Arquivo

Arquivo de agosto, 2009

Lula nas alturas, Congresso na fogueira

18, agosto, 2009
Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Lula defende Sarney, posa com Collor e Renan, enxota a bancada petista no Senado e a avaliação segue nas alturas.

Quem se importa com quem o presidente abraça ou joga na sarjeta?

Reuniu-se com a tropa de choque e o próprio Sarney por várias vezes durante a crise do Senado. Orientou, mandou, motivou brigas e depois criticou o Senado pelos bate-bocas! 

Até o calendário do futebol ele quer mudar!

Lula opina sobre tudo e essa é uma virtude da exposição positiva do presidente.

De acordo com o Datafolha, a aprovação ao governo do presidente oscilou dois pontos para baixo, mas continua em patamar recorde.

Caiu de 69% para 67%, o percentual de ótimo ou bom.

O inferno é o limite

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Já deputados e senadores obtiveram desempenho negativo na pesquisa. Obviedade. 

A atual composição do Congresso Nacional, eleita em 2006, foi avaliada como ruim ou péssimo por 44% dos entrevistados do Datafolha.

A crise atual do Senado e as denúncias contra Sarney dão resultado semelhante a novembro de 2007, quando Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente licenciado do Senado, era o foco das denúncias.  Naquele mês, 45% dos entrevistados consideraram o Congresso ruim ou péssimo.

Homens reprovam mais os parlamentares que as mulheres, 51%, contra 38% das mulheres. Os mais escolarizados também, 59% ante 37% dos que fizeram o ensino fundamental.

Pesquisa

 

A pesquisa realizada entre os dias 11 e 13 de agosto ouviu 4.100 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Marlon Herath Política , , , ,

Lina precisa ir além do chororô

18, agosto, 2009

O blá-blá-blá de números, méritos nas gestões por onde passou do Rio Grande do Norte a Brasília, medidas adotadas para melhorar a Receita Federal demonstram que Lina Vieira está, sim, magoada por ser demitida, embora diga que não.

Quem gosta de ser demitido? Soa incompetente.

Dúvidas das suposições

  • Data e hora da reunião com Dilma;
  • Sendo Mantega o chefe dela, ele sabia do pedido da colega da Casa Civil?
  • Pode provar que o pedido não interferiu nas investigações contra os negócios da família Sarney?
  • O que Lina sabe sobre as operações suspeitas da Petrobras?

Marlon Herath Política ,

Depoimento de Lina Vieira no Senado pelo Twitter

18, agosto, 2009

Acompanhem a cobertura do blog do depoimento da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, pelo www.twitter.com/blogdomarlon.

Lina vai falar sobre o suposto encontro com Dilma Rousseff no fim de 2008 quando a ministra teria pedido para “agilizar” a investigação da Receita nos negócios da família Sarney.

Depois de demitida do órgão, a ex-secretária disse que entendeu que deveria encerrar a devassa fiscal nas empresas, o que, segundo ela, não foi levado a cabo.

Dilma negou as acusações, Lula pediu para apresentarem as agendas e o episódio está por ser apurado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Marlon Herath Política , ,

De quem é a digital dos atos secretos do Senado?

13, agosto, 2009

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Um novo lote com 468 atos secretos foi descoberto na taverna do Senado. São centenas de nomeações e concessões de benefícios a servidores que ficaram engavetadas há cerca de 10 anos.

O presidente na época era o senador Antonio Carlos Magalhães que morreu em 2007.

O primeiro secretário, responsável pela administração, era o senador Ronaldo Cunha Lima que teria nomeado o filho, Ronaldo Cunha Lima Filho, por meio de ato secreto para trabalhar em seu gabinete.

Agaciel Maia, demitido pelos escândalos recentes, era o diretor-geral.

O atual secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), que havia encerrado as buscas ao descobrir a primeira leva de 511, quer saber de quem foi a ”sabotagem e molecagem” da inserção só agora desses atos no sistema de informática do Senado.

Os novos atos secretos foram inseridos dois dias após a comissão ter concluído o trabalho com relação aos atos secretos anteriores.

Digital

O sistema guarda a “digital” de quem divulgou esses números, uma senha para acessar a rede de informações.

Heráclito quer saber quem foi, entendendo que diretores de gestões passadas  “estão trabalhando no sentido de desestabilizar o que vem sendo feito até agora.”

Mais que a digital, senador, importante é chegar na jugular dos mal-intencionados que assinaram,  não publicaram as decisões e beneficiaram a si ou a alguém.

Marlon Herath Política ,

Corregedor recomenda que senadores “baixem a bola” no plenário

12, agosto, 2009

Romeu Tuma (PTB-SP), corregedor do Senado, está “surpreso com as declarações e os embates” ocorridos na última quinta entre Renan e Tasso, e um dia antes, com Simon e Collor.

Considera que os bate-bocas, as acusações e ameaças são incomuns e foram motivadas “por paixões exacerbadas, que não fazem parte do debate parlamentar”.

Para evitar voo de cadeiras, pés de mesa, sopapos e as deblaterações apontadas até pelo senador Collor que adora se meter no aparelho digestivo dos outros, quando manda engolir e digerir palavras, o corregedor lançou quatro recomendações.

  1. Agir com cortesia, prudência, integridade moral, política e pessoal, dignidade, honra e decoro, procurando adotar comportamentos serenos em sua atuação parlamentar;
  2. Observar as regras da boa conduta nas dependências da Casa ou fora dela;
  3. Procurar manter a ordem nas sessões ou nas reuniões do Senado;
  4. Utilizar de linguagem escorreita, polida, compreensível e respeitosa, não fazendo uso de expressões atentatórias ao decoro parlamentar em seus discursos e debates.

Atenção!

O corregedor apelou para o regimento interno sobre as medidas disciplinares a quem alimenta o pavio curto.

Quem sair da linha no plenário deve ser advertido pelo presidente com a expressão “Atenção!”.

Se não for suficiente, será dito, “Senador Fulano, atenção!”.

Se o barraco seguir montado, o presidente deve retirar a palavra do mal-educado, cortando o microfone, por exemplo.

Se este seguir irado, enraivecido e desobediente às advertências, o presidente mandará que saia do plenário, nem que seja preciso chamar a polícia.

Se o senador não baixar a crista, recusar-se a fechar a boca, o presidente suspenderá a sessão, dando tempo para encontrar um antídoto adequado ao incoveniente.

Marlon Herath Política