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1º de maio de 2009

Primeiro de Maio. Di Cavalcanti, 1933

Primeiro de Maio. Di Cavalcanti, 1933

Os anos, os séculos passam e transformam as relações trabalhistas, mas o emprego segue refém do capital. Apertar um parafuso, consertar um carro ou fechar um negócio hoje têm técnicas bem diferentes de outras décadas, mas o objetivo é o mesmo.

Em época de crise, porém, salvar a vaga é o que sempre restou a milhões de brasileiros  e estrangeiros que abdicam de promoções, direitos e parte tem que aceitar o corte do salário.

Leis e tratados não impedem a exploração milenar da mão-de-obra. Trabalho escravo, infantil, discriminação e falta de segurança no trabalho aprisionam jovens e adultos, homens e mulheres, aposentados calejados dos grotões aos cinturões de miséria das cidades. Os boias-frias das lavouras de cana seguem trocando suor por sangue, a produção de carvão queimando vidas, as fábricas intoxicando mãos e pulmões ingênuos. Fileiras de oprimidos mantêm cercados os eldorados dos coroneis do latifúndio e dos barões industriais. Navegando em águas contamindas, um governo que tenta favorecer a miséria e a riqueza.

Neste e em muitos outros 1º de Maio, de Norte a Sul, governos, entidades empresariais, sindicatos promovem festas.

Já foi pior pensam os conformistas, mas comemorar o quê?

Marlon Herath Direitos Humanos, Trabalho

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