A chance do Senado reduzir os cabides de emprego
Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)
O Senado pode reduzir em 30% a estrutura administrativa. A previsão está no estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Enxugando o cabideiro
Das 41 diretorias ficarão apenas sete. Cargos de direção intermediária serão cortados pela metade ficando 92. Além disso, a estrutura de hierarquia será redefinida, mas alguns funcionários que ocupam funções de direção que serão rebaixadas não sofrerão redução de salário. Apenas no caso de funções que serão extintas os servidores irão perder a gratificação. Em outros casos, será feita uma redução da gratificação e na maioria será mantido o mesmo rendimento atual. A média de gratificação para os “diretores” é superior a R$ 2 mil mensais.
Uma das mazelas do serviço público ocorre quando, em vez de organizar as funções, gestores aumentam o número de aspones, criam repartições com funções semelhantes, elevando os gargalos da burocracia.
Abaixo, a comparação entre a estrutura do Senado inchada atualmente e a proposta mais racional da FGV.

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Foram propostos ainda cortes em gabinetes de secretarias, assessorias e unidades operacionais.
Se a reforma for adotada, o Senado poderá economizar R$ 650 mil por mês.
Menos cabides
- Das 38 Secretarias, 22 são convertidas em departamentos, assessorias e controladoria, 2 são mantidas (Secretaria de Comunicação e a nova Secretaria de Tecnologia) e 14 são eliminadas;
- Das 73 subsecretarias, 55 são convertidas em coordenações e 18 são eliminadas;
- São eliminados 43 gabinetes de subsecretarias e 24 gabinetes de secretarias;
- São eliminadas 8 assessorias nos escalões intermediários; e
- São eliminadas 54 unidades operacionais (nível de serviço), principalmente de apoio técnico e apoio administrativo.

No passado nada foi feito
Em 1995 a Fundação Getúlio Vargas já fizera um estudo sobre os problemas administrativos do Senado. O assunto foi lembrado nessa terça (12) pelo líder do PSDB, senador Arthur Virgílio. Na época o trabalho apresentou falhas semelhantes às atuais. Excesso de níveis hierárquicos, superposição de órgãos e funções, distorções salariais, mas nada foi feito pelo Senado.
Além dessas medidas administrativas, a direção do Senado deve apurar as denúncias de corrupção do ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi; e do ex-diretor-geral, Agaciel Maia.
O projeto é o primeiro passo para corrigir falhas, privilégios em demasia, em muitos casos nas administrações passadas do próprio presidente do Senado, José Sarney.
Revisão administrativa
Acesse aqui a íntegra do relatório da FGV.
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