De quem é a digital dos atos secretos do Senado?
Um novo lote com 468 atos secretos foi descoberto na taverna do Senado. São centenas de nomeações e concessões de benefícios a servidores que ficaram engavetadas há cerca de 10 anos.
O presidente na época era o senador Antonio Carlos Magalhães que morreu em 2007.
O primeiro secretário, responsável pela administração, era o senador Ronaldo Cunha Lima que teria nomeado o filho, Ronaldo Cunha Lima Filho, por meio de ato secreto para trabalhar em seu gabinete.
Agaciel Maia, demitido pelos escândalos recentes, era o diretor-geral.
O atual secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), que havia encerrado as buscas ao descobrir a primeira leva de 511, quer saber de quem foi a ”sabotagem e molecagem” da inserção só agora desses atos no sistema de informática do Senado.
Os novos atos secretos foram inseridos dois dias após a comissão ter concluído o trabalho com relação aos atos secretos anteriores.
Digital
O sistema guarda a “digital” de quem divulgou esses números, uma senha para acessar a rede de informações.
Heráclito quer saber quem foi, entendendo que diretores de gestões passadas “estão trabalhando no sentido de desestabilizar o que vem sendo feito até agora.”
Mais que a digital, senador, importante é chegar na jugular dos mal-intencionados que assinaram, não publicaram as decisões e beneficiaram a si ou a alguém.


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