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Os ruins e os péssimos do Congresso Nacional

Alguém duvida que vai haver renovação de boa parte das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados e nos dois terços das 81 cadeiras do Senado?

Trinta e três por cento dos eleitores acham ruim ou péssimo o desempenho dos atuais senadores e deputados federais. Em fevereiro, o número era ainda pior, 39%.

Apenas 16% consideram o trabalho ótimo ou bom.

A pesquisa do Instituto Datafolha mostra que quanto mais estudo o eleitor tem, pior a avaliação dos parlamentares.

Com a renda, quanto mais pobre, menor a crítica ao Congresso, embora a reprovação também seja elevada. Vinte e oito por cento dos eleitores com até dois salários de renda familiar avaliam senadores e deputados como ruim ou péssimo.

A pergunta era “Você diria que os senadores e deputados federais que estão atualmente no Congresso estão tendo um desempenho”:

 

Avaliação regional

Eleitores sulistas são os mais críticos e os nordestinos, os mais amenos quando avaliam o desempenho de seus representantes em Brasília.

Reféns dos projetos do governo, raras são as propostas que nascem no legislativo.

Onde deveria brotar aperto na fiscalização do orçamento, nas contas do governo e ideias para modernizar os três poderes, jorram escândalos. Ao ponto do presidente do Senado, José Sarney, um ex-presidente da República, ter o salário questionado na Justiça porque recebe acima do teto constitucional.

A atual legislatura não deve deixar saudades. Já vai tarde.

A reforma política pouco avançou, a tributária parece impossível e os projetos dos aposentados são aposentados ano após ano.

As discussões do pré-sal vieram enlatadas do governo, ganharam emendas e sucumbem entre os interesses das bancadas estaduais.

Para uma avaliação individual, faça um levantamento sobre o senador e o deputado federal que você ajudou a eleger. Antes será preciso lembrar em quem votou, o que já exige um pouco de esforço.

Passada essa fase, busque quais projetos e debates eles defenderam. Se conseguir chegar até aí, avalie a relevância dessas propostas.

Pesquisa
O Datafolha ouviu 4.158 eleitores de 16 anos ou mais, nos dias 25 e 26 de março de 2010. Para o total da amostra, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Marlon Herath Política

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