1. Sem partido; já tendo amputada a ambição de reeleger-se; no topo de um esquema que envolve corrupção, peculato, formação de quadrilha, fraude à licitação, entre outros crimes que o inquérito poderá apontar; José Roberto Arruda tem condições seguir como governador do DF?
2. Paulo Octávio, vice de Arruda e presidente regional do DEM, apontado em transcrições de conversas suspeitas e depoimentos de Durval Barbosa como um dos beneficiários do esquema de propina, cujo percentual era de 30%; tendo o diretor do grupo empresarial do vice, Marcelo Carvalho, citado como um dos distribuidores de mensalinhos a deputados distritais da base do governo; seguirá ileso no partido e livre de processo de impeachment na Câmara distrital?
3. Leonardo Prudente, deputado distrital pelo DEM e presidente afastado da Câmara Legislativa; flagrado nos vídeos de Durval guardando dinheiro nos bolsos e nas meias; mantinha, segundo o delator, parentes e amigos em cargos estratégicos do GDF para conseguir desviar dinheiro de órgãos como o Detran por meio de fraude em licitações; conseguirá safar-se do processo por quebra de decoro que pode levar à perda do mandato, e ainda poderá votar no impeachment de Arruda, caso os processos na Comissão Especial e na CPI da Corrupção não terminem em panetone?
4. E os outros sete distritais envolvidos, Rogério Ulysses (PSB), vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar; Benício Tavares (PMDB), ex-presidente da Câmara Legislativa; Benedito Domingos (PP), ouvidor da Câmara Legislativa; Júnior Brunelli (PSC), ex-corregedor da Câmara Legislativa; Eurides Brito (PMDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça e vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Turismo e Meio Ambiente; Rôney Nemer (PMDB), integrante das Comissões de Constituição e Justiça e de Meio Ambiente e Turismo; e Aylton Gomes (PMN). Vão escapar?
5. E os dois suplentes envolvidos, Pedro do Ovo (PRP), suplente de Ayton Gomes; e Berinaldo Pontes (PP), suplente de Benedito Domingos. Quais as consequências?
6. Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda, um dos operadores do mensalão e delator do esquema. Terá mais vídeos do panetonegate ou informações a prestar ao inquérito?
7. José Geraldo Maciel, chefe da Casa Civil; Domingos Lamóglia; ex-chefe de gabinete de Arruda, conselheiro de Tribunal de Contas do Distrito Federal; Fábio Simão, chefe de gabinete de Arruda; Márcio Machado, secretário de Obras; José Humberto, secretário de Governo; Roberto Giffoni, secretário de Ordem Pública e corregedor do GDF; Ricardo Pena, secretário de Planejamento; José Luiz Valente, secretário de Educação; Fernando Antunes, presidente regional do PPS e secretário-adjunto da Secretaria de Saúde; José Luiz Vieira Naves, presidente da Companhia Habitacional do Distrito Federal, Luiz França, subsecretário de Justiça e Cidadania; João Luiz, subsecretário de Recursos Humanos da Secretaria de Saúde; Odilon Aires, presidente do Instituto de Atendimento à Saúde do Servidor do Distrito Federal; OmésioPontes e Paulo Pestana, assessores de comunicação; Paulo Roberto, diretor do DFTrans; entre outros ocupantes ou que ocuparam cargos de confiança de Arruda e que aparecem no inquérito, vão ser alvos de ação por improbidade administrativa juntamente com Arruda e Paulo Octávio?
8. Quanto a Lamoglia ainda; afastado pelo Tribunal de Contas do DF, qual será o futuro dele no tribunal?
9. Quanto ao procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra; e a promotora Débora Guerner, citados por Durval por terem negócios com o empresário Roberto Cortopassi, o qual teria dívida milionária com o BRB e, segundo Durval, teria mostrado a Arruda uma cópia do vídeo em que o governador recebe R$ 50 mil em 2006 como forma de conseguir ajuda; haverá investigação?
10. Quanto aos desembargadores Getúlio Pinheiro Sousa, Romeu Gonzaga Neiva e José Cruz Macedo, do Tribunal de Justiça do DF, cujos nomes são citados em conversas entre Durval, Maciel e Arruda; qual será a conclusão da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que abriu processo para investigá-los?
11. Quanto às empresas e os empresários envolvidos; contratos de terceirizações suspeitos; haverá devassa por parte da Receita Federal, tribunais de contas e Ministério Público?
12. Quanto ao inquérito 650 do STJ, qual será a conclusão da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, depois da abertura da Caixa de Pandora, a operação desencadeada no dia 27 de novembro de 2009, quando o panetone deixou de ser um pão doce para marcar o fim de 2009 em Brasília?
Marlon Herath Corrupção, Justiça, Política Arruda, Mensalão do DEM
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