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Haja piranha pra tanto boi no Senado!

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Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

A presidência e o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado terão muito o que explicar esta semana. João Carlos Zoghbi teria criado três empresas de fachada para ocultar negócios milionários, de acordo com reportagem da Revista Época. Como o ex-diretor é funcionário público, o que impede de ser dono ou ter sociedade em empresas, usou laranjas.

Entre os sócios das empresas suspeitas aparece Maria Izabel Gomes, uma ex-baba de 83 anos, que mora com a família e que três anos atrás não tinha renda alguma. Em um ano e meio, as três empresas teriam faturado R$ 3 milhões. Parte do dinheiro foi obtida por meio de serviços referentes à concessão de crédito consignado, empréstimos para desconto em folha dos funcionários do Senado. A operação era repassada pelo Banco Cruzeiro do Sul.

Nos últimos três anos o negócio teria movimentado R$ 1,2 bilhão e o banco administrado R$ 380 milhões.
João Carlos Zoghbi perdeu o cargo em março quando se preparava para assumir, por indicação de Sarney, a direção-geral do Senado, depois da demissão de Agaciel Maia, o funcionário da mansão não declarada. Zoghbi caiu quando descobriram que, mesmo morando numa mansão, manteve um apartamento funcional do Senado para o filho morar.

No labirinto de escândalos, o ex-diretor também está enrolado com a farra das passagens aéreas da Câmara, de onde surgiu para uma carreira pública até pouco tempo intocável.

Na última sexta-feira no Senado, ao reclamar aos jornalistas da péssima imagem que é feita junto à opinião pública, o primeiro secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), disse que o Senado é usado como “boi de piranha”. Os jornalistas apontam erros no Senado e se esquecem de irregularidades no governo.

O perigo está do outro lado da rua – disparou Heráclito, cobrando que se investigue o Palácio do Planalto.
O chororô do senador revela uma tentativa de fuga do mínimo de correção que se espera: apuração das denúncias e responsabilização dos corruptos.

Daí a se exigir o fim dos escândalos é bem diferente da comparação de que o Senado está sendo usado como “boi de piranha”. Até porque, pela sucessão de ma-fé com o dinheiro público, poderão faltar piranhas pra tantos bois.

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Marlon Herath Corrupção, Dinheiro público, Política ,

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