Arquivo

Arquivo de setembro, 2010

A dona Weslian no debate eleitoral

29, setembro, 2010

O marqueteiro seria demitido se impedisse Roriz de mandar a esposa para o debate na Globo no DF?

1. Weslian leu e tentou achar as palavras em folhas de caderno debruçadas no púlpito, nas perguntas e nas respostas;

2. Weslian não acertou os ponteiros com o cronômetro;

3. Weslian teve dificuldade para explanar uma ideia;

4. Weslian virou chacota quando poderia reservar-se da inexperiência político-eleitoral.

Foi constrangedor.

Weslian Roriz (PSC) tem que enfrentar ainda a rejeição do Ministério Público Eleitoral, que entende que a candidatura teria sido requerida fora do prazo. Segundo o MPE, o prazo para solicitar a substituição encerrou-se em 20 de agosto. Weslian requereu no dia 24 de setembro.

Na última pesquisa Datafolha antes da desistência do marido, nos dias 21 e 22, Agnelo tinha 41% contra 34% de Roriz. Como estará a esposa?

Siga o blog no twitter.

Marlon Herath Política

O pó dos fichas-sujas

28, setembro, 2010

Brasília, quadra 708 da Asa Norte, 16h17.

Há 124 dias sem chuva, a poeira encobre até os cavaletes de propaganda eleitoral na Capital.

E ninguém prometeu chuva nos últimos quatro meses – esta ganharia qualquer eleição no Planalto Central.

Nesse período, a Ficha Limpa aspirou uma porção de enlameados a ponto do Joaquim Roriz (PSC) abrir mão da candidatura, escalando a esposa para enfrentar a tempestade no deserto.

E entrou areia nos olhos vendados do Supremo Tribunal Federal.

Os candidatos à sucessão no Distrito Federal vão ter que enfrentar as agruras do calor e da baixa umidade nos últimos lances de campanha.

Os eleitores – além da via-crucis do tempo, a secura de propostas dos pretendentes.

Marlon Herath Política

Independência

7, setembro, 2010

Discreta ou nula qualquer lembrança ao Sete de Setembro dos três principais candidatos à presidência.

José Serra (PSDB) postou um depoimento em vídeo no site, “A nossa luta hoje é para que esta independência se fortaleça através da democracia, das liberdades e do desenvolvimento a médio e longo prazo do nosso país…”. Convida os internautas a replicarem a mensagem. O “enviar este vídeo para todos os seus amigos agora” está em letras garrafais. O “feliz 7 de setembro”, garrafinhas.

Dilma Rousseff (PT) não faz nenhuma menção no site. E no twitter, até o meio-dia, nenhuma atualização. A última foi sábado, 5, “Fim de semana com a Paula. De volta a Brasília, gravação. Amanhã, comício no Valparaízo. Mas se o Gabriel chegar, volto correndo para lá.”

Marina Silva (PV) também ignora a data no site. No twitter, até o meio-dia, destaque para “Ontem vivemos um momento especial no lançamento do livro Marina – A vida por uma causa, aqui no Acre”.

Talvez deixaram para os marqueteiros, no programa de rádio e TV. 

Não precisamos plantar bandeiras aos quatro cantos, mas o Sete de Setembro está se resumindo a desfiles militares nas principais cidades, iniciativas isoladas de desfiles cívicos e meia dúzia de trabalhos em sala de aula.

Esquecemos ou esqueceram-se da história?

Se nossa independência não é plena, existe data mais simbólica para exigi-la?

Siga o Blog do Marlon no twitter.

Marlon Herath Política

Se os candidatos fossem só estes…

6, setembro, 2010

Roriz, Maluf e Garotinho são figuras carimbadas da Justiça, mas sempre safaram-se, apesar de promotores, procuradores e adversários tentarem afastá-los do jogo.

Não contavam com a Lei da Ficha Limpa, o juízo final destas eleições. 

Os três disputam as eleições sub judice.

O candidato a governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), já foi barrado no Tribunal Superior Eleitoral que manteve a decisão do TRE-DF. Envolvido em um escândalo de corrupção, o da “bezerra de ouro”, ele renunciou ao mandato de senador em julho de 2007, para escapar da cassação, há poucos dias do Conselho de Ética do Senado abrir um processo. O “apego” pela bezerra levou Roriz para o cadafalso da Lei da Ficha Limpa. Inelegível em decorrência da renúncia.

O candidato a deputado federal Paulo Maluf (PP) teve o registro negado no TRE-SP. Foi condenado por improbidade administrativa em abril pela 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A condenação se refere a uma contratação, em 1996, quando ele era prefeito de São Paulo. Decisão de órgão colegiado e condenação por improbidade estão no crivo da Lei da Ficha Limpa.

O candidato a deputado federal Anthony Garotinho (PR) ficou inelegível depois que o TRE-RJ condenou ele e a a esposa, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, por uso indevido dos meios de comunicação na campanha eleitoral de 2008. No fim de agosto, Garotinho também foi condenado a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha por ter utilizado a Polícia Civil do Rio de Janeiro para cometer crimes como corrupção e lavagem de bens com o ex-deputado estadual Álvaro Lins, também condenado. A quadrilha facilitou a exploração de caça-níqueis pelo grupo de Rogério Andrade.

Siga o Blog do Marlon no twitter.

Marlon Herath Justiça, Política