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Arquivo da Categoria ‘Política’

TRE-DF limpa barra de Weslian Roriz

2, outubro, 2010

Por 4 a 3, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) confirmou o registro de candidatura de Weslian Roriz (PSC), esposa de Joaquim Roriz que desistiu de concorrer depois da indefinição do STF no julgamento do recurso dele contra a aplicação da Lei da Ficha Limpa.

O relator Luciano Vasconcellos, voto vencido, seguiu a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) ao entender que a substituição deveria ter ocorrido logo após o indeferimento do registro do marido.

A maioria votou defendendo a tese da defesa de que a substituição foi feita dentro do prazo.

O procurador regional eleitoral Renato Brill de Góes não vai recorrer.

Weslian está livre para o julgamento das urnas neste domingo (3).

Marlon Herath Justiça, Política

Votos em fichas-sujas não entram na totalização, por enquanto

2, outubro, 2010

Os votos recebidos pelos candidatos com o registro de candidatura indeferido como os fichas-sujas, mas que apresentaram recurso na justiça (sub judice) serão divulgados, separados dos outros que disputam a eleição.

A divulgação não será imediata, de acordo com o TSE. Por questões técnicas, será feita no final da apuração.

Esses votos continuarão sendo desconsiderados para efeito de totalização, até que a Justiça tenha uma decisão final sobre a situação de cada candidato.

Até esta sexta (1), o TSE recebeu 1.964 recursos de candidatos barrados. Desse total, 60% já foram julgados, que corresponde a 1.182 processos.

Do total, 175 recursos são de candidatos com registro negado pela Lei da Ficha Limpa. Desses, apenas 66 foram julgados.

Marlon Herath Justiça, Política

Os presidenciáveis nas curvas de Ibope e Datafolha

1, outubro, 2010

No cenário abaixo, a evolução dos candidatos nas pesquisas Ibope

Na última a margem de erro foi de 2 pontos percentuais.

 

No cenário abaixo, a evolução dos candidatos nas pesquisas Datafolha

Na última a margem de erro foi de 2 pontos percentuais.

 

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Marlon Herath Política

A dona Weslian no debate eleitoral

29, setembro, 2010

O marqueteiro seria demitido se impedisse Roriz de mandar a esposa para o debate na Globo no DF?

1. Weslian leu e tentou achar as palavras em folhas de caderno debruçadas no púlpito, nas perguntas e nas respostas;

2. Weslian não acertou os ponteiros com o cronômetro;

3. Weslian teve dificuldade para explanar uma ideia;

4. Weslian virou chacota quando poderia reservar-se da inexperiência político-eleitoral.

Foi constrangedor.

Weslian Roriz (PSC) tem que enfrentar ainda a rejeição do Ministério Público Eleitoral, que entende que a candidatura teria sido requerida fora do prazo. Segundo o MPE, o prazo para solicitar a substituição encerrou-se em 20 de agosto. Weslian requereu no dia 24 de setembro.

Na última pesquisa Datafolha antes da desistência do marido, nos dias 21 e 22, Agnelo tinha 41% contra 34% de Roriz. Como estará a esposa?

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Marlon Herath Política

O pó dos fichas-sujas

28, setembro, 2010

Brasília, quadra 708 da Asa Norte, 16h17.

Há 124 dias sem chuva, a poeira encobre até os cavaletes de propaganda eleitoral na Capital.

E ninguém prometeu chuva nos últimos quatro meses – esta ganharia qualquer eleição no Planalto Central.

Nesse período, a Ficha Limpa aspirou uma porção de enlameados a ponto do Joaquim Roriz (PSC) abrir mão da candidatura, escalando a esposa para enfrentar a tempestade no deserto.

E entrou areia nos olhos vendados do Supremo Tribunal Federal.

Os candidatos à sucessão no Distrito Federal vão ter que enfrentar as agruras do calor e da baixa umidade nos últimos lances de campanha.

Os eleitores – além da via-crucis do tempo, a secura de propostas dos pretendentes.

Marlon Herath Política

Independência

7, setembro, 2010

Discreta ou nula qualquer lembrança ao Sete de Setembro dos três principais candidatos à presidência.

José Serra (PSDB) postou um depoimento em vídeo no site, “A nossa luta hoje é para que esta independência se fortaleça através da democracia, das liberdades e do desenvolvimento a médio e longo prazo do nosso país…”. Convida os internautas a replicarem a mensagem. O “enviar este vídeo para todos os seus amigos agora” está em letras garrafais. O “feliz 7 de setembro”, garrafinhas.

Dilma Rousseff (PT) não faz nenhuma menção no site. E no twitter, até o meio-dia, nenhuma atualização. A última foi sábado, 5, “Fim de semana com a Paula. De volta a Brasília, gravação. Amanhã, comício no Valparaízo. Mas se o Gabriel chegar, volto correndo para lá.”

Marina Silva (PV) também ignora a data no site. No twitter, até o meio-dia, destaque para “Ontem vivemos um momento especial no lançamento do livro Marina – A vida por uma causa, aqui no Acre”.

Talvez deixaram para os marqueteiros, no programa de rádio e TV. 

Não precisamos plantar bandeiras aos quatro cantos, mas o Sete de Setembro está se resumindo a desfiles militares nas principais cidades, iniciativas isoladas de desfiles cívicos e meia dúzia de trabalhos em sala de aula.

Esquecemos ou esqueceram-se da história?

Se nossa independência não é plena, existe data mais simbólica para exigi-la?

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Marlon Herath Política

Se os candidatos fossem só estes…

6, setembro, 2010

Roriz, Maluf e Garotinho são figuras carimbadas da Justiça, mas sempre safaram-se, apesar de promotores, procuradores e adversários tentarem afastá-los do jogo.

Não contavam com a Lei da Ficha Limpa, o juízo final destas eleições. 

Os três disputam as eleições sub judice.

O candidato a governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), já foi barrado no Tribunal Superior Eleitoral que manteve a decisão do TRE-DF. Envolvido em um escândalo de corrupção, o da “bezerra de ouro”, ele renunciou ao mandato de senador em julho de 2007, para escapar da cassação, há poucos dias do Conselho de Ética do Senado abrir um processo. O “apego” pela bezerra levou Roriz para o cadafalso da Lei da Ficha Limpa. Inelegível em decorrência da renúncia.

O candidato a deputado federal Paulo Maluf (PP) teve o registro negado no TRE-SP. Foi condenado por improbidade administrativa em abril pela 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A condenação se refere a uma contratação, em 1996, quando ele era prefeito de São Paulo. Decisão de órgão colegiado e condenação por improbidade estão no crivo da Lei da Ficha Limpa.

O candidato a deputado federal Anthony Garotinho (PR) ficou inelegível depois que o TRE-RJ condenou ele e a a esposa, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, por uso indevido dos meios de comunicação na campanha eleitoral de 2008. No fim de agosto, Garotinho também foi condenado a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha por ter utilizado a Polícia Civil do Rio de Janeiro para cometer crimes como corrupção e lavagem de bens com o ex-deputado estadual Álvaro Lins, também condenado. A quadrilha facilitou a exploração de caça-níqueis pelo grupo de Rogério Andrade.

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Marlon Herath Justiça, Política

E agora, José

21, agosto, 2010

O Datafolha informa que Dilma Rousseff (PT) abriu 17% de vantagem sobre José Serra (PSDB) e venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

A petista tem 47%, o tucano 30%.

A pesquisa foi realizada ontem, 20, sendo a primeira depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Foram 2.727 entrevistas e a margem de erro é de 2%

A distância dobrou em relação ao levantamento anterior realizado entre 9 e 12 de agosto (41% a 33%).

Marina Silva (PV) está com 9%, os outros candidatos não pontuaram, brancos e nulos somam 4%, e os indecisos, 8%.

A empatia de Lula e os 77% de aprovação do presidente são fundamentais para a escalada de Dilma. 

Distantes do cume, o que os tucanos estão fazendo para alcançar o ninho do Planalto?

Favela cenográfica, “Zé” de diminutivo, e uso da imagem de Lula ao lado de Serra com menções “líderes experientes” e “homens de história”.

Os cinco nós

Serra não definiu qual imagem pessoal quer passar ao eleitor. É a do Serra letrado ou a do Zé da Mooca?

Serra não conseguiu alinhar o discurso de oposição ao governo.

Serra não reuniu apoio nas candidaturas estaduais. As propagandas do PSDB e aliados nos estados se esquecem do tucano. 

Serra não consegue acentuar as divergências para o programa do PT.

Lula é adversário ou sonho de consumo?

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“Vou fazer o bem, nunca o mal”

10, agosto, 2010

Digam aos membros das suas igrejas que vou fazer o bem, nunca o mal”

Joaquim Roriz (PSC), candidato a governador do DF barrado pelo TRE, ao agradecer o apoio de centenas de pastores de igrejas evangélicas.

De acordo com a assessoria do comitê de campanha, ao final do encontro, “Roriz e os pastores oraram para celebrar a nova aliança”.

Amém.

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Marlon Herath Política

A política nacional de resíduos sólidos e a aplicação da lei

10, agosto, 2010

O morador, o empresário, o poder público, a empresa que faz a coleta e dá a destinação, todos são responsáveis pelo lixo, seja ele tóxico ou não.

Os 57 artigos da Lei 12.305, de 2 de agosto, ajudam a definir as responsabilidades individuais e compartilhadas pela geração de resíduos.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela lei está em fase de regulamentação.

Entre os princípios, o poluidor-pagador e o protetor-recebedor.

Estados e municípios deverão elaborar planos de gerenciamento do lixo para ter acesso a dinheiro do governo federal.

Neles, deverão constar metas de redução dos resíduos e reciclagem.

Municípios que criarem consórcios e adotarem coleta seletiva terão prioridade para obtenção de recursos.

Empresas que produzem resíduos poluentes também terão que prestar contas.

Quem manipular, armazenar, transportar, ou dar destinação final em desacordo com a lei estará sujeito a penas de reclusão de um a quatro anos e multa.

Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes deverão recolher produtos e resíduos remanescentes após o uso de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista e produtos eletrônicos, assim como dar a correta destinação final.

Embalagens devem ser fabricadas com materiais que propiciem a reutilização ou a reciclagem.

A regulamentação da lei, acordos setoriais e termos de compromisso entre o poder público e o setor empresarial deverão estender o recolhimento a outros produtos e embalagens de plástico, metal e vidro.

As empresas deverão oferecer pontos de entrega desses resíduos e atuar em parceria com cooperativas de catadores.

Os consumidores estão obrigados a fazer a devolução desses resíduos aos comerciantes ou distribuidores.

Sempre que existir coleta seletiva, os consumidores ficam obrigados a acondicionar adequadamente o lixo, separando corretamente.

As prefeituras podem instituir incentivos econômicos aos consumidores que participam da coleta seletiva.

Nas áreas de destinação final, os lixões de hoje, são proibidas utilização de rejeitos como alimentação, catação, criação de animais e moradia.

Os lixões devem acabar em quatro anos.

O texto, como as demais leis brasileiras, terá eficácia se for fiscalizado, por exemplo, da saída do supermercado até o manejo do resíduo.

Dependerá da mudança de hábitos e métodos ecoineficientes de boa parte das empresas e dos brasileiros.

Aí são outros quinhentos.

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Marlon Herath Meio ambiente, Política