O risco das licitações no serviço público
A Secretaria de Direito Econômico (SDE) e a Polícia Federal desbarataram nessa semana um possível cartel que estaria fraudando licitações para a contratação de serviços de informática pelo governo federal. As quatro maiores empresas do ramo em Brasília e o sindicato da categoria tiveram documentos e computadores apreendidos. Elas são responsáveis por 78% das terceirizações dos serviços de informática do governo que movimentam R$ 1 bilhão por ano.
As investigações começaram com base em denúncias de órgãos públicos como o Ministério da Educação. Eles constataram a combinação entre participantes de licitações para o desenvolvimento e manutenção de softwares, de banco de dados e redes, além de suporte a usuários.
O assunto está, agora, sob investigação da SDE. Se os indícios forem comprovados, serão enviados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
Já a PF abriu inquérito para investigar as prováveis fraudes, formação de cartel e de quadrilha. As penas podem chegar a cinco anos de prisão e as empresas ficam proibidas de participar de licitações pelo mesmo tempo, além de pagar multa referente a 30% do faturamento bruto do ano anterior.
Investigação
Há exemplos de que algumas empresas deram “cobertura” para outras, apresentando propostas que sabidamente não podiam ser vencedoras (preços muitos altos e problemas formais nitidamente intencionais).
Em outras situações, algumas empresas investigadas obtinham ótima pontuação técnica, mas baixa em outra, indício de manipulação de seus certificados em conjunto com os concorrentes. O objetivo seria alterar artificialmente os resultados dos certames e, assim, conseguir aumentar os preços. A SDE também identificou intensa atuação do sindicato patronal para dificultar a entrada de novas prestadoras no mercado. (Com informações do Ministério da Justiça)







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