação de Análise de Notícias, Coordenação de Apoio em Aeroporto, Coordenação das Residências Oficiais e Secretaria de Estágio.


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