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Arquivo de março, 2009

Eleições 2010: Hélio Costa lidera pesquisa em Minas

22, março, 2009

Há um ano e sete meses das eleições para governador de Minas Gerais, o atual ministro das Telecomunicações, Hélio Costa (PMDB) aparece como o favorito na disputa, revela pesquisa do Datafolha. O peemedebista atinge percentuais que variam de 37% a 43%.

O Datafolha apresentou quatro cenários aos entrevistados. No primeiro cenário, Hélio Costa está com 41% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece Patrus Ananias (PT), com 11%. Antonio Anastasia (PSDB) tem 5% e Maria da Consolação Rocha (PSOL), 4%. Votos brancos e nulos totalizam 22%, e 17% se declaram indecisos.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Numa segunda situação, com Fernando Pimentel como candidato do PT, Hélio Costa lidera com 37%,
Fernando Pimentel aparece em segundo com 24% e Antonio Anastasia e Maria da Consolação Rocha têm 4% e 3%, respectivamente. Nesse caso, votariam em branco ou anulariam o voto, 17%. Já 14% estão indecisos.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

No terceiro cenário, onde se exclui a candidatura do PSDB, mais uma vez Hélio Costa está em primeiro, com 43% das intenções de voto. Patrus Ananias tem 13% e Maria da Consolação Rocha está com 5%. Votos brancos ou nulos somam 23% e 16% se declaram indecisos.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Na última situação apresentada, em que além da exclusão da candidatura do PSDB, Fernando Pimentel figura como candidato do PT, Hélio Costa está com 40%, Fernando Pimentel tem 25% e Maria da Consolação Rocha, 4%. Anulariam seu voto ou votariam em branco, 17% dos entrevistados, enquanto indecisos somam 15%.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Aécio

Na intenção de voto espontânea, aquela onde não são apresentados os nomes dos candidatos, Aécio Neves é citado por 17% da população mineira, seguido de Fernando Pimentel (5%), Hélio Costa (2%) e Antonio Anastasia (1%). Patrus Ananias e Maria da Consolação Rocha foram citados mas não atingiram 1%. Citaram outros nomes, 5%. Votos brancos e nulos totalizam 2%, e 68% não souberam dizer em quem votariam.

Pesquisa

Foram ouvidas 1073 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 16 a 19 de março de 2009, em 42 municípios no estado de Minas Gerais. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Marlon Herath Política

O risco das licitações no serviço público

21, março, 2009

A Secretaria de Direito Econômico (SDE) e a Polícia Federal desbarataram nessa semana um possível cartel que estaria fraudando licitações para a contratação de serviços de informática pelo governo federal. As quatro maiores empresas do ramo em Brasília e o sindicato da categoria tiveram documentos e computadores apreendidos. Elas são responsáveis por 78% das terceirizações dos serviços de informática do governo que movimentam R$ 1 bilhão por ano.

As investigações começaram com base em denúncias de órgãos públicos como o Ministério da Educação. Eles constataram a combinação entre participantes de licitações para o desenvolvimento e manutenção de softwares, de banco de dados e redes, além de suporte a usuários.

O assunto está, agora, sob investigação da SDE. Se os indícios forem comprovados, serão enviados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Já a PF abriu inquérito para investigar as prováveis fraudes, formação de cartel e de quadrilha. As penas podem chegar a cinco anos de prisão e as empresas ficam proibidas de participar de licitações pelo mesmo tempo, além de pagar multa referente a 30% do faturamento bruto do ano anterior.

Investigação

Há exemplos de que algumas empresas deram “cobertura” para outras, apresentando propostas que sabidamente não podiam ser vencedoras (preços muitos altos e problemas formais nitidamente intencionais).

Em outras situações, algumas empresas investigadas obtinham ótima pontuação técnica, mas baixa em outra, indício de manipulação de seus certificados em conjunto com os concorrentes. O objetivo seria alterar artificialmente os resultados dos certames e, assim, conseguir aumentar os preços. A SDE também identificou intensa atuação do sindicato patronal para dificultar a entrada de novas prestadoras no mercado. (Com informações do Ministério da Justiça)

Marlon Herath Corrupção, Dinheiro público, Serviço público ,

Os 50 cargos extintos no Senado

21, março, 2009

Heráclito fez os primeiros cortes na escada de cargos sem finalidade. Senado desce degrau a degrau aos porões da burocracia, olha para o alto, mas não vê o fim da crise. Foto Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Heráclito fez os primeiros cortes na escada de cargos sem finalidade. Senado desce degrau a degrau aos porões da burocracia, olha para o alto, mas não vê o fim da crise. Foto Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

A lista dos 50 cargos de direção extintos no Senado é apenas o começo – o 1º secretário Heráclito Fortes (DEM-PI) promete mais cortes na próxima semana.

A primeira leva significará economia mensal de cerca de R$ 400 mil – ou R$ 4,8 milhões por ano.

Os diretores, todos do quadro, perdem as gratificações, que variam de R$ 2.064,01 a R$ 2.229,13.

Na relação da burocracia extinta, dúvidas “preocupantes”:

  • Subsecretaria de Anais – o diretor que choramingou ao senador Heráclito, será que a extinção do cargo dele vai para os anais da Casa?
  • Subsecretaria de Elaboração de Autógrafos e Redação Oficial – será que a extinção se deve à reforma ortográfica?
  • Subsecretaria de Convergência Tecnológica – será que foi criada para trocar máquinas de escrever por computadores?
  • Subsecretaria de Proteção a Autoridades – extinguiram a segurança dos senadores?
  • Coordenação de Análise de Notícias – quem vai ler os jornais para os senadores agora?
  • Coordenação de Apoio Aeroportuário – o diretor de check in, funcionário que apoiava os senadores no aeroporto, será que os senadores vão ter que pegar fila?
  • Coordenação de Administração das Residências Oficiais – do diretor que ficava na garagem no subsolo de um prédio. Será que vão criar mais vagas para estacionar no local?
  • Subsecretaria de Instalações Especiais – quem cuidará da troca da lâmpada do lustre das mansões, da retirada de ácaros dos tapetes persas, do interruptor de energia dos gabinetes?
  • Secretaria de Estágio – será que um estagiário assumiu o serviço?

Lista dos cargos extintos

Acesse aqui a lista completa.

Marlon Herath Dinheiro público, Política, Serviço público ,

Crise financeira arranha avaliação de Lula

20, março, 2009

Na pesquisa CNI/Ibope a avaliação da administração do presidente Lula caiu 9%. Em dezembro, 73% dos entrevistados consideravam o governo bom ou ótimo, enquanto no levantamento realizado neste mês de março mostra avaliação positiva 64%.

O índice é o mais baixo registrado desde junho de 2008, quando a avaliação de Lula chegou a 58%. Em dezembro, havia batido o recorde ao atingir 73%.

Nota 7,4

A nota média atribuída pela população ao governo do presidente Lula recuou quatro décimos em relação ao estudo de dezembro, passando de 7,8 para 7,4.

Crise financeira

A repercussão da crise reforça a vinculação à avaliação do governo. Os três assuntos relacionados ao governo Lula mais mencionados espontaneamente pela população tratam da retração da economia. Somados, esses itens chegam a 51% das menções espontâneas, o que mostra a predominância do tema nas preocupações dos brasileiros.

Leia aqui a íntegra da pesquisa.

Marlon Herath Política

Até Heráclito espera a lista dos diretores demitidos

20, março, 2009
Senador Heráclito atendendo à vigília da imprensa. Foto José Cruz/Ag. Senado

Senador Heráclito atendendo à vigília da imprensa. Foto José Cruz/Ag. Senado

Ao prometer divulgar ainda hoje os nomes das diretorias extintas, o 1º secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), disse hoje que vai enxugar a estrutura que veio crescendo ao longo dos últimos 12 anos. “É impossível você lidar com cinquenta diretores, isso não existe [são 181]“, afirmou.

“Estou na vigília, esperando a lista”, fafou o senador. A relação dos primeiros 50 cortes de diretores ainda não foi divulgada pelo diretor-geral.

Marlon Herath Dinheiro público, Política, Serviço público ,

Aprovação de Lula cai e preferência por Dilma sobe

20, março, 2009

O desempenho do presidente Lula é considerado ótimo ou bom por 65% dos entrevistados pelo Datafolha. O percentual de brasileiros que o aprovam caiu cinco pontos percentuais de novembro para hoje. No levantamento anterior o petista era aprovado por 70%, recorde obtido por um presidente desde que o Datafolha começou a fazer pesquisas nacionais de avaliação do governo federal, em 1990.

Nesse período, a taxa dos que consideram o desempenho do presidente regular passou de 23% para 27%. O percentual dos que acham que ele está sendo ruim ou péssimo oscilou de 7% para 8%, variação dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A nota atribuída a Lula pelos brasileiros, em uma escala de zero a dez, é 7,4. Em novembro do ano passado, ele recebia nota 7,6.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Nordeste segue a “praia” de Lula

Pore regiões, Lula obteve 77% de ótimo/bom no Nordeste, 64% no Norte/Centro-Oeste, 60% no Sudeste e 57% no Sul.
O presidente é melhor avaliado no interior do país, 67% de ótimo/bom, contra 61% nas capitais/regiões metropolitanas.

Quando se leva em consideração a renda familiar mensal dos entrevistados, verifica-se que Lula perdeu pontos nas três faixas em que a amostra é segmentada. Entre os que têm renda até cinco salários mínimos, a taxa de aprovação ao presidente passou de 71% para 66%. Entre os que ganham entre cinco e dez salários mínimos, ela passou de 67% para 62%, e, entre os que vivem com rendimentos acima de dez salários mínimos, ela foi de 63% para 58%.

Quanto à escolaridade, Lula perdeu sete pontos percentuais entre os brasileiros que chegaram ao ensino médio (a aprovação caiu de 69% para 62%) e quatro pontos entre os que têm escolaridade fundamental (passou de 72% para 68%). Entre os que têm escolaridade superior, a aprovação se manteve idêntica à registrada em novembro (64%).

O Datafolha ouviu 11.204 brasileiros, a partir dos 16 anos de idade, entre os dias 16 e 19 de março de 2009.

Indicação de Dilma para presidente cresce mas Serra lidera com folga

Se a eleição para presidente fosse hoje, o atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB) seria o favorito. O tucano obtém percentuais de intenção de voto que variam entre 35% e 47%. O favoritismo de Serra já era registrado pelo Datafolha em pesquisas realizadas em março e em novembro do ano passado.

A taxa dos que votariam em Ciro Gomes (PSB) oscilou de 15% para 16%. Heloísa Helena (PSOL) caiu de 14% para 11%, enquanto Dilma Rousseff subiu de 8% para 11% das preferências. Votariam em branco ou anulariam o voto 13% (eram 12%) e declaram-se indecisos 8% (eram 9%).

Em comparação com o levantamento de novembro, apenas a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), oscilou acima da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Em cinco cenários, Dilma vai de 11% a 16%.

O Datafolha ouviu 11.204 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 16 e 19 de março de 2009.

Quando Serra é excluído da disputa, e Aécio Neves assume seu lugar como candidato do PSDB, Ciro Gomes assume a liderança, com 25% das intenções de voto. Esse percentual é idêntico ao que o socialista obtinha em novembro.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Dilma segue como a candidata menos conhecida

Dilma Rousseff é a provável candidata à presidência menos conhecida pelos brasileiros: 52% afirmam ter conhecimento da existência ministra da Casa Civil, percentual similar ao dos que dizem não conhecê-la (48%). Dos que conhecem, 12% se dizem bem informados, 24% mais ou menos informados e 16% mal informados a respeito dela. Entre os brasileiros que moram na região Sul a taxa dos que dizem conhecê-la chega a 60%.

Marlon Herath Política

Senado inicia corte de diretores

20, março, 2009

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

Cinquenta diretores do Senado devem ser demitidos hoje e seus cargos serão extintos. A medida foi anunciada pelo 1º secretário do Senado, Heráclito Fortes com a finalidade de reduzir os gastos da instituição. O Senado tem 181 ocupantes de cargos de direção ou função equivalente. Todos recebem gratificações entre R$ 2 mil e R$ 5 mil. Os salários seriam de R$ 18 mil em média.

O Senado tem cerca de 3 mil servidores efetivos, 3 mil comissionados, funcionários temporários, e mais aproximadamente 3 mil terceirizados. São 9 mil pessoas e uma folha de pagamento de mais de R$ 2 bilhões por ano. A expectativa é que a estrutura administrativa seja enxugada.

Terceirizados serão substituídos por aprovados em concurso, começando pela área de comunicação do Senado.
Outra medida tomada foi o recolhimento dos veículos oficiais que estavam à disposição dos diretores. Ficaram apenas os carros do diretor-geral e da secretária-geral da Mesa.

Uma comissão também vai revisar os contratos de prestação de serviço com fornecimento de mão-de-obra.
Entre os senadores é visível o constrangimento, a indignação de alguns e a sensação de surpresa de outros.

Pedro Simon disse que nunca soube quantos diretores tinha o Senado. Eduardo Suplicy encaminhou ao 1º secretário uma lista de dúvidas como a evolução dos cargos criados desde 1989. Heráclito Fortes disse que existem os diretores efetivos e os diretores de fantasia, que não têm função específica, não tem estrutura administrativa em volta, cargos criados para aumentar o salário com gratificações.

Diretor de Anais está magoado

O senador Heráclito também falou sobre um encontro que teve com o diretor de Anais da Casa que ficou muito magoado com alguns senadores que levaram no deboche a figura da Diretoria de Anais, uma das mais antigas da casa, coisa de dois séculos atrás (1880).

Os 81 senadores sabem que magoados estão os eleitores que depositaram confiança não registrada nos anais, mas nas urnas, um dos maiores símbolos da democracia.

Marlon Herath Dinheiro público, Política, Serviço público

Insista, mas não há vagas. Ainda

19, março, 2009

Grupo de trabalhadores, 1933, Di Cavaltanti

Grupo de trabalhadores, 1933, Di Cavaltanti

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

Depois da queda, o Brasil enfrenta agora a estagnação na geração de empregos.

Em fevereiro foram apenas 9.179 contratações a mais que demissões. É o primeiro balanço positivo desde outubro, mas muito inferior aos 200 mil empregos criados em fevereiro de 2008. O setor de serviços puxou a lenta recuperação criando 57 mil vagas. A indústria novamente demitiu mais que contratou, saldo negativo de 56 mil vagas.

Mesmo positivo, o balanço dos empregos com carteira assinada é o pior desde fevereiro de 1999. De novembro a fevereiro, 788.336 trabalhadores foram demitidos.

No mês que passou o Rio Grande do Sul teve apenas 747 contratações a mais que demissões, nem 5% dos empregos criados em fevereiro de 2008. Agricultura obteve o melhor desempenho e o comércio o pior. Em fevereiro do ano passado foram criados 20 mil postos, metade na indústria que hoje mais demite.

Entre os municípios onde o desemprego avança, Caxias do Sul amargou o quarto mês seguido de fechamento de postos de trabalho. Saldo de 731 desempregados, principalmente da indústria metalúrgica. Em Cruz Alta, situação ainda pior, 744 cortes. Porto Alegre fechou 615 postos. Pelotas, 323. Em Santa Maria, estagnação com saldo de 32 demissões.

Os melhores resultados estão ligados ao campo. A colheita da maçã em Vacaria respondeu pela criação de 2.642 empregos. O setor fumageiro de Santa Cruz do Sul gerou 2.551 empregos. A safra de fumo movimenta a indústria, responsável pela maioria das vagas criadas. Em Venâncio Aires, 1.085 novos postos.

Ao divulgar os números o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reafirmou que a geração de emprego voltará a crescer em março, mesmo com a permanência da crise financeira.

A dificuldade maior está na indústria que, pelos primeiros indicativos de março, dá sinais de lenta recuperação. A expectativa ainda é fechar o ano com dados positivos, mas bem abaixo dos registrados até outubro de 2008, quando a crise chegou ao Brasil.

Caged

Acesse aqui os dados gerais do cadastro do Ministério do Trabalho.

Marlon Herath Política, Trabalho ,

Sarney quer cortar aspones

18, março, 2009

Gestão indigesta para Sarney. Foto Jane de Araújo/Ag. Senado

Gestão indigesta para Sarney. Foto Jane de Araújo/Ag. Senado

O presidente do Senado, José Sarney, pretende reduzir pela metade os 136 cargos de direção da instituição. Tem aspone demais. Serão mantidos apenas os cargos considerados essenciais com o anúncio de uma reestruturação administrativa do Senado.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi contratada para colocar a casa em ordem. Auditorias, avaliação dos servidores e serviços estão entre as ações para tentar enxugar a máquina do Senado.

A medida é uma resposta de Sarney às denúncias de irregularidades pelas secretarias e gabinetes. O senador também anunciou que os diretores serão escolhidos por sistemas de avaliação de mérito.

O que a FGV vai fazer

Leia aqui o protocolo de intenções entre o Senado e a Fundação Getúlio Vargas.

Marlon Herath Dinheiro público, Política, Serviço público ,

Protógenes é indiciado pela PF por dois crimes

18, março, 2009

Em dezembro, Protógenes recebeu a Medalha do Mérito Legislativo na Câmara. Agora, foi indiciado pela PF pelos "serviços prestados". Foto Wilson Dias/ABr

Em dezembro, Protógenes recebeu a Medalha do Mérito Legislativo na Câmara. Agora, foi indiciado pela PF pelos "serviços prestados". Foto Wilson Dias/ABr

Investigado pela corporação, o delegado Protógenes Queiroz prestou depoimento ontem ao corregedor da Polícia Federal, Amaro Vieira Ferreira, e foi indiciado por quebra de sigilo funcional e violação da lei de interceptações (Lei do Grampo).

Protógenes teria vazado dados secretos da Satiagraha que investigou o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, principalmente para a Abin.

Essa conclusão reforça a defesa de Dantas para anular as provas obtidas durante as investigações.

O Ministério Público Federal deve receber o inquérito para avaliar se denuncia Protógenes à Justiça.

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