Arquivo

Arquivo de abril, 2010

Vigiar e punir

13, abril, 2010

 

José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, solto depois de dois meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Marlon Herath Corrupção, Política ,

Eleições 2010: Dilma se aproxima mais de Serra

13, abril, 2010

Três décimos é a diferença entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), de acordo com a pesquisa Sensus encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo (Sintrapav).

Serra – 32,7%

Dilma – 32,4%

Ciro – 10,1%

Marina – 8,1%

No cenário sem Ciro Gomes (PSB), Serra fica com 36,8%, Dilma com 34% e Marina com 10,6%.

Pesquisa
O Sensus entrevistou 2 mil pessoas entre 5 e 9 de abril em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 por cento.

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O discurso de Serra

12, abril, 2010

Com o bordão “O Brasil pode mais” no desfecho de cada dedo de prosa, o pré-candidato José Serra (PSDB) fez um discurso generalista.

Destacou características pessoais, lembrou da família, da atuação política e evitou criticar Lula e o governo petista.

Líder nas pesquisas, o tucano disse no sábado (10) no lançamento da pré-candidatura em Brasília que ”o governo deve servir ao povo, não a partidos e a corporações que não representam o interesse público.” E defendeu ricos e pobres, “lado a lado, na solidariedade necessária à construção de um país que seja realmente de todos.”

Abaixo, alguns pontos do discurso que se encontra na íntegra logo depois.

“Não foram conquistas de um homem só”
Ao destacar os últimos 25 anos do Brasil, Serra lembrou da redemocratização, do Real, do SUS. “Não foram conquistas de um só homem ou de um só Governo, muito menos de um único partido”, discursou o tucano.

Crenças e valores
Para o exercício da política e do poder, Serra elencou honestidade, verdade, caráter, honra, coragem, coerência, brio profissional e perseverança.

Guimarães Rosa
Ao falar do desafio da campanha, Serra destacou o poeta mineiro: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”

Promessas

Ao contrário de Dilma que pontuou promessas, o tucano diluiu-as ao apresentar áreas que defendeu avanços.

  • Melhorar a educação;
  • Melhorar a saúde;
  • Assumir a responsabilidade pela segurança pública;
  • Criar ações preventivas, educativas, repressivas e de assistência combinadas com a expansão da qualificação profissional e a oferta de empregos;
  • Ampliar os investimentos em infra-estrutura;
  • Tratar com mais seriedade a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável;
  • Investir nas Forças Armadas.

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Quem soltou Arruda

12, abril, 2010

A maioria dos ministros da corte especial do Superior Tribunal de Justiça votou seguindo o entendimento do relator, ministro Fernando Gonçalves, para quem não há mais razões para a manutenção do decreto prisional, uma vez que as diligências restantes são de caráter técnico, documental.

Fernando Gonçalves foi categórico.

Não mais subsiste a necessidade de prisão. Não há mais como o preso influir na instrução criminal porque não mais sustenta a condição de governador de Estado. As diligências restantes são todas de caráter objetivo, documental”.

A prisão preventiva foi decretada em 11 de fevereiro, fundamentada na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal. À época, os indícios apurados pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal revelavam “traços marcantes e consistentes da existência e do modo de atuar, com vínculo regular e estável, de um grupo de pessoas, as quais parecem se organizar e atuar de modo criminoso para desviar e se apropriar de verbas públicas do Distrito Federal e, também, para apagar os vestígios das infrações que praticam”.

Além do ex-governador, foram presas mais cinco pessoas: o suplente de deputado distrital Geraldo Naves; o ex-secretário de Comunicação Wellington Luiz Moraes; o conselheiro do Metrô, Antônio Bento Silva; o secretário particular de Arruda, Rodrigo Diniz Arantes; e Haroaldo Brasil de Carvalho, ex-diretor da CEB. A decisão de hoje também se aplica a cada um deles.

Os ministros Nilson Naves, Hamilton Carvalhido, Laurita Vaz, Luiz Fux, João Otávio de Noronha, Teori Albino Zavascki e Arnaldo Esteves Lima seguiram o entendimento do relator. Segundo eles, o STJ estaria se valendo de presunções para manter o ex-governador preso.

“Tenho plena convicção de que não se encontram mais os objetos que levaram à decretação da prisão. Os fundamentos utilizados não mais subsistem. Todas as testemunhas já foram ouvidas e as atitudes tomadas”, afirmou o ministro Noronha.

Contrários

Os ministros Ari Pargendler, Felix Fischer, Gilson Dipp, Francisco Falcão e Nancy Andrighi divergiram do relator. Para eles, o fato de Arruda não ser mais governador não quer dizer que ele deixe de ter influência na instrução criminal. “Parece-me que ele continua influente até que a denúncia seja ou não oferecida”, disse o ministro Pargendler.

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STJ decide soltar Arruda

12, abril, 2010

Contrariando a opinião do Ministério Público Federal, a corte especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu revogar a prisão do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

Por oito votos a cinco, os ministros entenderam que não há mais necessidade da prisão, porque não haveria mais como Arruda influir nas investigações.

Arruda e os outros cinco denunciados estavam presos desde o dia 11 de fevereiro por tentar corromper uma testemunha da investigação da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Além de Arruda, serão soltos Geraldo Naves, Wellington Luiz Moraes, Antônio Bento da Silva, Rodrigo Diniz Arantes e Haroldo Brasil de Cavalho.

O parecer da subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, recomendava que Arruda continuasse preso.

“Não mais subsiste a necessidade de prisão. Não há mais como o preso influir na instrução criminal, mesmo porque ele não sustenta mais a condição de governador de Estado. Neste sentido, entendo que a prisão preventiva deve ser revogada”, afirmou o presidente do Inquérito 650, ministro Fernando Gonçalves.

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A frota de veículos e o aumento da poluição do ar

6, abril, 2010

Indicativo sobre controle e qualidade do ar, foi divulgado o 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários.

O documento do Ministério do Meio Ambiente compila as emissões de poluentes desde 1980 por meio de automóveis, veículos comerciais leves, ônibus, caminhões e motocicletas.

E projeta as emissões até 2020 resultantes da combustão de diesel, gasolina, álcool e GNV.

 No Brasil, circulam 60 milhões de veículos.

Projeção das emissões totais de CO

O volume de emissões de monóxido de carbono, um dos gases mais nocivos, deve diminuir um pouco até 2020, apesar do aumento da frota.

 

 

Projeção das emissões totais de CO2

As emissões de gás carbônico, produzido pela queima de combustíveis nos motores, devem dobrar até 2020. 

Acesse aqui a íntegra do inventário.

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Marlon Herath Meio ambiente, Saúde, Trânsito

As qualidades e os defeitos de Serra e Dilma

6, abril, 2010

Na cabeça do eleitor e nas pesquisas, dois candidatos estão à frente dos demais na corrida presidencial.

O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

Mas a seis meses das eleições, uma pesquisa do Datafolha mostra que o brasileiro tem dificuldades para avaliar os dois.

No questionário sobre a imagem pessoal, a pesquisa convidou eleitores a apontar a principal qualidade de cada um. De José Serra, 47% dos entrevistados disseram não saber.

Entre os que arriscaram, as principais qualidades de Serra foram ser honesto, digno, sincero, transmitir confiança, pessoa boa, verdadeiro, não é corrupto, tem caráter, transparente e tem credibilidade.

Em um segundo nível, os entrevistados classificaram Serra como bem informado, culto, inteligente, experiente e com formação acadêmica.

Quando a pergunta foi defeito, 63% dos eleitores não souberam citar uma única falha do tucano.

Quem apontou defeito, classificou Serra como falso, cínico, mentiroso, demagogo, não confiável, hipócrita, corrupto e mau caráter.

Em um segundo grupo, os entrevistados disseram que Serra não cumpre o que promete, fala muito mas não faz e atrasa o prazo de entrega das promessas.

A pesquisa também botou o dedo na ferida petista.

Sessenta e um por cento não souberam apontar uma única qualidade de Dilma Rousseff.

Entre os eleitores que conheciam qualidades de Dilma, honesta, sincera, transparente, credibilidade ao falar, confiança, autêntica e ética foram as mais citadas.

Em um segundo nível, batalhadora, lutadora, vitoriosa contra a doença, tem força para enfrentar o câncer e superou a doença.

Em relação aos defeitos, 71% não souberam dizer.

Os que apontaram falhas acham que Dilma é desoneta, não-confiável, mentirosa, hipócrita, esconde a roubalheira, é falsa, tem escândalos e rouba.

Este grupo de defeitos tem o mesmo percentual dos que disseram que Dilma é arrogante, prepotente, seca, impotente e petulante.

A pesquisa buscou respostas espontâneas, sem uma lista preparada. Em busca de alianças e de olho nas amostras de intenções de voto, os candidatos não querem passar pelo purgatório para explicar atos do passado.

Já o eleitor precisa ficar atento para não ser tragado pela ignorância política.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 4.158 eleitores de 16 anos ou mais, nos dias 25 e 26 de março de 2010. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Acesse aqui a pesquisa por faixas de idade, de renda e de escolaridade.

E aqui por regiões.

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Eleições 2010: empate técnico entre Serra e Dilma na Vox Populi

5, abril, 2010

Pela primeira vez, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, consegue empatar tecnicamente com o tucano José Serra na pesquisa do Vox Populi.

Levantamento encomendado pela Rede Bandeirantes contrasta com os números do Datafolha.

Na Datafolha realizada nos dias 25 e 26 de março, Serra obteve 36% e Dilma, 27%.

Devem-se evitar comparações entre pesquisas porque os métodos de cada instituto podem ser diferentes. Além disso, Vox Populi e Datafolha fizeram as entrevistas em períodos diferentes.

Estimulada com Ciro – Vox Populi (%)

Serra – 34

Dilma – 31

Ciro – 10

Marina – 5

Nulos e brancos – 7

Não souberam/não quiseram responder – 13

Na pesquisa anterior, realizada em janeiro, Serra tinha 34% e Dilma, 27%.

Estimulada sem Ciro – Vox Populi (%)

Serra – 38

Dilma – 33

Marina – 7

Nulos e brancos – 7

Não souberam/não quiseram responder – 15

Pesquisa

O Vox Populi ouviu 2.000 eleitores nos dias 30 e 31 de março. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Escândalo Clinton-Lewinsky mudou concepção de sexo oral, diz estudo

5, abril, 2010

O cara era simplesmente o presidente dos EUA, Bill Clinton (1993-2001).

Entre uma agenda e outra, manteve sabe-se lá quantas relações oral-genital com a estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky. A libido se desencadeava no salão oval!

Uma investigação devassou a química entre a boca e o pênis. Clinton sofreu processo de impeachment por perjúrio, mas foi absolvido no Senado.

Sob juramento, Clinton negava. Numa entrevista coletiva declarou: “Eu não tive relações sexuais com esta mulher, a senhorita Lewinsky”.

Foram “contatos íntimos inapropriados” entre novembro de 19995 e fevereiro de 1997, afirmou Clinton em sua biografia anos depois.

Um estudo divulgado pela revista Perspectives on Sexual and Reproductive Health com jovens americanos conclui que o caso Clinton-Lewinsky pode ter mudado a concepção sobre sexo oral.

Apenas 20% dos estudantes universitários entrevistados consideram o sexo oral “sexo”. Em amostras anteriores, em 1991 e em 1999-2001, o percentual era de 40%. A negativa e a ambiguidade de Clinton podem ter confundido a conceituação pelos jovens, segundo o estudo.

Os autores, os professores Jason D. Hans e Martie Gillen, do Departamento de Estudos da Família da Universidade de Kentucky, atribuem a percepção para o fato de que os alunos eram adolescentes durante o affair Clinton-Lewinsky, que eles descrevem como um ponto de viragem “na reconceituação” do sexo oral.

“A mudança dramática e repentina em atitudes contato oral-genital pode ser chamado de efeito Clinton-Lewinsky”, escrevem eles.

Leia a íntegra do artigo Sex Redefined: The Reclassification Of Oral-Genital Contact.

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Eleições 2010: o passeio de Alckmin em SP

5, abril, 2010

Em cinco cenários, Geraldo Alckmin (PSDB) oscila entre 47% e 53%.

Nas três primeiras listas, tem mais que o dobro dos percentuais do segundo e terceiro colocados.

O senador Eduardo Suplicy (PT), que já recuou da pré-candidatura, é o segundo com 19%, seis pontos à frente do pré-candidato petista Aluizio Mercadante.

Para 22% dos entrevistados pelo Datafolha, o apoio de José Serra a um candidato ao governo paulista levaria a escolher esse candidato com certeza; 28% não votaria em candidato apoiado por Serra; e 37% talvez votaria.

 

Pesquisa

O levantamento ouviu 2.001 eleitores paulistas entre os dias 25 e 26 de março. A margem de erro é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos.

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