O IPI reduzido e as consequências boas e ruins
Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)
Está por ser confirmada a prorrogação do IPI reduzido sobre automóveis por mais três meses. A redução terminaria amanhã. A intenção é manter a venda de carros zero e enfrentar a crise financeira com a consequência do desemprego.
Nos carros mil, o IPI caiu de 7% para zero. Para automóveis entre mil e duas mil cilindradas à gasolina, a redução foi de 13% para 6,5%. Já para os carros flex e à álcool, a alíquota caiu de 11% para 5,5%.
A redução do IPI que começou em dezembro melhorou as vendas, mas não aos patamares do mesmo período do ano passado.
O governo deve negociar com a indústria a fim de evitar demissões, o que dependerá das vendas dos próximos meses.
Em fevereiro foram produzidos 201,7 mil automóveis, 24,1% a menos que em fevereiro do ano passado.
Mas a redução do IPI nos carros reflete negativamente na distribuição dos impostos arrecadados. Desde dezembro, os governos estaduais e as prefeituras recebem repasses menores do fundo de participação, também reduzido pelas mudanças nas alíquotas do Imposto de Renda. Com menos dinheiro, investimentos públicos estão sendo adiados. O próprio governo federal refaz os cálculos do orçamento e anuncia cortes.
No fim das contas, todos pagam o preço dos benefícios concedidos aos fabricantes de automóveis.

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