Comentário Rádio Santamariense, 7h20
A economia brasileira deve crescer 4% em 2009 contra a previsão de 6%. A meta do governo será mantida com dinheiro para fomentar a produção e o consumo, repassando crédito e, se for necessário, reduzindo impostos e custos financeiros dos empréstimos. Foi preciso a crise chegar para que o governo desse uma pequena esperança de que vai baixar a carga tributária, mesmo que como uma alternativa de desespero. Atualmente qualquer tostão tomado em empréstimo não paga menos que 50% de juros ao ano.
De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, até o momento, só o comércio foi afetado pela crise devido à redução do crédito. Há menos dinheiro para financiar as compras, as 12, 24 prestações da geladeira, da televisão.
E as ações adotadas desde outubro atendem os setores que mais empregam e dependem de crédito: agricultura, construção civil e indústria automobilística.
O governo também acompanha o movimento do consumo interno que cresce 14% ao ano, mas deve diminuir. Os investimentos estrangeiros também devem cair, mas já registram recorde histórico de 34,74 bilhões de dólares em 2008.
Quanto às exportações, uma realidade boa e um futuro incerto para o Rio Grande do Sul. Dados da última quinzena de outubro mostram que o volume de vendas para o mercado internacional diminuiu, mas com a mudança do câmbio, a valorização do dólar compensou as perdas.
Quem vendeu ganhou mais, mas os novos contratos devem ser negociados com valores menores. A Rússia estabeleceu cotas para a compra de carne, a China reduziu a compra de minério de ferro. Temos o produto mas que controla o preço é quem compra.
Para o consumidor, vem chegando o Natal e as festas de fim de ano. Gastos controlados para muita gente. Para a economia, transportada pelo consumo, 2009 se aproxima já com saudade do bom momento dos últimos anos.
Marlon Herath Sem categoria
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