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Petrobras reduz custo dos combustíveis e governo aumenta tributo

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

O governo não perdeu a oportunidade. A Petrobras anunciou a redução do preço da gasolina em 4,5% e o governo tratou de elevar em 5 centavos a Cide, o tributo sobre os combustíveis. Por isso, o preço da gasolina para o consumidor não muda.

Já o diesel cai 15% nas refinarias, mas o governo vai aumentar a Cide em 4 centavos. Para o motorista, a previsão é que o valor na bomba seja 9,6% menor.

Atualmente o custo do óleo é um dos principais entraves para o transporte rodoviário, principalmente o de cargas, que também sente os efeitos da crise financeira com a redução das exportações.

Fábricas sofreram redução de pedidos, transportadoras perderam cargas e os caminhoneiros viram o preço do frete despencar, além do diesel consumir até 60% do faturamento do caminhão.

Atualmente, o litro do diesel no Rio Grande do Sul custa em média R$ 2,18. Em abril do ano passado, não passava de R$ 1,90, antes de ter subido 15% mesmo índice que agora está sendo cortado.

Além do governo retomar o que cobrava nessa época, de 3 para 7 centavos da Cide no diesel; a elevação na gasolina, de 18 para 23 centavos, vai aumentar a arrecadação. O tributo deve somar mais de R$ 2,5 bilhões por ano ao bolo de mais de R$ 4 bilhões. Parte desse dinheiro irá para os cofres dos estados e municípios.

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse que a redução do custo dos combustíveis se deve a estabilidade do preço do petróleo no mercado internacional. Em 2008, o barril chegou a 140 dólares, o dobro da cotação atual.
Uma nova queda dependerá do comportamento externo.

E além de aumentar a arrecadação sobre os combustíveis, o governo já conta os dias para retomar a cobrança do IPI sobre veículos. A diminuição termina em 30 de junho e não deve ser novamente prorrogada. A produção de automóveis atingiu praticamente os mesmos níveis do ano passado.

Portanto, daqui pra frente, não há qualquer indicativo de queda nos impostos, sai a redução e volta a fúria arrecadatória do governo.

Marlon Herath Economia, Política

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