O pior futebol das copas

Perdoem-me os brucutus, mas a Copa da África está devendo em seu objetivo central, o futebol.
Não fossem a alegria dos africanos, o chope alemão e o chicken by Mr. Green, não haveria destaque nesses quatro dias de embates.
Os tapadores de ouvidos abafam as vuvuzelas, mas como atenuar o caos técnico de jogos como Argélia e Eslovênia, Japão e Camarões, Inglaterra e Estados Unidos, Uruguai e França?
As superlentes transmitem com alta definição a pobreza futebolística dos quatro cantos do planeta.
A copa parece uma olimpíada sem grife. Halterofilistas argelinos, velocistas sul-coreanos, decatletas franceses, ingleses.
Para a memória seletiva, o quarteto alemão com Müller, Lahm, Podolski e Ozil e o Messi do amontoado de Maradona.
O Dia dos Namorados para os amantes do futebol foi de sexo nos 90 minutos e de compacto dos escassos lances das partidas nos intervalos. Mulher alguma reclamou. Bastavam dois ou três minutos de jogo na TV para trocar o esporte no quadrado mágico.
E chegou a vez da seleção, avessa ao romantismo no comando de Dunga. Sexo ou futebol?

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