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As qualidades e os defeitos de Serra e Dilma

Na cabeça do eleitor e nas pesquisas, dois candidatos estão à frente dos demais na corrida presidencial.

O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

Mas a seis meses das eleições, uma pesquisa do Datafolha mostra que o brasileiro tem dificuldades para avaliar os dois.

No questionário sobre a imagem pessoal, a pesquisa convidou eleitores a apontar a principal qualidade de cada um. De José Serra, 47% dos entrevistados disseram não saber.

Entre os que arriscaram, as principais qualidades de Serra foram ser honesto, digno, sincero, transmitir confiança, pessoa boa, verdadeiro, não é corrupto, tem caráter, transparente e tem credibilidade.

Em um segundo nível, os entrevistados classificaram Serra como bem informado, culto, inteligente, experiente e com formação acadêmica.

Quando a pergunta foi defeito, 63% dos eleitores não souberam citar uma única falha do tucano.

Quem apontou defeito, classificou Serra como falso, cínico, mentiroso, demagogo, não confiável, hipócrita, corrupto e mau caráter.

Em um segundo grupo, os entrevistados disseram que Serra não cumpre o que promete, fala muito mas não faz e atrasa o prazo de entrega das promessas.

A pesquisa também botou o dedo na ferida petista.

Sessenta e um por cento não souberam apontar uma única qualidade de Dilma Rousseff.

Entre os eleitores que conheciam qualidades de Dilma, honesta, sincera, transparente, credibilidade ao falar, confiança, autêntica e ética foram as mais citadas.

Em um segundo nível, batalhadora, lutadora, vitoriosa contra a doença, tem força para enfrentar o câncer e superou a doença.

Em relação aos defeitos, 71% não souberam dizer.

Os que apontaram falhas acham que Dilma é desoneta, não-confiável, mentirosa, hipócrita, esconde a roubalheira, é falsa, tem escândalos e rouba.

Este grupo de defeitos tem o mesmo percentual dos que disseram que Dilma é arrogante, prepotente, seca, impotente e petulante.

A pesquisa buscou respostas espontâneas, sem uma lista preparada. Em busca de alianças e de olho nas amostras de intenções de voto, os candidatos não querem passar pelo purgatório para explicar atos do passado.

Já o eleitor precisa ficar atento para não ser tragado pela ignorância política.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 4.158 eleitores de 16 anos ou mais, nos dias 25 e 26 de março de 2010. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Acesse aqui a pesquisa por faixas de idade, de renda e de escolaridade.

E aqui por regiões.

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Marlon Herath Política , ,

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