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Arquivo da Categoria ‘Trabalho’

Sem medo da guilhotina

22, março, 2010

A expectativa de fechar o ano com saldo de mais de 2 milhões de novos empregos ganha outro indicativo.

Diminui o medo do brasileiro de perder o posto de trabalho.

A pesquisa Medo do Desemprego, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o Ibope, registrou  o  menor  índice  de temor desde o início da série em 2003.

No primeiro trimestre, tem queda de 4,1% em relação ao último trimestre de 2009, atingindo  82  pontos.

Mais  da  metade dos entrevistados, 53%, afirma não temer o desemprego contra 50% em dezembro  do  ano  passado.

A pesquisa foi feita entre os dias 6 e 10 de março, a partir de 2.002 entrevistas.

Desemprego

Ainda existem milhões de desempregados, 7,2% dos brasileiros aptos a trabalhar estavam desocupados em janeiro, segundo o IBGE. Os dados são coletados nas seis principais regiões metropolitanas.

O tempo de procura por trabalho é de até 30 dias para 30,3% dos desocupados e de 31 dias a menos seis meses para 42,8%. 

Ou seja, em até seis meses, sete em cada dez  trabalhadores que buscam retorno ou o primeiro emprego conseguem uma vaga.

Marlon Herath Economia, Trabalho

Quando a escolha é aprender ou sobreviver

22, maio, 2009
Pintura de Jan Vermeulen, séc. XVII

Pintura de Jan Vermeulen, séc. XVII

Pesquisa do IBGE sobre a educação revela as dificuldades do brasileiro para aprender, principalmente o adulto.

Dos estudantes do EJA, a Educação de Jovens e Adultos, 42,7% não concluem o curso. O principal motivo apontado para o abandono é a incompatibilidade do horário das aulas com o de trabalho ou de procurar um emprego. Portanto, quem trabalha nem sempre consegue completar o ensino médio ou mesmo o ensino fundamental, devido à exigência do emprego. E uma boa parte não vai para a sala de aula porque precisa antes conseguir um trabalho. A sobrevivência é a primeira necessidade.

Por outro lado, o dinheiro público investido nos supletivos consegue êxito na formação de apenas um em cada quatro estudantes.

A falta de interesse em fazer o curso também motiva o abandono. O levantamento tem como base dados de 2007.

E quem busca aprender uma profissão, se qualificar, precisa ter dinheiro no bolso.

A rede privada atende a maioria dos alunos da educação profissional: 53,1%. Instituições públicas atendem apenas 22,4%. Outros 20,6% estão em escolas ligadas a federações empresariais.

Enquanto os governos não conseguem resolver problemas básicos como salários para professores, livros e equipamentos para as escolas, jovens e adultos pagam e pagam caro para aprender um ofício como um curso técnico nas áreas de saúde, indústria ou informática.

E por falta de dinheiro e interesse 123 milhões de brasileiros nunca frequentaram cursos de educação profissional.

Temos a maioria da população distante do ensino de técnicas para melhorar a prática no trabalho.

Marlon Herath Educação, Trabalho

Admissões em alta e demissões recordes

19, maio, 2009

O balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que em abril foram abertos 1.350.446 novos empregos, o segundo maior da série pesquisada pelo Ministério do Trabalho; e 1.244.241 trabalhadores foram desligados, o maior número da série.

No acumulado do ano o saldo é positivo pela primeira vez, 48.454 postos no primeiro quadrimestre.

Já a indústria pela primeira vez no ano não fecha o mês com mais demissões, mas o saldo ficou em 0%.

Abaixo os números por setores em abril.

caged-abr-subsetores-economia

Regiões

O Nordeste foi a única região com saldo negativo, principalmente pelos efeitos sazonais da produção de açúcar e álcool. Entre os estados, em nove os desligamentos superaram as admissões. Mas São Paulo e Minas, que mais perderam com a crise, tiveram saldo positivo.

caged-abr-estados

Marlon Herath Economia, Trabalho ,

1º de maio de 2009

1, maio, 2009
Primeiro de Maio. Di Cavalcanti, 1933

Primeiro de Maio. Di Cavalcanti, 1933

Os anos, os séculos passam e transformam as relações trabalhistas, mas o emprego segue refém do capital. Apertar um parafuso, consertar um carro ou fechar um negócio hoje têm técnicas bem diferentes de outras décadas, mas o objetivo é o mesmo.

Em época de crise, porém, salvar a vaga é o que sempre restou a milhões de brasileiros  e estrangeiros que abdicam de promoções, direitos e parte tem que aceitar o corte do salário.

Leis e tratados não impedem a exploração milenar da mão-de-obra. Trabalho escravo, infantil, discriminação e falta de segurança no trabalho aprisionam jovens e adultos, homens e mulheres, aposentados calejados dos grotões aos cinturões de miséria das cidades. Os boias-frias das lavouras de cana seguem trocando suor por sangue, a produção de carvão queimando vidas, as fábricas intoxicando mãos e pulmões ingênuos. Fileiras de oprimidos mantêm cercados os eldorados dos coroneis do latifúndio e dos barões industriais. Navegando em águas contamindas, um governo que tenta favorecer a miséria e a riqueza.

Neste e em muitos outros 1º de Maio, de Norte a Sul, governos, entidades empresariais, sindicatos promovem festas.

Já foi pior pensam os conformistas, mas comemorar o quê?

Marlon Herath Direitos Humanos, Trabalho

Interior é o que mais perde empregos com a crise

30, abril, 2009

As perdas mais importantes que decorrem da crise internacional se dão em cidades de interior, sejam elas caracterizadas como aglomerações comparáveis com regiões metropolitanas – RM – no Caged (como Campinas, Juiz de Fora ou Criciúma, por exemplo) ou cidades menores. É nessas cidades, aliás, onde a perda de emprego requer atenção. (trecho do relatório do Ipea)

Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) alerta para o crescimento do desemprego no interior do Brasil com a crise financeira.

ipea-emprego-29-04-09

Sem apontar as causas, o trabalho relata que cidades pequenas do Sul e Sudeste são as mais afetadas pelo fechamento de postos de trabalho. Municípios de regiões metropolitanas (RM) também tiveram mais desemprego, mas em ritmo menor que o interior que cortou mais de meio milhão de vagas (gráfico).

As categorias que mais perdem emprego são aquelas com menor escolaridade e, à medida que essa escolaridade melhora, as perdas diminuem e existem até ganhos.

Estudo

Acesse aqui a íntegra da pesquisa do Ipea.

Marlon Herath Trabalho

Insista, mas não há vagas. Ainda

19, março, 2009

Grupo de trabalhadores, 1933, Di Cavaltanti

Grupo de trabalhadores, 1933, Di Cavaltanti

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

Depois da queda, o Brasil enfrenta agora a estagnação na geração de empregos.

Em fevereiro foram apenas 9.179 contratações a mais que demissões. É o primeiro balanço positivo desde outubro, mas muito inferior aos 200 mil empregos criados em fevereiro de 2008. O setor de serviços puxou a lenta recuperação criando 57 mil vagas. A indústria novamente demitiu mais que contratou, saldo negativo de 56 mil vagas.

Mesmo positivo, o balanço dos empregos com carteira assinada é o pior desde fevereiro de 1999. De novembro a fevereiro, 788.336 trabalhadores foram demitidos.

No mês que passou o Rio Grande do Sul teve apenas 747 contratações a mais que demissões, nem 5% dos empregos criados em fevereiro de 2008. Agricultura obteve o melhor desempenho e o comércio o pior. Em fevereiro do ano passado foram criados 20 mil postos, metade na indústria que hoje mais demite.

Entre os municípios onde o desemprego avança, Caxias do Sul amargou o quarto mês seguido de fechamento de postos de trabalho. Saldo de 731 desempregados, principalmente da indústria metalúrgica. Em Cruz Alta, situação ainda pior, 744 cortes. Porto Alegre fechou 615 postos. Pelotas, 323. Em Santa Maria, estagnação com saldo de 32 demissões.

Os melhores resultados estão ligados ao campo. A colheita da maçã em Vacaria respondeu pela criação de 2.642 empregos. O setor fumageiro de Santa Cruz do Sul gerou 2.551 empregos. A safra de fumo movimenta a indústria, responsável pela maioria das vagas criadas. Em Venâncio Aires, 1.085 novos postos.

Ao divulgar os números o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reafirmou que a geração de emprego voltará a crescer em março, mesmo com a permanência da crise financeira.

A dificuldade maior está na indústria que, pelos primeiros indicativos de março, dá sinais de lenta recuperação. A expectativa ainda é fechar o ano com dados positivos, mas bem abaixo dos registrados até outubro de 2008, quando a crise chegou ao Brasil.

Caged

Acesse aqui os dados gerais do cadastro do Ministério do Trabalho.

Marlon Herath Política, Trabalho ,

Suspensão das demissões na Embraer ganha mais uma semana

6, março, 2009

Terminou sem acordo a audiência realizada na manhã de hoje no TRT da 15ª Região, em Campinas, entre a Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. (Embraer), a Embraer Liebherr Equipamentos do Brasil S.A. (ELEB) – divisão do grupo que fabrica trens de pouso e outros componentes – e as entidades sindicais que representam os mais de quatro mil trabalhadores do grupo empresarial demitidos desde 19 de fevereiro deste ano. As empresas propuseram a manutenção, por um ano, do plano de assistência médica aos demitidos e seus dependentes, mas rechaçou a possibilidade de reintegrar os metalúrgicos ao emprego.

O presidente do TRT da 15ª Região, desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, estendeu até 13/3, sexta-feira da próxima semana, a vigência da liminar que suspende as demissões. Nessa data será realizada nova audiência de conciliação e instrução, a partir das 9 h. Já na segunda-feira, 9/3, no entanto, as partes voltam a se reunir, a partir das 15 h, no gabinete do desembargador Sotero. Será uma reunião em caráter informal, para mais uma tentativa de se chegar ao acordo.

Na audiência desta quinta-feira, as entidades sindicais juntaram ao processo um conjunto de documentos que contém, segundo os representantes dos metalúrgicos, informações sobre a atual situação financeira da Embraer. Por sua vez, as empresas apresentaram a contestação às razões alegadas pelas entidades na petição inicial da ação de dissídio coletivo, além de também fazer prova documental. As partes têm prazo até a data da próxima audiência, no dia 13, para se manifestar sobre a documentação apresentada.

Marlon Herath Justiça, Trabalho ,

Manter lucro ou empregos?

2, março, 2009

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

Distante da prática econômica e financeira deste e de outros séculos, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas lançou uma esperança utópica na decisão liminar que suspendeu as 4.200 demissões na Embraer. O desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva evocou a constituição, os tratados internacionais e a dignidade do trabalho como valor humano.

Justamente essa qualidade tão esquecida no Brasil onde patrões mantêm trabalhadores em condições de escravidão, sonegam contribuições trabalhistas e tratam os empregados como uma peça, um instrumento. Não é a regra, mas nos grotões ou nos centros industriais são comuns as reclamações em delegacias do trabalho, sindicatos e Ministério Público. Aliás, a decisão reforçou o papel sindical ao criticar demissões em massa, como foi o caso da Embraer, sem negociação com os sindicatos.

O “Poder do empregador não é absoluto” escreveu o desembargador. Possui o patrão a liberdade de contratar e dispensar empregados, desde que a dispensa seja realizada por meio de critérios e com respeito aos direitos da personalidade humana.

“Garantia de emprego é algo muito mais importante do que parece” concluiu o presidente do TRT. E a lei, disse ele, acusada, tantas vezes, de superprotetora, dá ao trabalhador muito menos do que promete. Em última análise, proteger o emprego é proteger cada norma trabalhista.

A Embraer, rapidamente, informou que vai recorrer da decisão e insistiu nos efeitos da crise para cortar 20% dos postos de trabalho. Na Justiça, a gigante fábrica de aviões deverá provar que demissões são necessárias. A audiência entre as partes mediada pelo tribunal está marcada para esta quinta-feira. A direção da empresa deverá apresentar balanços patrimoniais e demonstrativos contábeis dos dois últimos anos. Terá que provar que o lucro acumulado no passado recente não pode alimentar empregados, pessoas, que dependem dos salários. Terá que provar ainda que não havia outro meio como redução de jornada ou férias coletivas, alternativas que evitassem as demissões.

Não faltarão números sobre a crise global, os riscos à saúde financeira da Embraer, mas estou curioso sobre o que a empresa falará sobre as gordas vendas de aeronaves realizadas nos últimos anos e é bom lembrar que o governo é o maior acionista da empresa. Em 31 de dezembro de 2008, a Embraer registrava quase U$ 21 bilhões em pedidos de aviões. Já a crise reduziu a projeção de vendas para este ano. Do ponto de vista econômico vigente a luta é inglória aos empregados: manter os lucros da empresa ou os postos de trabalho? Terá a Justiça força para intervir?

Marlon Herath Justiça, Trabalho

O governo e a lógica do mercado de trabalho

26, fevereiro, 2009

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

Na tarde de quarta-feira de cinzas em Brasília, Lula e ministros se reuniram com o presidente da Embraer para buscar entender a demissão de 20% dos empregados da empresa.

Frederico Curado reafirmou que a crise financeira, que reduziu as encomendas de aviões em 30%, exigiu que a empresa demitisse 4,2 mil funcionários na semana passada.

E a equação na economia capitalista é simples. Reduziu o lucro, o corte de investimento é acompanhado de demissões. No caso da Embraer perda de U$ 1 bilhão nos próximos 4 anos. Se não há venda nem produção não há emprego. Lula e os ministros ouviram o que já sabem.

A Embraer foi privatizada em 1994, mas o governo detém o maior número de ações. Mais de 90% da receita vem do exterior e antes do corte tinha 21 mil funcionários. E foi exatamente ela, uma empresa de sucesso, que aplicou uma lição ao governo. É preciso conhecer nos mínimos detalhes os negócios que detém. Desde o início da crise em setembro, o discurso é o mesmo: não demitam, estiquem as férias coletivas, troquem parte do lucro pela manutenção da mão-de-obra. E não funcionou. O governo também adotou medidas para favorecer os setores com maior retorno: carros e imóveis.

Pediu fraternidade no mundo dominado por corporações e no caso da Embraer, com asas sem fronteiras. O exemplo contraditório veio do próprio umbigo.

Lula e a equipe econômica ainda terão muitas reuniões com empresários que ameaçam ou como fez a Embraer, demitem.

Marlon Herath Economia, Política, Trabalho

Rotatividade de emprego dos jovens é positiva

16, fevereiro, 2009
Comentários desativados

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

Uma característica marcante dos jovens no mercado de trabalho é sua elevada rotatividade de emprego. Seis meses, um ano numa empresa e a batalha para sair novamente da condição de desempregado. A falta de experiência é uma das responsáveis pelo entra e sai dos jovens. Um estudo desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela economista Letícia Albuquerque traz conclusões animadoras para quem começou a trabalhar há no máximo 10 anos.

A rotatividade que é a troca de emprego ou empresa e os rendimentos estão associados de forma positiva. Os jovens que mudam de emprego tendem a ter ganhos salariais, desde que o número de desligamentos, demissões, não seja exagerado.

A pesquisa analisou a carreira de mais de 130 mil jovens entre 18 a 24 anos que começaram a trabalhar na indústria em 1996.

Depois de 10 anos, em 2005, o salário aumentou 87%, quase dobrou em média. Portanto, mostra que permanecendo na mesma empresa ou mudando, sendo demitido ou buscando novo trabalho, a tendência é de melhora no bolso.
E se for possível fazer escolhas, segundo o estudo, os empregados que se dirigem para as empresas de grande porte, o salário aumenta em 24% em comparação àqueles que foram para as microempresas.

Aí entra o papel do Estado. Na crise, ao anunciar medidas de socorro para bancos, montadoras e gigantes da construção civil, os pequenos negócios ficaram à deriva. Não tem poder de barganha.

E uma última conclusão da pesquisadora, que não é inédita. Quanto mais estudo, maior o salário ao longo da carreira profissional.

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O estudo da economista Letícia S. G. Albuquerque resultou em mestrado com publicação da nota técnica “Mobilidade de emprego entre jovens no Brasil” pelo Ipea.

Confira aqui a íntegra ou trechos das conclusões abaixo:

  • Apesar de positivos, os retornos da rotatividade são decrescentes. Dessa forma, os jovens que mudam de emprego tendem a ter ganhos salariais, mas tais ganhos são decrescentes à medida que a quantidade de desligamentos aumenta. Com tudo isso, nossos resultados apontam para uma relação positiva entre rotatividade de emprego e salários dos jovens, porém, embora haja ganhos, estes são decrescentes.
  • Por exemplo, se um indivíduo é admitido pela primeira vez, mas posteriormente troca de emprego, terminando o segundo ano de carreira com uma admissão no ano e um desligamento acumulado e com seis meses de experiência no emprego corrente, tais mudanças afetam em média negativamente os salários. Porém, se um trabalhador efetua esta troca de emprego anteriormente, terminando o segundo ano de carreira com um desligamento acumulado, mas sem admissões e com 12 meses de experiência, o efeito sobre os salários é, em média, positivo.
  • Analisando os dez anos iniciais de carreira, aqueles indivíduos que não sofreram nenhum desligamento durante o período e acumularam uma experiência de 110 meses no vínculo sofrem um efeito em média positivo sobre os salários. Um trabalhador que tenha sofrido seis desligamentos durante este período, mas que nos últimos anos se manteve estável no mesmo emprego por um período de 40 meses também tem um efeito positivo e ainda maior. Se um jovem sofreu três desligamentos ao longo do período de análise e foi readmitido no último ano, acumulando no emprego corrente três meses de experiência, o efeito sobre seu salário é positivo, porém muito menor, talvez devido ao fato de ainda estar pouco tempo no emprego.

  • Quanto ao setor de atividade, registra-se que os trabalhadores que mais se beneficiaram em termos salariais foram aqueles que migraram para a extrativa mineral. Os migrantes que se dirigiram para serviços de utilidade pública também ganharam em termos reais, enquanto as migrações para a administração pública, a agricultura o setor de serviços geraram perdas salariais. Os indivíduos que passaram a trabalhar na construção civil aumentaram seus ganhos em 2% em comparação àqueles que permaneceram na indústria.

Marlon Herath Trabalho