Os desafios do plano de habitação do governo
Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)
O plano habitacional lançado pelo governo vai bancar a construção de boa parte dos imóveis para famílias com renda até três salários mínimos. Essa faixa concentra 90,9% da falta de moradia no país. As prestações mínimas serão de R$ 50 por mês durante 10 anos. Em uma casa avaliada em R$ 40 mil, R$ 6 mil serão pagos pelo mutuário.
O plano prevê financiamento para famílias que recebam até 10 salários mínimos.
O pagamento será feito em até 30 anos, com entrada opcional e com taxas de juros que variam conforme a renda. Com rendimentos entre três a cinco salários mínimos, será de 5% ao ano acrescidos de TR (Taxa Referencial). Já entre cinco e seis salários será de 6% ao ano mais TR, e de 8,16% mais TR para famílias com renda entre seis e dez salários mínimos.
O pagamento da 1ª prestação será feito somente na entrega do imóvel. O pacote também reduz custos cartoriais e impostos. Aí entra o apoio de estados e municípios. Terão que baixar o ICMS, o ISS.
As operações de financiamento começam no dia 13 de abril.
O presidente Lula não deu prazo para a construção de 1 milhão de moradias, mas cobrou que estados e municípios garantam áreas para habitações populares, forneçam a infraestrutura para os terrenos e facilitem a concessão de licenças.
Terão todos que dançar a mesma música pelo bem da habitação, já pela disputa política será outra história. O ano que vem é eleitoral e poderá faltar espaço no palanque das inaugurações.
Acesse aqui a cartilha do programa.












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