Imprudente presidente
CD lançado pelo deputado Leonardo Prudente tem nove faixas, entre elas “Renova-me”, “Minha Alma te Adora”, “Águas que saram” e “Prá cima Brasil”.
Ao anunciar o retorno à presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente (sem partido) idolatra mestres da permanência incestuosa no trono como José Sarney (PMDB) e Renan Calheiros (PMDB).
Uma conduta menos insana recomenda que Prudente renuncie, pelo menos, da cadeira de presidente.
Em licença, o deputado que dispensa pasta e anda com dinheiro nas meias por segurança deveria permanecer até o fim das investigações de quebra de decoro parlamentar, análise dos pedidos de impeachment do governador Arruda e da apuração do suposto esquema do mensalão do DEM. Ele e colegas seriam os beneficiários.
O andamento dos trabalhos da CPI da Corrupção e da Comissão Especial depende da vontade da caneta do presidente da Câmara, neste caso, em nanquim indissolúvel para salvar a própria pele.
A CPI Inclusão Digital, por exemplo, criada em setembro antes do Panetonegate para investigar contratos suspeitos do GDF no programa DF Digital, segue engavetada. Prudente não indicou os deputados governistas, prerrogativa do presidente, depois que eles se retiraram da comissão e cujos respectivos partidos se negaram a indicar novos membros.
Leonardo Prudente tem no currículo um livro publicado. “Terceirização – A revolução dos Serviços”. Ironicamente, o deputado é investigado por suspeitas de participação em fraudes de licitações no GDF.
Geólogo, empresário na área de segurança privada e ex-secretário de Trabalho do governo Arruda, Prudente também tem formação em violão clássico.
Dedilha como poucos os dutos do poder em Brasília.


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