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Arquivo da Categoria ‘Meio ambiente’

Chove omissão e irreponsabilidade nos desastres ambientais

7, janeiro, 2010

No Rio de Janeiro, 20 localidades foram afetadas pelas fortes chuvas.

Novecentas pessoas estão desabrigadas, 1.868 desalojadas e foram registradas pelo menos 72 mortes.

Angra dos Reis é a região mais atingida pelos deslizamentos.

Desastre.

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Como remover milhares de famílias que ocupam encostas de morros?

Poder público deu as costas para o problema.

Órgãos de fiscalização ambiental contam com poucos servidores e uma boa parte convive com o tédio dos gabinetes quando deveria botar os pés na lama.

Especuladores imobiliários esqueceram os riscos e incentivaram a ocupação irregular do solo para ficarem ricos.

Miseráveis caíram mortos no único pedaço da ladeira que encontraram para morar.

Onde ficou o planejamento urbano?

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Além do Rio, há problemas no Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e no Rio Grande do Sul que também teve mortos, desaparecidos, desabrigados e desalojados.

A força da correnteza no rio Jacuí fez desabar um terço dos mais de 300 metros de extensão da ponte construída em 1963, principal ligação da capital com a região central gaúcha.  

PONTE RIO JACUÍ-ENTRE AGUDO E RESTINGA SECA NO RS-FOTO JEFFERSON BERNARDES-PALÁCIO PIRATINI-05-01-10

Região de várzea, extensas lavouras de arroz percorrem os dois lados do rio até a encosta da Serra Geral.

Nasci a cerca de 80 km da área alagada e lembro, desde criança, da degradação nas margens do Jacuí.

Primeiro foi a erosão nas barrancas, depois a formação de bolsões de areia que mais tarde formaram verdadeiras ilhas no meio do rio.

O assoriamento aumenta ano-a-ano.

Abaixo, a imagem de satélite mostra a produção de arroz que removeu praticamente toda a cobertura vegetal em milhares de hectares em volta do rio.

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Ampliada, a imagem na região da ponte antes da cheia.

Alguns arrozeiros utilizam até o “último palmo” de terra na beira do rio.

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Resta socorrer as vítimas.

Lentamente, a Defesa Civil Nacional vai liberar recursos para os municípios atingidos.

Já são 140 pedidos para um rateio de R$ 100 milhões aos gaúchos.

Outros estados contam com R$ 200 milhões para ajuda.

Por baixo, os prejuízos passam de R$ 1 bilhão.

O mau preenchimento das solicitações pelas prefeituras, principalmente por falta de detalhamento dos planos de trabalho para recuperação de estradas e pontes, atrasa o empenho do dinheiro.

Marlon Herath Meio ambiente

O efeito estufa da COP15

21, dezembro, 2009
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Resultados pífios e discordâncias amazônicas.

As duas semanas da COP15 em Copenhage não foram suficientes para que a expertise ambiental e política chegasse a um acordo.

E talvez não chegará nos próximos anos.

Pareciam mentes inundadas por tsunamis. As ideias foram sendo derretidas como as calotas polares.

Planejado desde 2007, pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), o documento da conferência prolonga a desesperança de mudar as intervenções maléficas do homem na Terra. 

Disputas econômicas poluíram as conversas e acentuaram a divisão entre ricos, emergentes e pobres.

O texto do “Acordo de Copenhage”, de pouco mais de duas páginas, esbarra na falta de compromissos.

Quanto ao Brasil, além do discurso realista do presidente Lula, ficou a meta de reduzir, também no campo das intensões, as emissões de carbono de 36,1% a 38,9% até 2020.

 O país deverá investir US$ 16 bilhões por ano para alcançar o objetivo. Reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia, aprimorar as técnicas na agricultura e pecuária, modernizar a siderurgia e produzir energia mais limpa são os desafios brasileiros.

Pontos do acordo da COP15

  • O acordo é de caráter não vinculativo, mas uma proposta adjunta ao acordo pede para que seja fixado um acordo legalmente vinculante até o fim do próximo ano.
  • Considera o aumento limite de temperatura de dois graus Celsius, porém não especifica qual deve ser o corte de emissões necessário para alcançar essa meta.
  • Estabelece uma contribuição anual de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para que os países mais vulneráveis façam frente aos efeitos da mudança climática, e US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para a mitigação e adaptação. Parte do dinheiro, US$ 25,2 bilhões, virá de EUA, UE e Japão. Pela proposta apresentada, os EUA vão contribuir com US$ 3,6 bilhões no período de três anos, 2010-12. No mesmo período, o Japão vai contribuir com US$ 11 bilhões e a União Europeia com US$ 10,6 bilhões.
  • O texto também estabelece que os países deverão providenciar “informações nacionais” sobre de que forma estão combatendo o aquecimento global, por meio de “consultas internacionais e análises feitas sob padrões claramente definidos”.
  • O texto diz: “Os países desenvolvidos deverão promover de maneira adequada (…) recursos financeiros , tecnologia e capacitação para que se implemente a adaptação dos países em desenvolvimento.”
  • Detalhes dos planos de mitigação estão em dois anexos do Acordo de Copenhague, um com os objetivos do mundo desenvolvido e outro com os compromissos voluntários de importantes países em desenvolvimento, como o Brasil.
  • O acordo “reconhece a importância de reduzir as emissões produzidas pelo desmatamento e degradação das florestas” e concorda promover “incentivos positivos” para financiar tais ações com recursos do mundo desenvolvido.
  • Mercado de Carbono: “Decidimos seguir vários enfoques, incluindo as oportunidades de usar os mercados para melhorar a relação custo-rendimento e para promover ações de mitigação.

Marlon Herath Meio ambiente, Política ,

Beleza sem cores

12, junho, 2009
Rua de Londres. Daniela Heckler/CMPA

Rua de Londres. Daniela Heckler/CMPA

A exposição Londres, da fotógrafa Daniela Heckler, será inaugurada às 19 horas de segunda-feira (15), no T Cultural Tereza Franco da Câmara Municipal de Porto Alegre.

A mostra tem fotos realizadas entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2002 e reveladas em preto e branco que desvendam a capital britânica.

Marlon Herath Meio ambiente, Sem categoria

Foto do dia

27, maio, 2009
Arco-íris. Fonte: widelec.org

Arco-íris. Fonte: widelec.org

Marlon Herath Meio ambiente

Foto do dia

26, maio, 2009
Meio ambiente. Foto Sérgio Bavaresco/CMPA

Meio ambiente. Foto Sérgio Bavaresco/CMPA

Foto da exposição “Jardim Botânico: uma ilha de paz em Porto Alegre”, na Câmara Municipal de Porto Alegre (CMPA).

Visitação até 12 de junho.

Marlon Herath Meio ambiente

A (falta de) política de irrigação no Brasil

22, maio, 2009

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

Técnicos, agricultores, dirigentes e políticos discutiram nessa semana em Brasília o uso da irrigação.
Com ou sem efeito das mudanças climáticas, é de conhecimento que as chuvas não são regulares e essa é uma das maiores dificuldades da safra de grãos.

A favor da irrigação, as possibilidades de reduzir pela metade o uso de adubos e fertilizantes no país que detém 8% da reserva de água doce do planeta e o aumento da produtividade.

No caso do feijão de sequeiro (sem irrigação), a produção é de quinhentos quilos por hectare, no irrigado é de três mil quilos por hectare.

Mas para melhorar e expandir os sistemas de irrigação faltam dinheiro e planejamento.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil desenvolve apenas 10% do seu potencial de irrigação, além de usar mal a água para a lavoura.

De norte a sul, programas para construção de açudes e cisternas em pequenas propriedades recorrem a escassos recursos dos governos, além da falta de técnica do agricultor no manejo da água na propriedade.

No Centro-Oeste, é comum arrozeiros desviarem rios para imensas lavouras em vez de investir no barramento, contenção da água da chuva.

No Congresso, tramita há quatro anos um projeto para desenvolver a agricultura irrigada, modificando as normas vigentes aprovadas em 1979. Portanto, sob o ponto de vista legal, a agricultura executa normas de 30 anos atrás.

Marlon Herath Agropecuária, Meio ambiente, Política , ,

A política e a Amazônia

15, maio, 2009

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

A recente manifestação no Congresso Nacional cobrou a votação de projetos em favor da preservação da Amazônia. Mas é justamente na Câmara e no Senado onde estão as propostas que podem prejudicar a floresta.

Marlon Herath Meio ambiente, Política

Amazônia

14, maio, 2009
Destruição de floresta de castanheiras em Alta Floresta (PA). Foto Daniel Beltra/Greenpeace

Destruição de floresta de castanheiras em Alta Floresta (PA). Foto Daniel Beltra/Greenpeace

Destruição em Itaituba (PA). Foto Daniel Beltra/Greenpeace

Destruição em Itaituba (PA). Foto Daniel Beltra/Greenpeace

Floresta virgem, ainda, em 2007. Alta Floresta (PA). Foto Daniel Beltra/Greenpeace

Floresta virgem, ainda, em 2007. Alta Floresta (PA). Foto Daniel Beltra/Greenpeace

A vigília pela Amazônia promovida no Senado entregou aos presidentes da Câmara e do Senado o abaixo-assinado com mais de um milhão de assinaturas. O movimento Amazônia para Sempre denuncia queno Congresso há uma ofensiva contra a floresta, com propostas que prejudicam o meio ambiente. Ontem, a Câmara aprovou uma medida provisória que legaliza a situação de posseiros.

São nove os projetos legislativos prioritários para conservação da Amazônia.  A lista foi entregue a Temer e Sarney.

Tramitando no Senado

  • PLS 33/2008: de autoria da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas, que funcionou antes da criação da comissão permanente (a CMMC), o projeto trata da Redução Certificada de Emissão (RCE), uma unidade padrão de redução de emissão de gases de efeito estufa correspondente a uma tonelada métrica de dióxido de carbono. Já incluído na ordem do dia, o projeto será tema de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) antes de ser votado em Plenário.
  • PLS 34/08: também de autoria da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas, o projeto concede incentivos aos proprietários rurais que mantiverem voluntariamente reservas florestais maiores do que os limites legais. O projeto, que já está na ordem do dia do Plenário, também deverá ser tema de audiência pública na CMA.
  • PLS 142/07: de autoria do senador Renato Casagrande (PSB-ES), o projeto autoriza a concessão de benefícios às unidades rurais que adotam sistemas e técnicas produtivas que contribuem para a preservação das bacias hidrográficas. A matéria está pronta para ser votada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde tem parecer favorável da senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

Tramitando na Câmara

  • PEC 115/1995: de autoria do deputado Gervasio Oliveira (PSB-AP), inclui o cerrado na relação dos biomas considerados patrimônio nacional. A matéria aguarda votação do Plenário da Câmara.
  • PL 1991/2007: de autoria do Poder Executivo, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Tramita apensado ao PL 203/1991.
  • PL 3535/2008: de autoria do poder Executivo, institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima, com o intuito de definir e implementar medidas para promover a adaptação de municípios, estados e regiões, além de setores econômicos e sociais, às mudanças climáticas. Tramita em conjunto com o PL 18/2007.
  • PLP 351/2002: de autoria da senadora Marina Silva e conhecido como projeto “FPE Verde”, compensa os estados que tiverem em seus territórios unidades de conservação ambiental e terras indígenas demarcadas, com um repasse maior dos recursos do Fundo de Participação dos estados e do distrito federal (FPE). Aguarda inclusão na ordem do dia do Plenário da Câmara.
  • PL 5974/2005: de autoria do ex-senador Waldeck Ornelas (o número original no Senado é PLS-251/2002), o projeto conhecido como “IR Ecológico” dispõe sobre incentivos fiscais para projetos ambientais, permitindo a dedução, no valor devido do Imposto de Renda, de parte dos recursos doados a entidades sem fins lucrativos para aplicação em projetos destinados a promover a preservação do meio ambioente. Aguarda inclusão na ordem do dia do Plenário da Câmara.
  • PL 4842/1998: de autoria da senadora Marina Silva (o número original no Senado é PLS 306/1995), regulamenta o acesso aos recursos da biodiversidade do país, incluindo sanções penais para crimes contra o patrimônio genético com o intuito de combater a biopirataria. (Fonte: Ag. Senado)

Marlon Herath Meio ambiente, Política

Escândalos ofuscam discussão de projetos na Câmara

12, maio, 2009

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

Com o noticiário coberto de escândalos no Congresso Nacional, projetos importantes ficam de lado do acompanhamento jornalístico e do embate de parlamentares. Um deles discute esta semana a substituição das sacolas plásticas no comércio por material ecologicamente correto. A Comissão de Desenvolvimento Econômico realiza audiência pública na quinta-feira (14) para debater a proposta do deputado Flávio Bezerra (PMDB-CE). Fora dos holofotes, a pauta surgida em 2007 ainda não deu nenhum passo na Câmara. Leia mais…

Marlon Herath Meio ambiente, Política

Venenos à mesa

16, abril, 2009

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

A contaminação por agrotóxicos em verduras, legumes e frutas é o maior problema para a saúde do consumidor e de quem faz o cultivo criminoso.

Monitoramento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no ano passado concluiu que 15,28% das 1773 amostras estavam contaminadas. O pimentão apresentou o maior índice de irregularidades, mais de 64% das amostras tinham resíduos de agrotóxicos. O morango, a uva e a cenoura também apresentaram índices elevados, com mais de 30% cada.

Outros 13 alimentos foram monitorados nas prateleiras de supermercados de todo o país: alface, batata, tomate, maça, banana, mamão, laranja, abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga e repolho. Todos com taxas de agroquímicos prejudiciais à saúde.

Fonte: Anvisa

Fonte: Anvisa

Os desvios detectados foram teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso não autorizado para determinadas culturas.

A presença de agrotóxicos nos alimentos é a segunda causa de intoxicação no Brasil.

Tomate
A cultura de tomate reduziu de 44,72% o índice de irregularidades registrado em 2007 para 18,27% no último ano.
Destaca-se a detecção de resíduos de aldicarbe, um ingrediente ativo que, além de não ser autorizado para o tomate, tem sua venda restrita a apenas três estados (Bahia, Minas Gerais e São Paulo), para produtores cadastrados no programa de venda da única empresa fabricante do produto formulado a base deste ingrediente ativo.

O aldicarbe é o inseticida mais tóxico conhecido para mamíferos, do ponto de vista agudo, e seu controle rigoroso é necessário devido ao seu desvio de uso como raticida (ilegal), prática clandestina amplamente disseminada nos principais centros urbanos do país.

Pimentão
Já o pimentão teve a presença de 18 substâncias não autorizadas e 4 acima do limite.

A Anvisa orienta que o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Também é importante escolher alimentos da época ou orgânicos.

E os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes nas superfícies dos alimentos.

Quanto aos trabalhadores rurais, expostos aos agrotóxicos sem os equipamentos próprios para o manejo, o programa da vigilância sanitária repassa orientações.

E é preciso criar consciência e aprender a utilizar métodos corretos no campo.

Relatório

Leia aqui a íntegra das informações sobre o monitoramento da Anvisa.

Ouça o comentário

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Marlon Herath Meio ambiente