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Corregedor recomenda que senadores “baixem a bola” no plenário

Romeu Tuma (PTB-SP), corregedor do Senado, está “surpreso com as declarações e os embates” ocorridos na última quinta entre Renan e Tasso, e um dia antes, com Simon e Collor.

Considera que os bate-bocas, as acusações e ameaças são incomuns e foram motivadas “por paixões exacerbadas, que não fazem parte do debate parlamentar”.

Para evitar voo de cadeiras, pés de mesa, sopapos e as deblaterações apontadas até pelo senador Collor que adora se meter no aparelho digestivo dos outros, quando manda engolir e digerir palavras, o corregedor lançou quatro recomendações.

  1. Agir com cortesia, prudência, integridade moral, política e pessoal, dignidade, honra e decoro, procurando adotar comportamentos serenos em sua atuação parlamentar;
  2. Observar as regras da boa conduta nas dependências da Casa ou fora dela;
  3. Procurar manter a ordem nas sessões ou nas reuniões do Senado;
  4. Utilizar de linguagem escorreita, polida, compreensível e respeitosa, não fazendo uso de expressões atentatórias ao decoro parlamentar em seus discursos e debates.

Atenção!

O corregedor apelou para o regimento interno sobre as medidas disciplinares a quem alimenta o pavio curto.

Quem sair da linha no plenário deve ser advertido pelo presidente com a expressão “Atenção!”.

Se não for suficiente, será dito, “Senador Fulano, atenção!”.

Se o barraco seguir montado, o presidente deve retirar a palavra do mal-educado, cortando o microfone, por exemplo.

Se este seguir irado, enraivecido e desobediente às advertências, o presidente mandará que saia do plenário, nem que seja preciso chamar a polícia.

Se o senador não baixar a crista, recusar-se a fechar a boca, o presidente suspenderá a sessão, dando tempo para encontrar um antídoto adequado ao incoveniente.

Marlon Herath Política

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