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O comércio exterior e os velhos problemas brasileiros

Ano novo, velhos sintomas dos negócios brasileiros.

Descontemos a crise financeira, o Brasil acentuou as dificuldades para competir no mercado externo.

As vendas de manufaturados, produtos que agregam mais valor como aviões (-28,9%), automóveis (-33,7) e autopeças (-30,3%), caíram 27,3%. Exportadores perderam US$ 26 bilhões.

Os semimanufaturados como celulose (-14,2%) e ferro e aço (-56,2%) também caíram, -23,4% na média. Em compensação, o açúcar foi o principal produto aumentando as vendas externas em 65,8%. Talvez explique porque o preço da gasolina subiu tanto para os brasileiros. Usineiros optaram pelas vendas ”doces” ao estrangeiro.

Os produtos básicos, commodities como minério de ferro (-18,9%), petróleo (-31,7%), carne bovina (-23,6) perderam menos, 14,1% na média. Em termos conjunturais, a soja (5,6%) foi novamente a salvação da lavoura.

Exportações brasileiras

por fator agregado – US$ milhões FOB

exportacoes-2008-2009

Minério de ferro, soja, petróleo e açúcar são nossos principais produtos vendidos no no mercado externo.

No balanço, as exportações brasileiras no ano passado foram US$ 45,69 menores que no ano anterior.

E as importações também encolheram em 2009. Retração de 25,3%, principalmente em produtos como combustíveis e lubrificantes (-46,1%), matérias-primas e intermediários (-27,3%), bens de capital (-16,4%) e bens de consumo (-3,4%).

 Destinos dos produtos tupiniquins

exportacoes-destinos-2008-2009

O comércio com a China avançou apesar da crise (23,1%), mas com exceção da Ásia (5,9%) perdemos terreno no resto do globo, como nos Estados Unidos (-42,4%), América Latina e Caribe (-32,1%) e na União Europeia (-25,8%)

Desceu a ladeira

Além dos dados negativos das exportações em 2009, o saldo comercial está em queda desde 2006. O superávit no ano passado foi de US$ 24,615 bilhões, o menor desde 2003.

Em US$ bilhões FOB. Jan/Dez – 2000 a 2009

exportacoes-graficos-2008-2009

O ritmo das compras cresceu mais que as vendas para o exterior. O que antes se justificava pela necessidade de modernizar o parque industrial, adquirindo maquinário, e ampliando a tecnologia no agronegócio, hoje preocupa pela queda no faturamento.

Investimentos ajudaram a fortalecer a competitividade interna, mas os setores produtivos enfrentam dificuldades no comércio exterior.

Marlon Herath Economia

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