Eleições 2010: voto em trânsito, preso provisório, doações para campanha, ficha suja…

3, março, 2010

 O Tribunal Superior Eleitoral deve publicar até sexta (5) as resoluções que vão reger as eleições 2010.

Na noite passada foram aprovadas as últimas regras para outubro.

Ficha suja dos candidatos
A certidão criminal é um dos documentos exigidos no pedido de registro da candidatura.

Haverá divulgação no site do TSE com informações detalhadas sobre o andamento de cada processo criminal existente contra o candidato.

Se o partido não apresentar a documentação sobre o andamento específico de cada processo de seu candidato, na hipótese de certidão criminal positiva, a Justiça Eleitoral dará prazo de 72 horas para que ele supra essa omissão. Caso não o faça, o candidato poderá ter o registro de candidatura negado por ausência de documentos exigidos no momento do pedido de registro.

Também haverá divulgação das propostas (projeto de governo) dos candidatos a presidente da República e a governador.

Voto em trânsito
Eleitores que estiverem ausentes de seu domicílio eleitoral de origem poderão solicitar a transferência provisória do título para uma das capitais dos estados e, assim, votar nos candidatos a presidente e vice-presidente da República. 

Quem for votar em trânsito deve registrar-se, entre 15 de julho e 15 de agosto de 2010, indicando em qual das capitais estará presente, de passagem ou em deslocamento, no primeiro turno das eleições – dia 3 de outubro – e/ou, se for o caso, no segundo turno – dia 31 de outubro.

Se não estiver na capital para a qual tenha sido transferido provisoriamente, o eleitor deverá justificar a ausência.

Em todas as capitais serão instaladas urnas exclusivas para o voto em trânsito. No dia 5 de setembro de 2010, os eleitores em trânsito poderão conferir o seu local de votação nos sítios do TSE ou do TRE do seu domicílio de origem ou da respectiva capital por eles cadastrada.

Para a instalação de uma seção especial para o voto em trânsito, é preciso que a capital do estado tenha recebido o pedido de transferência provisória de no mínimo 50 eleitores. Do contrário, a habilitação será cancelada e os eleitores serão informados da impossibilidade de votar em trânsito, devendo justificar o voto ou votar no seu local de origem no dia da eleição.

Convenções e impugnações de registro
A resolução de registro de candidatos assegura também aos partidos políticos autonomia para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem a obrigatoriedade de vínculo entre candidaturas de nível nacional, estadual e distrital.

As convenções que vão escolher os candidatos e definir coligações devem ocorrer de 10 a 30 de junho.

Os partidos e coligações devem solicitar à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as 19h do dia 5 de julho de 2010. O texto estabelece que cada partido ou coligação preencherá um mínimo e um máximo (30% e 70%, respectivamente) com candidaturas de cada sexo.

Quitação eleitoral e substituição de candidato
A resolução dispõe que, para efeito de expedição de certidão de quitação eleitoral, será considerado em dia com a Justiça Eleitoral o candidato que, condenado a pagar multa, tenha comprovado seu pagamento ou parcelamento, até a data do seu pedido de registro.

Com base na legislação eleitoral, a resolução faculta ao partido político ou à coligação substituir candidato que tiver seu registro negado, inclusive em razão de inelegibilidade, cancelado ou cassado, ou ainda que renunciar ou falecer após o fim do prazo de registro.

Além disso, o partido poderá solicitar, até a data da eleição, o cancelamento do registro do candidato que dele for expulso, em processo no qual seja assegurada a ampla defesa.

Mantida a composição da Câmara dos Deputados
O TSE decidiu preservar o número atual de representantes de cada estado na Câmara dos Deputados e de integrantes das assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Em razão da complexidade do tema, os ministros da Corte decidiram preservar o mesmo texto da resolução do TSE sobre a composição da Câmara dos Deputados e das assembléias legislativas que vigorou nas eleições de 2006.

Preso provisório poderá votar
Para garantir o direito ao voto, o preso provisório (prisão temporária, em flagrante, preventiva) – que ainda não teve condenação criminal definitiva – deve alistar-se ou transferir o título até o dia 5 de maio. Os serviços eleitorais de alistamento, revisão e transferência serão realizados pelos servidores da Justiça Eleitoral, nos próprios estabelecimentos penais e de internação.

O preso provisório ou o adolescente maior de 18 anos internado que não realizar a transferência do título deverá justificar a ausência no domicílio de origem, no dia da eleição, no próprio estabelecimento penal.

A instalação de seções eleitorais em penitenciárias e entidades do sistema socioeducativo dependerá, entretanto, da existência de, no mínimo, 20 eleitores aptos a votar naquele local.

O preso que, no dia da eleição, tiver contra si sentença penal condenatória transitada em julgado ficará impedido de votar.

Deve beneficiar cerca de 150 mil presos provisórios no Brasil e, aproximadamente, 15.500 jovens e adolescentes entre 16 e 21 anos submetidos a medida socioeducativa.

Vão ser instaladas seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e de internação de adolescentes para viabilizar o voto de presos provisórios e de jovens em medida socioeducativa de internação.

O voto do preso provisório não é novidade no Brasil e, em alguns estados, estabelecimentos penais já proporcionam a votação desde 2002, como é o caso de Sergipe. Nas eleições de 2008, 11 estados asseguraram a votação de presos provisórios em algumas penitenciárias.

O juiz eleitoral vai definir com o diretor do estabelecimento a forma de veiculação da propaganda no rádio e na televisão e o respectivo acesso aos eleitores, atendendo as recomendações do juiz corregedor ou do juiz responsável pela execução penal ou pela medida socioeducativa.

Prestação de contas
Uma das principais mudanças é a exigência de abertura de conta bancária específica do partido político para arrecadação de recursos eleitorais. Até hoje, a exigência de conta bancária específica com esse fim era somente em relação ao comitê financeiro e ao candidato.

Outra novidade é que os partidos terão de, 30 dias depois das eleições, informar à Justiça Eleitoral os recursos doados a candidatos e comitês financeiros, comunicando a origem de cada um deles.

Doações para campanha
As doações por meio do cartão de crédito e débito poderão ser feitas até o dia da eleição – inclusive na hipótese de segundo turno. No dia seguinte ao pleito, o mecanismo disponibilizado para arrecadação na internet deve ser tirado do ar.

O TSE já pediu à Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) que estabeleça uma taxa única e a mais baixa possível a ser cobrada nas doações feitas a partidos e candidatos por meio de cartão de crédito. O tribunal também solicitou que os recursos doados sejam disponibilizados aos partidos em prazo menor que o convencional, uma vez que seria prejudicial esperar de 30 a 45 dias para que as operadoras creditem os valores doados.

Só podem utilizar esse sistema as pessoas físicas e  estabelece que não podem ser usados cartões corporativos (de empresas ou órgãos da administração pública) ou emitidos no exterior. Outro ponto especificado no texto reafirma o limite de doação, que é de 10% dos rendimentos brutos recebidos pelo doador no ano anterior à eleição. Os partidos e candidatos devem emitir recibo eleitoral das doações, contendo o nome e o número de CPF do doador, entre outras informações.

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Eleições 2010: Serra contra Dilma ou Dilma contra Serra?

2, março, 2010

As especulações começam pelos diretores dos institutos de pesquisa, cavam espaço na mídia e balançam os partidos e as pré-campanhas.

E o eleitor?

Na espontânea do Datafolha, 58% estão indecisos.

Em dois meses, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), subiu 5% e colou no retrovisor tucano.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), caiu 5% no cenário com o deputado federal Ciro Gomes (PSB) e a senadora Marina Silva (PV).

Lula manteve Dilma na vitrina, o PT oficializou a pré-candidatura dela e manteve o mistério sobre o vice.

Serra segue quietinho e a oposição corre da vidraça com os escândalos do governador do Distrito Federal (ex-DEM) e com a cassação do mandato do prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM) – suspensa.

O silêncio do pré-candidato tucano, estratégico, será rompido. Serra sairá do ninho quando resolver o impasse com o governador mineiro Aécio Neves.

É tempo de mexer as peças, estudar os flancos dos adversários.

Cenário 1 – estimulada

Cenário 2 – estimulada

  

Espontânea

Lula, Dilma, candidato do Lula e candidato do PT somam 25%.

Serra, Aécio e Alckmin alcançam 8%.

 

 

Estimulada – Quatro cenários

Serra é melhor com os jovens, eleitores com mais estudo e de maior renda.

Dilma vai bem com adultos, menos escolarizados e de menor renda.

 

Rejeição

A rejeição a Serra aumentou 6%. Dilma, 2% desde dezembro.

Homens rejeitam mais Serra.

Quanto maior a renda, maior a rejeição a Dilma.

 

Segundo turno - quatro cenários – estimulada

Em vantagem de 4%, mulheres garantem vitória de Serra contra Dilma.

 

Regiões - quatro cenários – estimulada

Serra vence no Sudeste, Sul e Norte/Centro-Oeste.

Dilma no Nordeste.

Conhecimento dos candidatos

Dilma é totalmente desconhecida por 14%.

Serra por apenas 4%.

O Datafolha ouviu 2.623 eleitores nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2010. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Aumenta a sujeira no projeto da ficha limpa

1, março, 2010

Querem adiar a votação do projeto de Lei Complementar (PLP 518/09) para o segundo semestre.

Vão retirar crimes previstos na proposta original.

Vão substituir primeira instância por decisões de colegiado para as condenações que tornariam candidatos inelegíveis.

Querem que, se for aprovado, não valha para estas eleições.

O projeto original teve apoio de mais de 1,3 milhão de brasileiros e prevê deixar inelegíveis por oito anos os candidatos ou detentores de mandato (governadores, prefeitos, deputados, vereadores) que cometessem pelo menos uma das infrações listadas abaixo.

Ficariam inelegíveis

Condenações em primeira instância pelos crimes:

  • Racismo;
  • Tortura;
  • Tráfico de drogas;
  • Terrorismo;
  • Crimes hediondos;
  • Contra a economia popular;
  • Contra a fé pública;
  • Contra os costumes;
  • Contra a administração pública;
  • Contra o patrimônio público;
  • Contra o meio ambiente;
  • Contra a saúde pública;
  • Contra o mercado financeiro;
  • Dolosos contra a vida;
  • Abuso de autoridade;
  • Eleitorais;
  • Lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;
  • Exploração sexual de crianças e adolescentes;
  • Utilização de mão-de-obra em condições análogas à de escravo;
  • Crime a que a lei atribua pena não inferior a 10 (dez) anos.

Envolvidos em atos de improbidade:

  • Em qualquer instância por ato de improbidade administrativa, desde a condenação ou o recebimento da denúncia pela Justiça.

Abuso de poder

  • Detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político apurado em processo.

Renúncia

  • Presidente da República, governador, prefeito, membro do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa do DF, das Câmaras Municipais, que renunciar ao mandato após a apresentação de representação ou notícia formal capaz de autorizar a abertura de processo disciplinar contra ele.

O relator, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), pretende apresentar um texto preliminar de consenso na quarta-feira (3). No colegiado, poderá ser votado no dia 10, chegando à pauta do plenário no dia 17.

Os deputados torcem o nariz. Dezenas não teriam condições para tentar a reeleição.

Os partidos estariam “ameaçados” de terem que separar o joio do trigo.

Se não sujarem a ficha, faltarão fileiras para os conchavos.

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Em áudio

Marlon Herath Política ,

Parte das doações para campanha de Kassab seria financiada por lucros obtidos em contratos de empresas com a prefeitura

22, fevereiro, 2010

Kassab deve permanecer no cargo, é questão de apresentar o recurso e aguardar a análise do TRE-SP.

A decisão, que acatou representação do Ministério Público Eleitoral paulista para revisar a prestação de contas, é de quinta-feira (18), mas somente hoje foi publicada.

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, cassou o diploma do prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), e de sua vice, Alda Marco Antonio (PSDB), por captação ilícita de recursos nas eleições de 2008.

A dupla está inelegível por três anos.

De acordo com a sentença, Kassab e Alda receberam R$ 10, 09 milhões em doações irregulares. Foi 33,87% do total declarado na prestação de contas, R$ 29.788.531,56.

O juiz trabalha com o percentual de 20% da arrecadação como piso para caracterização de abuso de poder econômico. As quantias recebidas “tiveram o condão de contaminar o processo eleitoral ou ainda influenciar efetivamente na vontade do eleitor por representar abuso de poder econômico”.

Conforme a análise das contas, 93,64% dos recursos vieram de repasses do Comitê Financeiro Único do Democratas e o restante foi recebido do Diretório Nacional do partido e do Banco Itaú.

Além do banco, estão envolvidas as empresas Construções e Comércio Camargo Corrêa, Serveng Civilisan S.A., Empresas Associadas de Engenharia que integra o grupo CCR, a CR Almeida S.A. Engenharia de Obras, a Construtora OAS Ltda., a Associação Imobiliária Brasileira, S.A. Paulista, Carioca Christiani Nielsen e Engeform.

O juiz considerou os repasses via Comitê Financeiro como captação indireta de fontes vedadas por se tratarem de concessionária ou permissionária de serviço público ou entidade de classe ou sindical.

Entre essas fontes, está a Associação Imobiliária Brasileira (AIB). “Se o Comitê Financeiro repassou cerca de 93,64% aos candidatos, é possível afirmar que estes receberam indiretamente naquela proporção recursos provenientes de fontes vedadas identificadas nas contas do Comitê”, afirmou Silveira.

Em relação à doação direta de R$ 550 mil do Banco Itaú aos candidatos, o juiz concluiu como sendo de fonte vedada porque o banco mantinha, à época da doação, contrato com a Prefeitura Municipal de São Paulo para administrar parte da folha de pagamento.

“Investimento” nos candidatos seria financiado pelos lucros obtidos em contratos com a prefeitura

Alerta aos desavisados que já estão levantando dinheiro para campanha. Acompanhe trechos da sentença.

É inescondível que tais doadores, em verdade, nada mais fazem do que “adiantar ” ou “apostar ”, a título de investimento, vultosas quantias no maior número de candidatos com viabilidade para se elegerem, parte das quais oriundas de atividade que deveria ser exercida pelo Poder Público, já que, é forçoso reconhecer, no mínimo, uma parte dos lucros que possibilitam tais doações, advém da distribuição do que decorre diretamente da exploração da concessionária de serviço público, obviamente, por regra mas nem sempre, na proporção da participação acionária da empresa integrante do grupo econômico controlador…

Não é necessário nenhum esforço de interpretação para divisar no vultoso montante de recursos repassados aos candidatos a expressão objetiva do abuso do poder econômico daquelas pessoas jurídicas que por lei estão proibidas de doar, seja direta ou indiretamente, com influência reflexa no processo eleitoral, no resultado das eleições e – quiçá – nos rumos da futura administração do orçamento público municipal, com reflexos na manutenção de contratos, renovação de concessões e aquisições de novas em favor das mesmas pessoas jurídicas que doaram irregularmente,…”

Cinco vereadores petistas e três tucanos também perderam mandatos

O juiz cassou, igualmente por captação ilícita de recursos, o diploma dos vereadores Antonio Donato Madormo (PT), Arselino Roque Tatto (PT), Juliana Cardoso (PT), Italo Cardoso Araújo (PT), José Américo Ascêncio Dias (PT), José Police Neto (PSDB), Gilberto Tanos Natalini (PSDB) e Marco Aurélio de Almeida Cunha (DEM).

Mas possivelmente vão seguir no cargo

Em 2009, o juiz cassou outros 16 vereadores por recebimento de doações ilegais. Todos recorreram e continuam no cargo enquanto aguardam o julgamento dos processos no TRE.

Sentença

Leia aqui a íntegra.

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Proposta do TSE aumenta número de deputados federais na região Norte

22, fevereiro, 2010

A minuta da resolução está pronta – vai à audiência pública na quarta (24), às 15h, no auditório do TSE. O plenário deverá aprová-la até 5 de março para valer nas eleições deste ano.

A redefinição dos quantitativos de deputados federais com efeito nos legislativos estaduais atende à Assembleia Legislativa do Amazonas que entrou com o pedido na Justiça Eleitoral em 17 de dezembro de 2009.

O relator, ministro Arnaldo Versiani, responsável pelas instruções das eleições 2010, observou a Constituição (art. 45, parágrafo 1º) e a Lei Complementar 78/93. Ambas determinam que a quantidade de deputados federais deve ser proporcional à população dos estados e do Distrito Federal.

A minuta segue a estimativa populacional do IBGE, atualizada em 1º de julho de 2009.

  

Como é e como ficaria

Na tabela, a composição atual e a proposta em discussão.

Perdem

Rio de Janeiro e Paraíba perdem duas vagas de deputados federais cada um na próxima legislatura.

Rio Grande do Sul, Paraná, Maranhão, Goiás, Pernambuco e Piauí perdem uma cadeira cada um.

Ganham

Pará ganha três.

Minas Gerais, duas.

Amazonas, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Santa Catarina ganham um deputado cada um.

Na mesma

São Paulo, Espírito Santo, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima não sofrem alteração.

Minuta

A última mudança na representação de um estado na Câmara dos Deputados ocorreu em 1994, com o aumento da bancada de São Paulo para 70 parlamentares. 

Leia aqui a proposta do ministro Arnaldo Versiani.

 

 

Representação regional

Caso seja aprovada, a região Norte sairá fortalecida. Ganhará quatro cadeiras que sairão das regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste, alcançando 61 deputados.

Sudeste permaneceria com a maior bancada e inalterada, 179.

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O estranho ninho do PSDB no Paraná

22, fevereiro, 2010

Dividido, o diretório do PSDB no Paraná se reúne a partir das 10h para oficializar o nome do pré-candidato ao governo estadual. É o que dizia o edital de convocação.

A ideia era chegar a um consenso entre os dois tucanos pretendentes. O prefeito de Curitiba, Beto Richa, e o senador Alvaro Dias.

Preterido, o senador caiu fora – anunciou que não vai ao encontro, mas antes tentou impedir a reunião judicialmente -, e também não levou.

O flerte do tucanato nacional com outro pré-candidato à sucessão paranaense, senador Osmar Dias (PDT), também voa contra Alvaro Dias.

Osmar Dias está mais para Dilma do que para Serra.

Em dezembro, os números do Datafolha mostravam Beto Richa em empate técnico com Osmar Dias e este em vantagem sobre Alvaro Dias.

Cenário 1

Beto Richa (PSDB) – 40%
Osmar Dias (PDT) – 38%

Cenário 2

Osmar Dias (PDT) – 42%
Alvaro Dias (PSDB) – 28%

Os demais pré-candidatos não passam de 5%.

Depois da reunião de hoje, quem será o estranho no ninho tucano paranaense?

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Marlon Herath Política

O discurso de Dilma

21, fevereiro, 2010

Sem polêmicas.

A oratória da ministra Dilma Rousseff no congresso petista lembrou a fase “Lulinha paz e amor”.

Sem ataques, compromissos questionáveis ou radicalismos, Dilma tenta espantar o temor de uma guerrilheira presidenta, como cultivam as sementeiras mais à direita.

Aclamaram a pré-candidata e não fecharam compromisso com o PMDB de Temer.

A vacância do vice na chapa faz bem para o balcão de negócios da base lulista.

Abaixo, alguns pontos do discurso que se encontra na íntegra no pé do post.

Drumond e Quintana

Dilma lembrou da infância e da juventude em Minas Gerais e da luta contra o regime militar acentuada a partir da mudança para o Rio Grande do Sul. Os dois estados foram homenageados em poesia.

Mestre e coalição

“Lula ensinou o caminho”, exclamou ao falar sobre a redemocratização e o governo de coalizão, o qual quer mantê-lo.

Governo

Do governo Lula, destacou combate à fome, emprego, reforma agrária, renda, economia, aumento do consumo, educação, direitos humanos e política externa.

Promessas

Mesmo sem o pacote fechado, Dilma aproveitou para assumir compromissos.

  • Criar e ampliar novos programas sociais como o Bolsa Família;
  • Priorizar a qualidade da educação;
  • Oferecer oportunidades aos jovens, proteção às crianças;
  • Resolver os problemas da saúde;
  • Cuidar das cidades;
  • Melhorar a habitação e universalizar o saneamento;
  • Melhorar o transporte público;
  • Reforçar os programas de segurança pública;
  • Fortalecer a proteção ao meio ambiente (redução do desmatamento, ampliação da matriz energética, produção de biocombustíveis);
  • Aprofundar os avanços na política industrial e agrícola;
  • Agregar valor às riquezas naturais como o Pré-Sal;
  • Manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante;
  • Transparência aos gastos públicos e aperfeiçoamento dos mecanismos de controle.
  • Combater a corrupção;
  • Concretizar, junto com o Congresso, as reformas institucionais como a reforma política e a tributária;
  • Aprofundar a postura soberana;
  • Combater as desigualdades sociais e regionais.

“A conclusão do PAC 1 e a implementação do PAC 2, junto com a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida serão decisivos para realizar esse compromisso”, disse Dilma.

Campanha

Prometeu “um debate de ideias, com civilidade e respeito à inteligência política dos brasileiros. Um debate voltado para o futuro.”

Íntegra do discurso de sábado, 20/02/10

(cumprimentos)

Para quem teve a vida sempre marcada pelo sonho e pela esperança de mudar o Brasil, este é um dia extraordinário.

Meu partido – o Partido dos Trabalhadores – me confere a honrosa tarefa de dar continuidade à magnífica obra de um grande brasileiro.

A obra de um líder – o meu líder – de quem muito me orgulho: presidente Lula. O lula.

Jamais pensei que a vida reservasse tamanho desafio. Mas me sinto absolutamente preparada para enfrentá-lo – com humildade, serenidade e confiança.

Neste momento, ouço a voz da minha Minas Gerais, terra da minha infância e da minha juventude. Dessa Minas que me deu o sentimento de que vale a pena lutar, sim, pela liberdade e contra a injustiça.

Ouço os versos de Drummond:

“Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais do que a mão de uma criança.”

Até hoje sinto o peso suave da mão de minha filha, quando nasceu.

Que força naquele momento ela me deu. Quanta vida me transmitiu. Quanta fé na humanidade me passou.

Eram naquela época tempos difíceis.

Ferida no corpo e na alma, fui acolhida e adotada pelos gaúchos – pelos gaúchos generosos, solidários e insubmissos, como são os gaúchos.

Naqueles anos de chumbo, onde a tirania parecia eterna, encontrei nos versos de outro poeta – Mário Quintana – a força necessária para seguir em frente. Mário Quintana disse:

“Todos estes que aí estão

Atravancando o meu caminho,

Eles passarão.

Eu passarinho.”

Eles passaram e nós hoje voamos livremente.

Voamos porque nascemos para ser livres.

Sem ódio e com serena convicção afirmo que nunca mais viveremos numa gaiola, numa jaula ou numa prisão.

Hoje, estamos construindo um novo país na democracia. Um país que se reencontrou consigo mesmo. Onde todos, todos, mas todos mesmos, expressam livremente suas opiniões e suas idéias.

Um país que não tolera mais a injustiça social. Que descobriu que só será grande e forte se for de todos.

Vejo nesta manhã – já quase tarde – nos jovens que nos acompanham e nos mais velhos que aqui estão – um extraordinário encontro de gerações. De gerações que, como a minha, levaram nosso compromisso com o país às últimas conseqüências.

Amadureci. Amadurecemos nós todos.

Amadureci na vida. No estudo. No trabalho duro. Nas responsabilidades de governo no Rio Grande do Sul e sobretudo aqui no governo do Brasil.

Mas esse amadurecimento não se confunde com conformismo, nem perda de convicções.

Não perdemos a indignação frente à desigualdade social, à privação de liberdade, às tentativas de submeter nosso país.

Não sucumbimos aos modismos ideológicos. Persistimos em nossas convicções, buscando, a partir delas, construir alternativas concretas e realistas.

Continuamos movidos a sonhos. Acreditando na força do povo brasileiro, em sua capacidade de construir um mundo melhor.

A história recente mostrou que nós estávamos certos.

Tivemos um grande mestre – o presidente Lula ensinou o caminho.

Em um país, com a complexidade e as desigualdades do Brasil, ele foi capaz de nos conduzir pelo caminho de profundas transformações sociais em um clima de paz, de respeito e fortalecimento da democracia.

Não admitimos, portanto, que alguém queira nos dar lições de liberdade. Menos ainda aqueles que não tiveram e não têm compromisso com ela.

Companheiras, Companheiros,

Recebo com humildade a missão que vocês estão me confiando. Com humildade, mas com coragem e determinação. Coragem e determinação que vêm do apoio que recebo de meu partido e de seu primeiro militante – o presidente Lula.

Do apoio que espero ter dos partidos aliados que, com lealdade e competência, também são responsáveis pelos êxitos do nosso Governo. Com eles quero continuar nossa caminhada. Participo de um governo de coalizão. Quero formar um Governo de coalizão.

Estou consciente da extraordinária força que conduziu Lula à Presidência e que deu a nosso governo o maior respaldo da história de nosso país – a força do povo brasileiro.

A missão que me confiam não é só de um partido ou de um grupo de partidos.

Recebo-a como um mandato dos trabalhadores e de seus sindicatos.

Dos movimentos sociais.

Dos que labutam em nossos campos.

Dos profissionais liberais.

Dos intelectuais.

Dos servidores públicos.

Dos empresários comprometidos com o desenvolvimento econômico e social do país.

Dos negros. Dos índios. Dos jovens.

De todos aqueles que sofrem ainda distintas formas de discriminação.

Enfim, das mulheres.

Para muitos, elas são “metade do céu”. Mas queremos ser a metade da terra também. Com igualdade de direitos, salários e oportunidades. Quero com vocês – mulheres do meu país – abrir novos espaços na vida nacional.

É com este Brasil que quero caminhar. É com ele que vamos seguir, avançando com segurança, mas com a rapidez que nossa realidade social exige.

Nessa caminhada encontraremos milhões de brasileiros que passaram a ter comida em suas mesas e hoje fazem três refeições por dia.

Milhões que mostrarão suas carteiras de trabalho, pois têm agora emprego e melhor renda.

Milhões de homens e mulheres com seus arados e tratores cultivando a terra que lhes pertence e de onde nunca mais serão expulsos.

Milhões que nos mostrarão suas casas dignas e os refrigeradores, fogões, televisores ou computadores que puderam comprar.

Outros milhões acenderão as luzes de suas modestas casas, onde reinava a escuridão ou predominavam os candieiros. E estes milhões de pontos luminosos pelo Brasil a fora serão como uma trilha incandescente que mostra um novo caminho.

Nessa caminhada, veremos milhões de jovens mostrando seus diplomas de universidades ou de escolas técnicas com a convicção de quem abriu uma porta para o futuro.

Milhões – mas muitos milhões mesmo – expressarão seu orgulho de viver em um país livre, justo e, sobretudo, respeitado em todo o mundo.

Muitos me perguntam porque o Brasil avançou tanto nos últimos anos. Digo que foi porque soubemos construir novos caminhos, derrubando velhos dogmas.

O primeiro caminho é o do crescimento com distribuição de renda – o verdadeiro desenvolvimento. Provamos que distribuindo renda é que se cresce. E se cresce de forma mais rápida e sustentável.

Essa distribuição de renda permitiu construir um grande mercado de bens de consumo popular. Ele nos protegeu dos efeitos da crise mundial.

Criamos 12 milhões de empregos formais. A renda dos trabalhadores aumentou. O salário mínimo real cresceu como nunca. Expandimos o crédito para o conjunto da sociedade. Estamos construindo um Brasil para todos.

O segundo caminho foi o do equilíbrio macro-econômico e da redução da vulnerabilidade externa.

Eliminamos as ameaças de volta da inflação. Reduzimos a dívida em relação ao Produto Interno Bruto.

Aumentamos nossas reservas de 38 bilhões de dólares para mais de 241 bilhões. Multiplicamos por três nosso comércio exterior, praticando uma política externa soberana, que buscou diversificar mercados.

Deixamos de ser devedores internacionais e passamos à condição de credores. Hoje não pedimos dinheiro emprestado ao FMI. É o Fundo que nos pede dinheiro.

Grande ironia: os mesmos 14 bilhões de dólares que antes o FMI nos emprestava, agora somos nós que emprestamos ao FMI.

O terceiro caminho foi o da redução das desigualdades regionais. Invertemos nos últimos anos o que parecia uma maldição insuperável. Quando o país crescia, concentrava riqueza nos estados e regiões mais prósperos. Quando estagnava, eram os estados e regiões mais pobres que pagavam a conta.

Governantes e setores das elites viam o Norte e o Nordeste como regiões irremediavelmente condenadas ao atraso.

A vastos setores da população não restavam outras alternativas que a de afundar na miséria ou migrar para o sul em busca de oportunidades. É o que explica o inchaço das grandes cidades.

Essa situação está mudando. O Governo Federal começou um processo consistente de combate às desigualdades regionais. Passou a ter confiança na capacidade do povo das regiões mais pobres. O Norte e o Nordeste receberam investimentos públicos e privados. O crescimento dessas duas regiões passou a ser sensivelmente superior ao do Brasil como um todo.

Nós vamos aprofundar esse caminho. O Brasil não mais será visto como um trem em que uma única locomotiva puxa todos vagões, como nos tempos da “Maria Fumaça”. O Brasil de hoje é como alguns dos modernos trens de alta velocidade, onde vários vagões são como locomotivas e contribuem para que o comboio avance.

O quarto caminho que trilhamos e continuaremos a trilhar é o da reorganização do Estado.

Alguns ideólogos chegavam a dizer que quase tudo seria resolvido pelo mercado. O resultado foi desastroso.

Aqui, o desastre só não foi maior – como em outros países – porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica ou de Furnas.

Alguns falam todos os dias de “inchaço da máquina estatal”. Omitem, no entanto, que estamos contratando basicamente médicos e profissionais de saúde, professores e pessoal na área da educação, diplomatas, policiais federais e servidores para as áreas de segurança, controle e fiscalização.

Escondem, também, que a recomposição do corpo de servidores do Estado está se fazendo por meio de concursos públicos.

Vamos continuar valorizando o servidor e o serviço público. Reconstituindo o Estado. Recompondo sua capacidade de planejar, gerir e induzir o desenvolvimento do país.

Diante da crise, quando o crédito secou, não sacrificamos os investimentos públicos e privados. Ao contrário, utilizamos nossos bancos para impulsionar o desenvolvimento e a garantia de emprego no País.

Na verdade, quando a crise mundial apenas começava, Lula disse em seu discurso na ONU em 2008:

É chegada a hora da política!

Nada mais apropriado. A maior prova nós demos ao mundo: o Brasil só pôde enfrentar com sucesso a crise porque tivemos políticas públicas adequadas. Soubemos articular corretamente Estado e mercado, porque colocamos o interesse público no centro de nossas preocupações.

O quinto caminho foi o de nossa presença soberana no mundo.

O Brasil não mais se curva diante dos poderosos. Sem bravatas e sem submissão, o país hoje defende seus interesses e se dá ao respeito. É solidário com as nações pobres e em desenvolvimento. Tem uma especial relação com a América do Sul, com a América Latina e com a África. Estreita os laços Sul-Sul, sem abandonar suas relações com os países desenvolvidos. Busca mudar instituições multilaterais obsoletas, que impedem a democratização econômica e política do mundo.

Essa presença global, e o corajoso enfrentamento de nossos problemas domésticos em um marco democrático, explicam o respeito internacional que hoje gozamos.

O sexto caminho para onde convergem todos os demais foi o do aperfeiçoamento democrático.

No passado, tivemos momentos de grande crescimento econômico. Mas faltou democracia. E como faltou!

Em outros momentos tivemos democracia política, mas faltou democracia econômica e social. E sabemos muito bem que quando falta democracia econômica e social, é a democracia como um todo que está ameaçada. O país fica à mercê das soluções de força ou de aventureiros.

Hoje crescemos, distribuindo renda, com equilíbrio macro-econômico, expansão da democracia, forte participação social na definição das políticas públicas e respeito aos Direitos Humanos.

Quem duvidar do vigor da democracia em nosso país que leia, escute ou veja o que dizem livremente as vozes oposicionistas. Mas isso não nos perturba. Preferimos as vozes dessas oposições – ainda quando mentirosas, injustas e caluniosas – ao silêncio das ditaduras.

Como disse o Presidente Lula, a democracia não é a consolidação do silêncio, mas a manifestação de múltiplas vozes. Nela, vai desaparecendo o espaço para que velhos coronéis e senhores tutelem o povo. Este passa a pensar com sua cabeça e a constituir uma nova e verdadeira opinião pública.

As instituições funcionam no país. Os poderes são independentes. A Federação é respeitada. Diferentemente de outros períodos de nossa história, o Presidente relacionou-se de forma republicana com governadores e prefeitos, não fazendo qualquer tipo de discriminação em função de suas filiações partidárias.

Não praticamos casuísmos. Basta ver a reação firme e categórica do Presidente Lula ao frustrar as tentativas de mudar a Constituição para que pudesse disputar um terceiro mandato. Não mudamos – como se fez no passado – as regras do jogo no meio da partida.

Como todos podem ver, temos um extraordinário alicerce sobre o qual construir o terceiro Governo Democrático e Popular. Temos rumo, experiência e impulso para seguir o caminho iniciado por Lula. Não haverá retrocesso, nem aventuras. Mas podemos avançar muito mais. E muito mais rapidamente.

Queridas companheiras, queridos companheiros.

Não é meu propósito apresentar aqui um Programa de Governo.

Este Congresso aprovou as Diretrizes para um programa que será submetido ao debate com os partidos aliados e com a sociedade.

Hoje quero assumir alguns compromissos como pré-candidata, para estimular nossa reflexão e indicar como pretendemos continuar este processo iniciado há sete anos.

Vamos manter e aprofundar aquilo que é marca do Governo Lula – seu olhar social. Queremos um Brasil para todos. Nos aspectos econômicos e em suas projeções sociais, mas também um Brasil sem discriminações, sem constrangimentos. Ampliaremos e aperfeiçoaremos os programas sociais do Governo Lula, como o Bolsa Família, e implantaremos novos programas com o propósito de erradicar a miséria na década que se inicia.

Vamos dar prioridade à qualidade da educação, essencial para construir o grande país que almejamos, fundado no conhecimento e na justiça social. Mas a educação será, sobretudo, um meio de emancipação política e cultural do nosso povo. Uma forma de pleno acesso à cidadania. Daremos seguimento à transformação educacional em curso – da creche a pós-graduação.

Os jovens serão os primeiros beneficiários da era de prosperidade que estamos construindo. Nosso objetivo estratégico é oferecer a eles a oportunidade de começar a vida com segurança, liberdade, trabalho e realização pessoal.

No Brasil temos hoje 50 milhões de jovens, entre os 15 e os 29 anos de idade. Mais de um quarto da população brasileira. E eles têm direito a um futuro melhor.

O Brasil precisa muito da juventude. De profissionais qualificados. De mulheres e homens bem formados.

Isto se faz com escolas que propiciem boa formação teórica e técnica, com professores bem treinados e bem remunerados. Com bolsas de estudo e apoio para que os alunos não sejam obrigados a abandonar a escola. Com banda larga gratuita para todos, computadores para os professores, salas de aula informatizadas para os estudantes. Com acesso a estágios, cursos de especialização e ajuda para entrar no mercado de trabalho de todo o Brasil.

Serão esses jovens bem formados e preparados que vão nos conduzir à sociedade do conhecimento

Protegeremos as crianças e os mais jovens da violência, do assédio das drogas, da imposição do trabalho em detrimento da formação escolar e acadêmica.

As crianças e os mais jovens devem ser, sim, protegidos pelo Estado, desde a infância até a vida adulta, para que possam se realizar, em sua plenitude, como brasileiros.

Um País se mede pelo grau de proteção que dá a suas crianças. São elas a essência do nosso futuro. E é na infância que a desigualdade social cobra seu preço mais alto. Crianças desassistidas do nascimento aos cinco anos serão jovens e adultos prejudicados nas suas aptidões e oportunidades. Cuidar delas adequadamente é combater a desigualdade social na raiz.

Vamos ampliar e disseminar por todo o Brasil a rede de creches, pré-escolas e escolas infantis. Um tipo de creche onde a criança tem acesso a socialização pedagógica, aos bens culturais e aos cuidados de nutrição e saúde indispensáveis a seu pleno desenvolvimento. Isso é o que está previsto no PAC 2.

Vamos resolver os problemas da saúde, pois temos um incomparável modelo institucional – o SUS. Com mais recursos e melhor gestão vamos aprimorar a eficácia do sistema. Vamos reforçar as redes de atenção à saúde e unificar as ações entre os níveis de governo. Darei importância às Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, ao SAMU, aos hospitais públicos e conveniados, aos programas Saúde da Família, Brasil Sorridente e Farmácia Popular.

Vamos cuidar das cidades brasileiras. Colocar todo o empenho do Governo Federal, junto com estados e municípios, para promover uma profunda reforma urbana, que beneficie prioritariamente as camadas mais desprotegidas.

Vamos melhorar a habitação e universalizar o saneamento. Implantar transporte seguro, barato e eficiente.

Vamos reforçar os programas de segurança pública.

A conclusão do PAC 1 e a implementação do PAC 2, junto com a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida serão decisivos para realizar esse compromisso.

Vamos fortalecer a proteção de nosso meio ambiente. Continuaremos reduzindo o desmatamento e impulsionando a matriz energética mais limpa do mundo. Vamos manter a vanguarda na produção de biocombustíveis e desenvolver nosso potencial hidrelétrico. Desenvolver sem agredir o meio ambiente, com usinas a fio d’água e utilizando o modelo de usinas-plataforma. Aprofundaremos nosso zoneamento agro-ecológico. Nossas iniciativas explicam a liderança que alcançamos na Conferência sobre a Mudança do Clima, em Copenhague. As metas voluntárias de Copenhague, assumidas pelo Brasil, serão cumpridas, haja ou não acordo internacional. Este é o nosso compromisso.

Vamos aprofundar os avanços já alcançados em nossa política industrial e agrícola, com ênfase na inovação, no aperfeiçoamento dos mecanismos de crédito, aumentando nossa produtividade.

Agregar valor a nossas riquezas naturais, é fundamental numa política de geração de empregos no País. Tudo que puder ser produzido no Brasil, deve ser – e será – produzido no Brasil. Sondas, plataformas, navios e equipamentos aqui produzidos, para a exploração soberana do Pré-sal, vão gerar emprego e renda para os brasileiros. Emprego e renda que virão também da produção em indústrias brasileiras de fertilizantes, combustíveis e petroquímicos derivados do óleo bruto. Assim, com este modelo soberano e nacional, a exploração do Pré-sal dará diversidade e sofisticação à nossa indústria.

Os recursos do Pré-sal, aplicados no Fundo Social, sustentarão um grande avanço em nossa educação e na pesquisa científica e tecnológica. Recursos que também serão destinados para o combate à pobreza, para a defesa do meio ambiente e para a nossa cultura.

Vamos continuar mostrando ao mundo que é possível compatibilizar o desenvolvimento da agricultura familiar e do agronegócio. Assegurar crédito, assistência técnica e mercado aos pequenos produtores e, ao mesmo tempo, apoiar os grandes produtores, que contribuem decisivamente para o superávit comercial brasileiro.

Todas as nossas ações de governo têm uma premissa: a preservação da estabilidade macro-econômica.

Vamos manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante.

Vamos seguir dando transparência aos gastos públicos e aperfeiçoando seus mecanismos de controle.

Vamos combater a corrupção, utilizando todos os mecanismos institucionais, como fizemos até agora.

Vamos concretizar, junto com o Congresso, as reformas institucionais que não puderam ser completadas ou foram apenas parcialmente implantadas, como a reforma política e a tributária.

Vamos aprofundar nossa postura soberana no complexo mundo de hoje. Seremos intransigentes na defesa da paz mundial e de uma ordem econômica e política mais justa.

Enfim, vamos governar para todos. Com diálogo, tolerância e combatendo as desigualdades sociais e regionais.

Companheiras e companheiros,

Faremos na nossa campanha um debate de idéias, com civilidade e respeito à inteligência política dos brasileiros. Um debate voltado para o futuro.

Recebo essa missão especialmente como um mandato das mulheres brasileiras, como mais uma etapa no avanço de nossa participação política e como mais uma vitória contra a discriminação secular que nos foi imposta. Gostaria de repetir: quero com vocês, mulheres do meu País, abrir novos espaços na vida nacional.

Queridas amigas e amigos,

No limiar de uma nova etapa de minha vida, quando sou chamada à tamanha responsabilidade, penso em todos aqueles que fizeram e fazem parte de minha trajetória pessoal.

Em meus queridos pais.

Em minha filha, meu genro e em meu futuro neto ou neta.

Nos tantos amigos que fiz.

Nos companheiros com quem dividi minha vida.

Mas não posso deixar de ter uma lembrança especial para aqueles que não mais estão conosco. Para aqueles que caíram pelos nossos ideais. Eles fazem parte de minha história.

Mais que isso: eles são parte da história do Brasil.

Permitam-me recordar três companheiros que se foram na flor da idade.

Carlos Alberto Soares de Freitas.

Beto, você ia adorar estar aqui conosco.

Maria Auxiliadora Lara Barcelos

Dodora, você está aqui no meu coração. Mas também aqui entre nós todos.

Iara Yavelberg.

Iara, que falta fazem guerreiras como você.

O exemplo deles me dá força para assumir esse imenso compromisso.

A mesma força que vem de meus companheiros de partido, sobretudo daquele que é nosso primeiro companheiro – Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse ato de proclamação de minha candidatura tem uma significação que transcende seu aspecto eleitoral.

Estamos hoje concluindo o Quarto Congresso do Partido dos Trabalhadores.

Mais do que isso: estamos celebrando os Trinta Anos do PT.

Trinta anos desta nova estrela que veio ocupar lugar fundamental no céu da política brasileira.

Em um período histórico relativamente curto mudamos a cara de nosso sofrido e querido Brasil.

O PT cumpriu essa tarefa porque não se afastou de seus compromissos originais. Soube evoluir. Mudou, quando foi preciso.

Mas não mudou de lado.

Até chegar à Presidência do país, o PT dirigiu cidades e estados da Federação, gerando práticas inovadoras políticas, econômicas e sociais que o mundo observa, admira e muitas vezes reproduz. Fizemos isso, preservando e fortalecendo a democracia.

Mas, a principal inovação que o Partido trouxe para a política brasileira foi colocar o povo – seus interesses, aspirações e esperanças – no centro de suas ações.

Olhando para este magnífico plenário o que vejo é a cara negra, branca, índia e mestiça do povo brasileiro.

Esta é a cara do meu partido.

O rosto daqueles e daquelas que acrescentam a sua jornada de trabalho, uma segunda jornada – ou terceira – a jornada da militância.

Quero dizer a todos vocês que tenho um enorme orgulho de ser petista. De militar no mesmo partido de vocês. De compartilhar com Lula essa militância.

Estou aceitando a honrosa missão que vocês me delegam com tranqüilidade e determinação.

Sei que não estou sozinha.

A tarefa de continuar mudando o Brasil é uma tarefa de milhões. Somos milhões.

Vamos todos juntos, até a vitória.

Viva o povo brasileiro!

 

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Eleições 2010: Serra tem 11% de vantagem sobre Dilma

18, fevereiro, 2010

 Os resultados do Ibope em fevereiro são mais modestos para Dilma Rousseff (PT) em relação a José Serra (PSDB) na comparação com as pesquisas CNT/Sensus e Vox Populi realizadas em janeiro.

A diferença está em 11% no Ibope contra 7% no Vox Populi e 5,4% no CNT/Sensus.

Mas a ministra de Lula mostra crescimento no levantamento Ibope. Subiu 8% desde a última pesquisa realizada em novembro. O governador paulista caiu 2%.

O cenário com Ciro Gomes (PSB) favorece a candidata petista como nas outras consultas.

Estimulada
(com Ciro)
Serra – 36%
Dilma – 25%
Ciro – 11%
Marina – 8%
Branco/Nulo – 11%
Não sabe – 9%

Estimulada
(sem Ciro)
Serra – 41%
Dilma – 28%
Marina – 10%
Branco/Nulo – 12%
Não sabe – 9%

Espontânea

Como nas demais pesquisas, Dilma consegue praticamente empatar com Serra quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores.
Lula – 23%
Serra – 10%
Dilma – 9%
Aécio – 3%
Ciro – 1%
Marina – 1%
Outros com menos de 1% – 1%
Branco/Nulo – 10%
Não sabe – 42%

Segundo turno – estimulada
Serra – 47%
Dilma – 33%
Branco/Nulo – 12%
Não Sabe – 8%

Pesquisa

O levantamento encomendado pela Associação Comercial de São Paulo ouviu 2002 eleitores em 144 municípios em todas as regiões do país entre 6 e 9 de fevereiro. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Partidos perdem quase 500 mil filiados em um ano

3, fevereiro, 2010

Em um ano, 494.113 eleitores deixaram as fileiras dos 27 partidos políticos com registro de filiados na Justiça Eleitoral.

Na comparação entre dezembro de 2009 com dezembro de 2008, a queda é de 3,97%.

Menos de 12 milhões de brasileiros são filiados a siglas partidárias de um total de mais de 132 milhões de eleitores. Percentualmente, apenas 9,06% dos eleitores são filiados.

Os números são do banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

O PMDB perdeu 99.539 filiados, mas continua com o maior número de possíveis cabos eleitorais.

O PSDB foi o segundo partido com mais baixas, 77.874 filiados deixaram o ninho tucano.

O PP continua com o segundo maior número de filiados, mas perdeu 58.170 em um ano.

DEM registrou perda significativa, 55.104 filiados. PTB (-49.139), PR (-46.232) e PDT (-37.035) também.

O PT foi o único dos grandes que teve mais adesões que saídas e ainda ultrapassou os tucanos, arregimentando 29.141 novos filiados.

Além do PT, apenas dois partidos ganharam filiados. Os nanicos PRP (13.949) e PSOL (6.691).

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Eleições: o mapa dos votos de Serra e Dilma

2, fevereiro, 2010

Nos cruzamentos da pesquisa CNT/Sensus, os desafios de cada candidato.

Na lista com quatro pré-candidatos, José Serra (PSDB) tem 33,2%. Dilma Rousseff (PT), 27,8%.

Serra alcança mais apoio no meio urbano, 34%. Dilma no meio rural, 36,9%, que concentra o menor número de eleitores.

Sexo

As mulheres estão com Serra, 33,4% contra 24% para Dilma.

Entre os homens a diferença é menor, 33% a 31,9% para Serra.

O Brasil tem 132.054.280 eleitores, sendo 68.431.038 mulheres (51,82%) e 63.469.326 homens (48,06%).

Regiões

Serra é melhor no Sul (41,9%), Norte/Centro-Oeste (35,1%) e Sudeste (34,7%).

Dilma vai bem no Nordeste (38%).

Candidato Sudeste Sul Nordeste Norte/Centro-Oeste
José Serra 34,7 41,9 25,4 35,1
Dilma Rousseff 22,7 26,5 38 24,2
Ciro Gomes 10,2 7,9 15,9 13,2
Marina Silva 8,4 5,8 4,3 7,9
Nenhum/Branco 13,5 13,4 6,3 7
NS/NR 10,6 4,5 10,2 12,6

Abaixo o peso eleitoral de cada região, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pesquisa por Região - Dezembro / 2009
Região Eleitorado %
CENTRO-OESTE 9.349.307 7,08
EXTERIOR 154.097 0,117
NORDESTE 35.679.053 27,018
NORTE 9.602.732 7,272
SUDESTE 57.520.315 43,558
SUL 19.748.776 14,955

 

Idades

Serra obtém larga vantagem entre os eleitores mais jovens.

Dilma equilibra entre os eleitores de 25 a 29 anos.

Candidato 16-17 anos 18-24 anos 25-29 anos 30-39 anos 40-49 anos 50 anos ou + TOTAL
José Serra 45,5 35,3 34,5 30,3 33,6 31,1 33,2
Dilma Rousseff 17,2 27,5 34,9 30,8 24,8 26,5 27,8
Ciro Gomes 12,1 11,1 9,9 14,6 10,7 12 11,9
Marina Silva 7,1 9 5,6 4,5 8,3 6,7 6,8
Nenhum/Branco 1 8,7 9,1 13,9 11,6 10,5 10,5
NS/NR 17,2 8,4 6 6 11 13,2 9,9

 

Estudo

Quando a escolaridade sobe, melhora o desempenho de Serra.

Dilma oscila entre os quatro níveis da pesquisa.

Candidato Primário Ginasial Colegial Superior TOTAL
José Serra 32 32,5 33,1 37,2 33,2
Dilma Rousseff 28,2 26,7 28,6 26,3 27,8
Ciro Gomes 10,5 15,7 12,1 8,3 11,9
Marina Silva 6,4 4,7 6,7 11,3 6,8
Nenhum/Branco 10 10,8 11,4 8,6 10,5
NS/NR 12,9 9,6 7,9 8,3 9,9

 

Renda

Os melhores números de Serra são com os eleitores com renda acima de 10 salários mínimos.

Dilma oscila entre as cinco faixas de renda.

Candidato Até 1 SM 1 a 5 SM 5 a 10 SM 10 a 20 SM Mais de 20 TOTAL
José Serra 30,3 33,6 31,6 37,3 50 33,2
Dilma Rousseff 28,1 28,3 25,9 26,3 26,7 27,8
Ciro Gomes 12,4 12,2 11,4 11,9 xx 11,9
Marina Silva 7 6 9,5 5,9 10 6,8
Nenhum/Branco 7,3 10,5 13,3 11 13,3 10,5
NS/NR 14,9 9,3 8,2 7,6 xx 9,9

 

 Pesquisa

A CNT/Sensus fez duas mil entrevistas em 24 estados entre os dias 25 a 29 de janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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Eleições: Dilma sobe e chega a empate técnico com Serra

1, fevereiro, 2010

A distância entre Serra e Dilma que caiu de forma moderada em 2009 é cada vez menor.

Na primeira pesquisa CNT/Sensus do ano, o governador paulista José Serra (PSDB) tem 33,2% contra 27,8% da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). A vantagem tucana em janeiro é de 5,4%. Era de 11,1% em novembro.

O cenário atual é de empate técnico, considerando-se a margem de erro de 3% para mais ou para menos.

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) perdeu fôlego e a senadora Marina Silva (PV) teve leve alta.

1º turno para presidente, lista 1 – CNT/Sensus

Estimulada (%)

Candidato nov/09 jan/10
José Serra 31,8 33,2
Dilma Rousseff 21,7 27,8
Ciro Gomes 17,5 11,9
Marina Silva 5,9 6,8
Nenhum/Branco/Nulo 11,1 10,5
NS/NR 12,1 9,9

 

1º turno para presidente, lista 2 – CNT/Sensus

Estimulada (%)

Candidato nov/09 jan/10
José Serra 40,5 40,7
Dilma Rousseff 23,5 28,5
Marina Silva 8,1 9,5
Nenhum/Branco/Nulo 14,2 10
NS/NR 14,2 10

O levantamento mostra a tendência revelada na semana passada pela pesquisa Vox Populi da TV Bandeirantes. Com Ciro Gomes candidato, Dilma tem melhor desempenho contra Serra.

Vox Populi (Jan/10) ouviu 2 mil pessoas em 23 estados e no Distrito Federal, entre os dias 14 e 17 de janeiro com margem de erro de três pontos percentuais:

José Serra 34%

Dilma Rousseff 27%

Ciro Gomes 11%

Marina Silva 6%

Brancos e nulos 10%

Indecisos/não opinaram 9% 

1º turno para presidente – CNT/Sensus

Espontânea (%)

Lula 18,7
Dilma Rousseff 9,5
José Serra 9,3
Aécio Neves 2,1
Marina Silva 1,6
Ciro Gomes 1,2
Outros 1,9
Branco/Nulo 2,6
Não sabem/Não responderam 53,1

Mais da metade (53,1%) dos eleitores está indecisa.

2º turno para presidente, lista 1 – CNT/Sensus

No cruzamento de segundo turno, Dilma reduziu a diferença para 6,9% (era de 18,6 em novembro).

Estimulada (%)

Candidato   nov/09 jan/10
José Serra  46,8 44
Dilma Rousseff   28,2 37,1
Branco/Nulo   11,9 10,1
NS/NR  13,2 8,9

Limite de voto

Menos conhecida entre os três principais candidatos, Dilma é a que consegue mais fidelidade (única que o eleitor votaria).

LIMITE DE VOTO Único que Poderia Não Não
jan/10 Votaria Votar Votaria Conhece
Presidente % % % %
Dilma Rousseff  17,9 38,5 28,4 9,4
José Serra  15,4 45,4 29,7 4,1
Ciro Gomes   8,2 47,3 30,3 7,8
Marina Silva 6,9 23,4 36,6 27,2

Lula

O crescimento da candidatura petista leva em conta a avaliação do governo Lula – o que não é surpresa.

A avaliação do governo é positiva para 71,4% dos entrevistados contra 70% em novembro e 72,5% em janeiro de 2009.

Quanto ao desempenho, 81,7% aprovam Lula. Em novembro, eram 78,9% e em janeiro de 2009, 84%.

A avaliação de emprego, renda mensal, saúde, educação e segurança melhorou na comparação com novembro de 2009.

Mas aumentou a expectativa de que as seis variáveis vão piorar neste semestre, embora o índice dos que acham que vai melhorar oscila entre 50,7% e 62,9%.

Na avaliação setorial, escola, saúde e estradas têm notas melhores que nas pesquisas anteriores. Em transporte a nota é pior e segurança ficou estável.

Política

Apenas 25,5% disseram estar acompanhando com muito interesse as eleições para presidente.

Outros 42,1% responderam ter interesse médio e 31,3% encontram-se sem interesse.

É este um terço dos eleitores que pode pender para qualquer lado, independente de ideias, propostas e histórico dos candidatos.

Pesquisa

A CNT/Sensus fez duas mil entrevistas em 24 estados entre os dias 25 a 29 de janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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Será que o Lula está bem?

28, janeiro, 2010

Funcionários do Real Hospital Português no Recife onde Lula recebeu alta abrem o sorriso.

Recuperando-se de uma crise de hipertensão, o presidente Lula embarcou para São Paulo.

Em São Bernardo do Campo deve descansar até domingo quando retorna a Brasília para voltar ao trabalho na segunda (1º/02).

O único compromisso da agenda será a participação no sábado à tarde de encontro religioso, em São Bernardo.

Ontem à noite, durante jantar oferecido pelo governador Eduardo Campos (PSB), foi constatado que a pressão arterial media 180 por 120.

De acordo com o boletim médico, 1h30 após ter sido internado, a pressão voltou ao normal.

Os riquinhos de Davos vão sentir a falta de Lula que, na véspera, prometera elevar a pressão do encontro.

No medidor das ruas, o presidente está com ótima saúde.

Em dezembro, pouco antes de completar sete anos de governo, Lula alcançou 72% de aprovação, a maior taxa de aprovação já obtida por um presidente, desde que o Datafolha começou as avaliações em 1990.

Lula obteve nota 7,7.

O governo do presidente é avaliado como ótimo ou bom por 73% dos entrevistados com renda familiar mensal até 5 salários mínimos, 67% dos com renda entre 5 e 10 salários e por 64% dos que recebem mais de 10 salários.

Em Pernambuco, onde passou a noite, Lula tem a melhor avaliação de seu governo, 85% consideram ótimo/bom.

O Datafolha ouviu 11.429 eleitores entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Roriz é condenado a indenizar Cristovam

26, janeiro, 2010

Liderando as pesquisas de intenção de voto para governador do Distrito Federal e em busca do quinto mandato, Joaquim Roriz (PSC) está em “viagem de peregrinação religiosa visitando cidades como Fátima, em Portugal, e Roma, na Itália”, desde sábado (23).

Joaquim Roriz foi condenado a pagar R$ 35 mil de indenização por danos morais ao senador e ex-governador, Cristovam Buarque (PDT).

A decisão foi do juiz da 18ª Vara Cível de Brasília e cabe recurso.

De acordo com a ação, em 14 de agosto de 2003, Joaquim Roriz, então governador, fez um discurso na chamada Invasão do Itapoã e diante de milhares de pessoas, acusou Cristovam de assassino e de não gostar de pobres. Cristovam, na época ministro da Educação, entendeu que o discurso teve grande repercussão na mídia e que o jornal circulou com a manchete “Roriz acusa Cristovam de matar 6″. Cristovam apresentou como prova o jornal e uma fita K-7 com a gravação do discurso. O pedido de indenização por danos morais era de R$ 50 mil.

No processo, Roriz argumentou que não proferiu as palavras ou frases mencionadas na ação e que não podia ser responsabilizado por notícias veiculadas em jornal. Alegou ainda que a fita era prova manifestamente ilícita. E sustentou que, se fossem superados os argumentos da contestação, o pedido ainda assim não mereceria procedência, pois os fatos ocorreram entre dois políticos adversários.

Em audiência de conciliação, não houve acordo entre as partes.

A perícia comprovou a autenticidade da gravação e fez a transcrição do discurso. Na ocasião, Roriz inaugurava uma obra pública e lembrou aos presentes sobre o confronto na Estrutural. Segundo a transcrição do discurso, Roriz disse: “o Governador é chefe da Polícia, e obrigou a Polícia a ir pra lá, e assassinou seis pessoas… seis pessoas foram assassinadas a mando do Governador anterior…”.

Na sentença, o juiz afirmou que os fatos atingiram a imagem do autor perante a população do Distrito Federal, causando-lhe prejuízos e ofendendo-lhe a dignidade. O magistrado não aceitou o argumento de que não poderia responder a ação porque os dois eram adversários políticos. Segundo o juiz, o réu “não estava acobertado por qualquer manto de imunidade (…) e não estava autorizado a emitir impropérios pessoais sem que fosse garantida ao ofendido a defesa de seu direito constitucionalmente protegido, qual seja indenização por danos morais.

O magistrado afirmou ainda que é até “compreensível”, na política, dizer que o oponente ‘não gosta de pobre’ e ’só atende o pedido dos ricos’. “Entretanto, tudo tem limite, ao pronunciar em discurso que teve grande repercussão que o autor teve participação ou mandou assassinar seis pessoas no bairro Estrutural, sai do que é ‘normal’ e adentra a esfera do ato ilícito”, concluiu.

Joaquim Roriz renunciou ao mandato de senador em 2007 para evitar o processo de cassação. Roriz foi acusado de quebra de decoro depois da divulgação de gravações de conversas telefônicas da Operação Aquarela do Polícia Civil do DF em que supostamente negociara a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Tarcísio Franklin de Moura. O rateio do dinheiro seria feita no escritório do empresário Nenê Constantino, da Gol.

Massacre da Estrutural

No governo de Cristovam, uma ação de PMs em 9 de agosto de 1998 batizada de Operação Tornado matou dois moradores da Estrutural.

A morte de um soldado numa perseguição dois dias antes na invasão teria motivado a vingança.

A Estrutural era um reduto de Roriz que, com discurso populista, estimulou a vinda de migrantes para áreas públicas no início da década de 90.

Os crimes foram utilizados por Roriz, então candidato, para superar Cristovam naquela campanha.

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Piñera vence no Chile. Como fica Serra x Dilma?

18, janeiro, 2010

Piñera comemorou a vitória com a esposa Cecilia e os filhos

Magnata, Sebastián Piñera recoloca a direita no comando chileno depois de 20 anos.

Obteve 51,60% dos votos segundo turno (fez 44,05% no 1º turno) contra 48,39% de Eduardo Frei (29,60% no 1º turno).

A campanha, centrada em 75 compromissos, teve emprego, saúde, educação, desenvolvimento econômico e combate à violência e à pobreza como eixos.

Veja a lista completa das promessas aqui

Derrotado em 2005 por Michelle Bachelet, Piñera ouviu ontem da atual presidente pedido de ”justicia y progreso social”.

2º turno – Eleições 2009

Candidato Votos Percentual  
Sebastián Piñera 3.582.800 51,60%  
Eduardo Frei 3.359.801 48,39%  
Votos válidos 6.942.601    

Piñera teve quatro anos para se recuperar da derrota para Bachelet, que mesmo com a boa avaliação de seu governo não conseguiu eleger seu sucessor.

2º turno – Eleições 2005

Candidato Votos Percentual  
Sebastián Piñera 3.236.394 46,50%  
Michelle Bachelet 3.723.019 53,50%  
Votos válidos 6.959.413    

No jogo de ideologias, a América Latina terminou 2009 com a eleição do ex-guerrilheiro José “Pepe” Mujica no Uruguai, apoiado pelo presidente Tabaré Vazquez, do qual foi ministro de Agropecuária.

Foi entrar 2010, sair da planície, para os Andes darem as costas para a esquerda.

Quando chegar outubro, a geografia política da América Latina estará na rampa do Planalto, possivelmente com José Serra e Dilma Rousseff em situações antagônicas.

A vitória da direita chilena pode ser um elixir de esperança para os tucanos. Piñera venceu o candidato de Bachelet, que não conseguiu transferir os 80% de aprovação que tinha para Frei.

Vista do alto da cordilheira, a vitória na eleição brasileira passa por dois desfiladeiros. Dilma transformar o prestígio de Lula em votos; Serra superar Dilma, afastando-a da ótima avaliação de Lula.

Isso se nenhuma avalanche eleitoral trazer novidades durante o inverno e a primavera tupiniquim.

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Eleições em SC: Amin lidera a estimulada. Colombo, a espontânea

6, janeiro, 2010

Ex-prefeita de Florianópolis, a deputada federal Angela Amin (PP) lidera os três cenários nas eleições catarinenses.

Ex-prefeito de Lages, o senador Raimundo Colombo (DEM) está em segundo. O democrata é a surpresa em relação ao quadro eleitoral de março de 2009.

Outra senadora, Ideli Salvatti (PT), vem na terceira posição.

Depois aparecem o ex-vice governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB), o atual vice Leonel Pavan (PSDB), o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), e Afrânio Boppré (PSOL).

Estimulada

datafolha-sc-est-dez-09

Colombo lidera a pesquisa espontânea que tem os indecisos como destaque, 72%.

Espontânea

datafolha-sc-esp-dez-09

O Datafolha ouviu 936 eleitores em 32 municípios catarinenses entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um intervalo de confiança de 95%.

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Eleições no RS: mantida polarização PT X PMDB

6, janeiro, 2010

Empate nos dois cenários entre o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), e o ministro da Justiça, Tarso Genro (PT), na corrida ao Palácio Piratini.

Fogaça vai melhor na capital e região metropolitana, entre os eleitores com 60 anos ou mais e com renda familiar com mais de 10 salários mínimos.

Tarso encontra mais apoio no interior, entre os eleitores de 25 a 34 anos e com mais escolaridade.

A polarização PT-PMDB é semelhante à registrada nas pesquisas anteriores.

A governadora Yeda Crusius que venceu a última eleição como “a terceira via” enfrenta o desgaste dos escândalos no seu governo. 

O deputado federal Beto Albuquerque (PSB) oscila entre 7% e 8% na terceira posição.

Os demais, incluindo o atual vice e um dos pivôs da crise no governo da tucana, Paulo Feijó (DEM), não passam de 1%.

E o número de indecisos é significativo.

Estimulada

datafolha-rs-est-dez-09

Sem apresentar os nomes, mantém-se o empate entre Fogaça e Tarso.

Já os indecisos ultrapassam os dois terços do eleitorado, 72%.

Espontânea

datafolha-rs-esp-dez-09

O Datafolha ouviu 1.053 eleitores entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009 em 37 municípios gaúchos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um intervalo de confiança de 95%. 

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Eleições no Paraná: equilíbrio entre Beto Richa e Osmar Dias

6, janeiro, 2010

Empate técnico entre o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), que tem 40%, e o senador Osmar Dias (PDT) com 38%.

O senador Álvaro Dias (PSDB) é o segundo colocado (28%) no cenário sem Beto Richa. Em março de 2009, o senador tucano aparecia à frente do senador pedetista.

Os outros pré-candidatos não passam de 5%.

Estimulada

datafolha-pr-est-dez-09

Richa é o mais lembrado também na pesquisa espontânea.

Indecisos representam 66% dos entrevistados.

Espontânea

datafolha-pr-esp-dez-09

O Datafolha ouviu 1.021 eleitores em 35 municípios paranaenses entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um intervalo de confiança de 95%. 

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Eleições em Minas: votos brancos e nulos e eleitores indecisos na liderança

6, janeiro, 2010

Impressiona a indecisão e a repulsa aos candidatos ao governo mineiro. Situação muito parecida à registrada em março de 2009.

Eleitores indecisos ou que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos concorrentes variam de 35% a 55% em cinco cenários.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), lidera oscilando entre 32% e 37%.

O ex-prefeito de BH, Fernando Pimentel (PT), tem 28% no cruzamento sem Hélio Costa.

Outro petista, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, aparece com 19% no cenário sem Pimentel e Costa.

O vice-governador Antonio Anastasia (PSDB) aparece em segundo e terceiro lugar nas listas. Vai de 10% a 14%.

Os tucanos enfrentam dificuldade semelhante à corrida presidencial na relação Lula-Dilma. Transferir a aprovaçãodo governo de Aécio a Anastasia. 

Vanessa Portugal (PSTU) alcança 9% no melhor cenário.

Maria da Consolação Rocha (PSOL) tem 3%.

Estimulada

datafolha-mg-est-dez-09

Sem apresentar os nomes dos pré-candidatos, o atual governador, Aécio Neves (PSDB), reeleito e por isso impedido de concorrer, é o líder com mais pontos que todos os concorrentes.

Eleitores mineiros confirmam as dúvidas para a sucessão de Aécio, 73% estão indecisos.

Espontânea

datafolha-mg-esp-dez-09

O Datafolha ouviu 1.075 eleitores em 42 municípios mineiros entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um intervalo de confiança de 95%.

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Eleições na BA: Jaques Wagner lidera

6, janeiro, 2010

O governador baiano Jaques Wagner (PT), que comemorou a virada com o presidente Lula, soltou fogos pela liderança na corrida à reeleição.

Oscila de 39% a 43% em quatro cenários com desempenho melhor que em março de 2009. A menor diferença é de 15% para o ex-governador Paulo Souto (DEM).

 O petista enfrenta dificuldades com as mulheres (36%), sete pontos menos que a preferência masculina. Jaques Wagner vai melhor entre os jovens, eleitores com ensino médio e com renda familiar entre dois e cinco salários mínimos.

Paulo Souto oscila entre 22% a 25% e tem números melhores no interior.

Outro democrata, o deputado federal ACM Neto, aparece com 14%.

O ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, é o terceiro colocado. Vai de 10% a 13%.

Outro peemedebista, João Henrique, prefeito de Salvador, está com 6%.

Os demais candidatos não passam de 2%.

Estimulada 

datafolha-ba-est-dez-09

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados pelos entrevistadores, Jaques Wagner lidera com boa folga.

Espontânea

datafolha-ba-esp-dez-09

O Datafolha ouviu 1.055 eleitores em 40 municípios baianos entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um intervalo de confiança de 95%.

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Os governadores e as dúvidas eleitorais para 2010

4, janeiro, 2010

 

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O Datafolha fez o levantamento entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009. As entrevistas foram realizadas em São Paulo (2050), com margem de erro de 2 pontos percentuais. No Rio de Janeiro (1120), Minas Gerais (1075), Rio Grande do Sul (1037), Paraná (1021), Santa Catarina(936), Bahia (1055), Pernambuco (1037) e Ceará (986) entrevistas com margem de erro de 3 pontos percentuais. No Distrito Federal (510) entrevistas, com margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um intervalo de confiança de 95%.

Pensando…

A avaliação de 2009 terá reflexo nas urnas, seja tentando reeleição, apoiando candidato do partido ou coligação?

A nota local interfere na eleição presidencial?

As cúpulas dão notas aos seus gestores estaduais?

E os governadores vão buscar melhor desempenho, mesmo os que estão na ponta de cima da tabela?

Marlon Herath Política

Eleições no RJ. Cabral tem um Gabeira de vantagem sobre Garotinho

25, dezembro, 2009

Espontânea

datafolha-rj-esp-dez-09

Na corrida pela reeleição, Sérgio Cabral (PMDB) tem o apoio de Lula na troca por votos cariocas para a candidata do presidente ao Planalto. Tem ampla vantagem na espontânea. Na induzida, oscila entre 36% e 39% em quatro cruzamentos com adversários.

O peemedebista tem melhor desempenho no interior e entre os eleitores jovens.

Ex-governador, Antony Garotinho (PR), que já passou pelo PT, PDT, PSB, PMDB, vai de 23% a 24%.

Já o deputado federal Fernando Gabeira (PV), conta com o prestígio de Serra para chegar ao Palácio da Guanabara e oscila entre 14% e 17%.

O ex-prefeito fluminense, Cesar Maia (DEM), está com 12%.

O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), tem 6%.

Estimulada – quatro cenários

datafolha-rj-est-dez-09

O Datafolha ouviu 1.120 eleitores em 25 municípios cariocas entre os dias 14 e 18 de dezembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um intervalo de confiança de 95%.

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Eleições: Alckmin tem 50% em SP. Adversários nem beiram 20%

25, dezembro, 2009

Espontânea

datafolha-sp-exp-dez-09

Estimuladas – quatro cenários

Secretário de Desenvolvimento de Serra, Geraldo Alckmin (PSDB), tem larga vantagem na corrida eleitoral para o governo estadual de São Paulo.

Tem pelo menos 50% dos votos nos quatro cruzamentos com adversários.

Tem mais apoio no interior paulista, entre os jovens, mais escolarizados e com mais renda.

O deputado federal Ciro Gomes (PSB), que trocou o Ceará por São Paulo, oscila entre 14% e 16%, parecido com a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), 14%.

Mas Ciro vai melhor no interior onde consegue entre 15% e 17% ao contrário de Marta, 12% no interior e 22% na capital.

A outra opção peessebista, Paulo Skaf fica com 1%. A outra alternativa petista, o deputado federal Antonio Palocci, 4%.

Deputado federal, ex-prefeito e governador e sempre candidato, Paulo Maluf (PP) com 10% supera a ex-vereadora (PPS) que oscila entre 7% e 9%.

Outro candidato pepista, o deputado federal Celso Russomano aparece com 6%.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL) tem 2%.

datafolha-sp-est-dez-09

O Datafolha ouviu 2.050 eleitores em 56 municípios paulistas entre os dias 14 e 18 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

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Eleições: Serra e Dilma e os desejos natalinos

24, dezembro, 2009

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Quatro cenários foram apresentados a 11.429 eleitores consultados pelo Datafolha em 381 municípios entre 14 e 18 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

Líder na corrida ao Planalto, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não tem mais a vantagem sobre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), registrada no início do ano. A petista praticamente dobrou o percentual. O tucano perdeu alguns pontinhos.

A dez meses das eleições, Serra ainda corre sozinho, mas precisará estabelecer paradoxos em relação às práticas lulistas, se não quiser ver a pupila do presidente colada no retrovisor. 

E as estratégias para estabelecer uma oposição de fato ao governo de Lula não vão estar no saco do Papai Noel, carregado de boas-novas para a economia em 2010, e o bom velhinho vestido de vermelho cintilante como a aprovação popular de Lula e de seu governo.

À Dilma o que é de Lula. A ministra deverá absorver o jogo-de-cintura e algumas artimanhas do presidente para reduzir o índice de rejeição nas pesquisas eleitorais. Simpatia, no entanto, não vem no trenó.

Rejeição
Dilma Rousseff (PT) – 21%
José Serra (PSDB) – 19%
Ciro Gomes (PSB) – 18%
Aécio Neves (PSDB) – 17%
Marina Silva (PV) – 17%
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum – 3%
Rejeita todos/não votaria em nenhum – 3%
Não sabe – 16%

Segundo turno

Ficará para as próximas pesquisas saber o efeito que teve a desistência do governador mineiro. Aécio Neves (PSDB) anunciou que saiu do páreo para a presidência no dia 17, quando a pesquisa já estava sendo fechada.

O pré-candidato Ciro Gomes (PSB), deputado federal pelo Ceará, também tem a opção de concorrer a governador em São Paulo. O cenário estará claro até março.

A senadora Marina Silva (PV) é a última colocada, mas tem a menor rejeição. Já integrou o governo Lula e foi para um partido alinhado com o ninho tucano. O maior desafio será estabelecer diferenças com os ponteiros. 

datafolha-presidente-seg-turno-dez-09

 

 Conhece ou não

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Eleições: Serra venceria no primeiro turno. Dilma cresce, mas rejeição também sobe

8, dezembro, 2009

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A última pesquisa CNI-Ibope do ano traz um cenário de vitória no primeiro turno o candidato tucano. José Serra subiu para 38% contra 36% dos três adversários juntos.

Em relação a setembro, José Serra (PSDB) cresceu 3%, Dilma Rousseff(PT) 2%, Ciro Gomes (PSB) caiu 4% e Marina Silva (PV) 2%.

Dilma assume o segundo lugar desbancando Ciro.

A pesquisa foi feita entre os dias 26 e 30 de novembro. O escândalo do Democratas em Brasília estourou no dia 29 de novembro, portanto não houve tempo para os entrevistados refletirem se a Caixa de Pandora modifica suas escolhas em relação à corrida presidencial.

Com Aécio, Ciro lidera

 pesquisa-cni-ibope-corrida-presidencial-ii-dez-09

 Quando a lista aponta Aécio Neves como o candidatodo PSDB, Ciro Gomes mantém a ponta mesmo caindo 2%, percentual que Dilma Rousseff cresceu.

Dilma tem a maior rejeição

 pesquisa-cni-ibope-corrida-presidencial-iii-dez-09

Serra e Ciro são os candidatos mais conhecidos do eleitor, com maior probabilidade de voto e com menor rejeição.

Dilma tem que enfrentar ela mesma. O índice de rejeição à candidata de Lula chega a 41% (em junho era de 34%).

Pesquisa

A CNI-Ibope ouviu dois mil e dois eleitores em 143 cidades entre 26 e 30 de novembro. A margem de erro é de dois por cento.

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Ricos e mais escolarizados melhoram avaliação do governo Lula

8, dezembro, 2009

 

Fonte: CNI-Ibope

Fonte: CNI-Ibope

72% dos entrevistados avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, melhora de 3% em relação a setembro. O desempenho do presidente retorna ao patamar pré-crise financeira em 2008.

Já a aprovação ao jeito do presidente governar subiu para 83%.

Entre as mulheres a avaliação de Lula ficou estável (69%). Já entre os homens, Lula foi mais convincente (76%).

Na faixa de instrução menos otimista, eleitores com nível superior, Lula obteve o maior crescimento alcançando 64% entre os que avaliam como ótimo ou bom.

Entre as regiões, a Sudeste foi onde o governo mais cresceu no intervalo de três meses (68%), mas a Nordeste segue como o paraíso (83%). 

Fonte: CNI-Ibope

Fonte: CNI-Ibope

Moradores de cidades da periferia, onde os problemas urbanos de saneamento, segurança e saúde são mais acentuados, são os mais otimistas em relação a Lula. Melhoraram a avaliação do governo chegando a 73%.

Mas ninguém foi mais otimista que os eleitores com ótima renda. Entre os que gozam de renda familiar com mais de 10 salários, a avaliação positiva alcançou 69%, apenas 4% abaixo dos entrevistados com renda familiar até dois salários.

Entrevistados deram também nota média 7,7 ao governo de Lula, um décimo abaixo da melhor que foi obtida em dezembro de 2008.

Pesquisa

Foram entrevistados dois mil e dois eleitores em 143 cidades entre 26 e 30 de novembro.

A margem de erro é de 2%.

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Eleições: Serra cai 7,7%; Dilma sobe 2,7%

24, novembro, 2009

pesquisa-cnt-sensus-presidente-2010-nov-09Com a avaliação do governo de volta aos 70%, o presidente Lula é o preferido na escolha espontânea para 2010. 

Os entrevistados estão indicando um terceiro mandato de Lula, suspeita de que o eleitor está longe de se preocupar com a corrida presidencial.

Pouco mais da metade, 51,6%, não sabe ou não respondeu a pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT/Sensus).

Serra em queda

Na lista 1,  José Serra, que há dois meses tinha 39,5%,pesquisa-cnt-sensus-presidente-2010-lista-1-nov-09 despencou para 31,8%.

Dilma Rousseff estava com 19% em setembro. Agora aparece com 21,7%.

Ciro Gomes mantém-se próximo de Dilma, mas 4,2% atrás. Marina Silva fica com 5,9%.

Aécio x Dilma x Ciro x Marina

Com essa lista, a candidata do PT não avança, os tucanos caem ainda mais e o PSB pula pra ponta.

Ciro lidera com 25%;seguido de Dilma, 21,3%; Aécio, 14,7%; e Marina, 7,3%.

Serra venceria Dilma no segundo turno

José Serra alcança 46,8% (49,9% em set/09) das preferências contra 28,2% de Dilma Rousseff (25% em set/09).

Na disputa contra Aécio, Dilma venceria por 36,6% a 27,9% (35,8% a 26% em set/09).

Na hipótese Ciro x Dilma, Ciro Gomes venceria o segundo turno por 35,1% a 31,5%.

Vices em baixa

O levantamento também estimulou o voto em chapas. O resultado é praticamente o mesmo obtido nas listas com apenas o candidato a presidente.

  • 1ª alternativa:

José Serra / Aécio Neves 35,8%
Dilma Rousseff / Michel Temer 23,9%
Ciro Gomes / Carlos Lupi 16,1%
Marina Silva / Guilherme Peirão Leal 5,2%
Branco/Nulo 7,4%
NS/NR 11,8%

  • 2ª alternativa

Aécio Neves / José Serra 31,0%
Dilma Rousseff / Michel Temer 22,6%
Ciro Gomes / Carlos Lupi 18,1%
Marina Silva / Guilherme Peirão Leal 5,3%
Branco/Nulo 8,1%
NS/NR 15,0%

Se o PT ainda não definiu o candidato a vice, o PSDB mantém o impasse entre Serra e Aécio para a cabeça de chapa.

Quanto aos votos que Lula poderá transferir, o candidato apoiado pelo presidente tem apoio de 20,1% (único que votaria) e 31,6% (poderia votar).

Pesquisa

A CNT/Sensus ouviu duas mil pessoas entre os dias 16 e 20 de novembro. A margem de erro é de ± 3%.

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Corrupção na urna, hipocrisia na fossa

6, outubro, 2009

Vender o voto é um hábito vergonhoso tão antigo quanto o coronelismo. Uma pesquisa do Datafolha revela que 10% já mudaram ou decidiram o voto em uma eleição em troca de emprego ou favor.

O resultado foi diferente por regiões. Nordeste (14%), Norte/Centro-Oeste (12), Sudeste (7%) e Sul (6%).

A proporção, um em cada 10, refere-se apenas aos que admitiram aos pesquisadores. Se fosse uma “resposta de cabresto”, qual poderia ser o universo?

Percentual menor (6%) admite já ter mudado ou decidido o voto em troca de dinheiro. Em troca de algum presente (5%).

Juventude vende mais

Sem distinção de idade, admitem que aceitariam dinheiro para trocar de voto, 12% (15% dos homens contra 10% das mulheres). Entre jovens de 16 a 24 anos, sobe para 18% contra 6% entre os com sessenta anos ou mais.

Pesquisa

O Datafolha entrevistou 2.122 pessoas em 150 municípios entre os dias 4 e 6 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Marina cansou por PT não priorizar a questão ambiental

19, agosto, 2009

A bandeira ambientalista de Marina Silva estava hasteada a meio-pau no PT.

O novo mastro será no PV onde Marina acredita que poderá construir ”um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.”

Lula

No governo do presidente Lula, a senadora disse que “faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.”

Íntegra da carta ao presidente do PT(grifos do blog)

Caro companheiro Ricardo Berzoini,

Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.

O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.

Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.

Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.

Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.

É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas políticas para mantê-las.

Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte pro quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.

Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos

Saudações fraternas

Marina Silva

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Marina sai do PT e PV já prepara festa para recebê-la

19, agosto, 2009

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Mercadante e Berzoini atenderam ao telefonema de Marina Silva pela manhã sabendo que não tinham mais nada a fazer.

Aliás, já faz um bom tempo que o partido e Lula tratam Marina,  há 30 anos no PT, com desprezo.

Marina pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente em maio do ano passado, depois de cinco anos enfrentando o que considerou “resistências” às ações dela na pasta. Marina saiu em meio a pressões por causa da demora no licenciamento ambiental de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Marina foi eleita para o Senado pela primeira vez, aos 36 anos, a senadora mais jovem da história.

Nova bandeira e candidatura

O Partido Verde dá como certa a filiação de Marina e uma candidatura à presidência da república.

A direção do PV informou hoje que “Marina indicará nove integrantes de sua equipe que, juntamente como ela própria, ingressarão na Executiva Nacional do PV e, juntamente com onze membros atuais da Executiva, formarão uma Coordenação Nacional destinada a tratar, prioritariamente, da elaboração do texto base para os novos programas partidário (20 anos) e de governo (5 anos) pela campanha presidencial.”

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Lula nas alturas, Congresso na fogueira

18, agosto, 2009
Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Lula defende Sarney, posa com Collor e Renan, enxota a bancada petista no Senado e a avaliação segue nas alturas.

Quem se importa com quem o presidente abraça ou joga na sarjeta?

Reuniu-se com a tropa de choque e o próprio Sarney por várias vezes durante a crise do Senado. Orientou, mandou, motivou brigas e depois criticou o Senado pelos bate-bocas! 

Até o calendário do futebol ele quer mudar!

Lula opina sobre tudo e essa é uma virtude da exposição positiva do presidente.

De acordo com o Datafolha, a aprovação ao governo do presidente oscilou dois pontos para baixo, mas continua em patamar recorde.

Caiu de 69% para 67%, o percentual de ótimo ou bom.

O inferno é o limite

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Já deputados e senadores obtiveram desempenho negativo na pesquisa. Obviedade. 

A atual composição do Congresso Nacional, eleita em 2006, foi avaliada como ruim ou péssimo por 44% dos entrevistados do Datafolha.

A crise atual do Senado e as denúncias contra Sarney dão resultado semelhante a novembro de 2007, quando Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente licenciado do Senado, era o foco das denúncias.  Naquele mês, 45% dos entrevistados consideraram o Congresso ruim ou péssimo.

Homens reprovam mais os parlamentares que as mulheres, 51%, contra 38% das mulheres. Os mais escolarizados também, 59% ante 37% dos que fizeram o ensino fundamental.

Pesquisa

 

A pesquisa realizada entre os dias 11 e 13 de agosto ouviu 4.100 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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PIB cai e aprovação de Lula aumenta

9, junho, 2009

Enquanto a equipe econômica confirma a queda do PIB em 0,8% no primeiro trimestre em relação ao período anterior, a avaliação de Lula segue intocável, mesmo com a marola-tsunami da crise financeira mundial. A aprovação do presidente subiu para 80% de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, enquanto 16% desaprovam.

A economia entra em recessão e a opinião do eleitor sobre Lula e o governo não sofre nenhum arranhão.

Há três meses, a aprovação era de 78% e a desaprovação, 19%. No Nordeste, a aprovação chega a 92% contra 66% registrada na região Sul.

Os entrevistados pela pesquisa também consideram acertadas as medidas tomadas pelo governo para enfrentar a crise.

Fonte: CNI/Ibope

Fonte: CNI/Ibope

Avaliação do governo

Já a avaliação do governo voltou a crescer, 68% consideram o governo Lula como “ótimo” ou “bom” e 8% o avaliam como “ruim” ou “péssimo”. Em março, esses índices correspondiam, respectivamente, a 64% e 10%.

Nota 7,5

Os entrevistados atribuíram nota 7,5 ao governo contra 7,4 registrada em março.

Marlon Herath Política

Nova pesquisa consolida Serra em primeiro com Dilma crescendo

9, junho, 2009

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera a intenção de voto para a eleição presidencial de 2010, com 38% de menções, na primeira pesquisa CNI-Ibope.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), aparece em segundo lugar, com 18% das intenções, seguida do deputado federal Ciro Gomes (PPS/CE), que registrou 12% das intenções.

Ainda no cenário com o governador paulista, a senadora Heloísa Helena aparece com 7% das intenções de voto. Dos entrevistados, 13% disseram que votarão em branco, ou anularão o voto, e 12% não souberam apontar um candidato.

A pesquisa CNI/Ibope foi realizada entre os dias 29 de maio e 1º de junho, com 2.002 eleitores de 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o grau de confiança, de 95%.

Aécio em terceiro

No cenário em que o candidato do PSDB à presidência é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, os pré-candidatos Ciro Gomes e Dilma Rousseff estão tecnicamente empatados na liderança das intenções de votos. Ciro registra 22% de assinalações e Dilma 21%. Aécio fica empatado com Heloisa Helena, ele com 12%, ela com 11% das intenções de voto. Nesse cenário, os votos em branco e nulos são 18% e os eleitores que não sabem em quem votarão são 12%.

Serra é o mais conhecido; Dilma, apenas a terceira

A pesquisa também investigou o grau de conhecimento que os pré-candidatos têm entre os eleitores. Serra registra os maiores índices de conhecimento. Quase um terço (31%) dos entrevistados disseram que o conhecem bem, sabem muito sobre ele e sobre o que ele já fez. Ciro Gomes atinge 13%, ante 9% de Dilma Rousseff e Aécio Neves e 8% de Heloísa Helena.

Entre os eleitores que conhecem mais ou menos o candidato, sabem algo sobre ele e o que ele já fez, Serra lidera novamente com 45% das respostas, ante 39% de Ciro, 27% de Dilma e Heloísa e 20% de Aécio.

Pesquisas recentes

CNI/Ibope (29/05 a 01/06)
Serra – 38%
Dilma – 18%

CNT/Sensus (25 a 29/05)
Serra – 40,4%
Dilma – 23,5%

Datafolha (26 a 28/05)
Serra – 38%
Dilma – 16%

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PEC do terceiro mandato está de volta

5, junho, 2009

Depois de sofrer represália dos principais líderes partidários que convenceram 17 parlamentares a retirar as assinaturas na semana passada, o deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) reapresentou na noite de ontem a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que permite um terceiro mandato consecutivo para presidente da República, governadores e prefeitos. A PEC (373/09) foi reapresentada com 176 assinaturas de apoio – eram necessárias 171.

Para a regra valer já nas eleições de 2010, a Câmara e o Senado teriam que aprovar a mudança constitucional até setembro deste ano.

Corrida contra o tempo

Caso seja admitida na CCJ, a proposta será analisada por uma comissão especial. Só então será votada em dois turnos pelo plenário da Câmara e, depois, enviada ao Senado.

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PSDB, PT e PSB pedem a cassação do mandato de Roseana Sarney por infidelidade partidária

5, junho, 2009

Os diretórios estaduais maranhenses do PSDB, PT e PSB apresentaram recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pedem a perda do mandato da atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), por suposta infidelidade partidária. Os partidos argumentam que a governadora deixou o PFL (atual DEM) – partido pelo qual se candidatou em 2006 -, e assumiu o governo estando filiada ao PMDB, o que configuraria a infidelidade.

Roseana ficou em segundo lugar no pleito de 2006, mas foi empossada como governadora em 17 de abril deste ano devido à cassação do mandato do eleito, Jackson Lago (PDT), por prática de abuso de poder político.

O recurso pede a perda do mandato da governadora e a diplomação e posse da chapa que ficou em terceiro lugar, ou que seja determinada a realização de novas eleições.

O terceiro colocado foi Edson Vidigal (PSB) que obteve 14,2% dos votos (387.337), na coligação com PRB / PT / PMN / PSB / PC do B, menos de um terço de Roseana que venceu o primeiro turno com 47,2% (1.282.053 votos) contra Jackson Lago que obteve 34,35% (933.089 votos). No segundo turno Lago superou Roseana por menos de 98 mil votos.

Defesa
A governadora argumenta que os partidos não têm legitimidade para propor o pedido. Quem poderia reclamar o cargo seria o DEM, mas esta legenda “não está a reclamar pelo prejuízo”, ressalta Roseana.

Além disso, para a atual governadora, não há que se falar em infidelidade, uma vez que ela disputou o cargo pela coligação “Maranhão a força do povo”, formada  pelo então PFL e pelo próprio PMDB, partido ao qual está filiada. Roseana reitera ainda que mudou de legenda antes da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o mandato pertence ao partido. (Com informações do TSE)

Roseana

A governadora se recupera de uma cirurgia para retirada de um coágulo no cérebro. Nesta manhã, o estado de saúde de Roseana melhorou, ela está consciente, em observação no hospital Albert Einstein em São Paulo.

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Idoneidade e reputação

4, junho, 2009

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a proposta que condiciona o registro de candidatura a cargo eletivo à comprovação de idoneidade moral e reputação ilibada. A exigência de ficha limpa para candidatos. De autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), o projeto recebeu decisão terminativa, o que garante a possibilidade de que vá para exame na Câmara dos Deputados sem passar pelo plenário do Senado.

O texto submete os candidatos a postos eletivos às mesmas exigências feitas a pessoas que prestam concurso para cargos públicos. Moral e reputação, aliás, são exigências profissionais e pessoais fundamentais para se obter confiança do público.

E será o juiz eleitoral que vai decidir se o candidato atende aos requisitos de idoneidade na hora de conceder o registro.

O projeto é mais duro que a Lei de Inegibilidades ainda sem votação em plenário e que impede o registro de candidatos condenados, em qualquer instância, pela prática de determinados crimes ou por improbidade administrativa.

Por meio de recursos judiciais, candidatos com ficha suja poderiam adiar o julgamento de ações, impedindo eventuais condenações.

A nova proposta é uma medida que vai oferecer ao eleitor mais informações sobre a vida passada dos candidatos.

Projeto

Acesse aqui a íntegra da proposta.

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Eleições 2010: Alckmin lidera disputa em São Paulo

2, junho, 2009

Há cerca de um ano e meio das eleições, Geraldo Alckmin (PSDB), segue em primeiro na pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo.

Alckmin x Marta

O pré-candidato tucano alcança 47% das preferências, seis pontos percentuais a mais do que o observado em meados de março (41%), e significativamente acima das menções a Marta Suplicy (PT), que obtém 15%. Neste cenário, Paulo Maluf (PP) teria 9%, Luiza Erundina (PSB) ficaria com 6% e Soninha (PPS), com 5%. Votariam em branco ou nulo 10%, enquanto 4% estariam indecisos.

Escolheriam Alckmin nessa situação principalmente os mais escolarizados (54%) e os de maior renda familiar (56%), enquanto que Marta ficaria acima da média entre os mais jovens (20% entre os que têm entre 16 e 24 anos).

Marta x Aloysio

Na segunda hipótese de candidaturas apresentada, ainda com Marta pelo PT e Aloysio Nunes pelo PSDB, a ex-prefeita de São Paulo tem 25% das preferências (era de 19% em março passado), enquanto que Paulo Maluf fica com a segunda maior taxa de menções (15%), seguido por Luiza Erundina com 10%, e Soninha, com 8%. Aloysio foi citado por 2%. Nulos ou votos em branco (25%), e 7% revelam-se indecisos.

Alckmin x Palocci

No terceiro cenário, o candidato do PT seria Antonio Palocci e o do PSDB, Geraldo Alckmin que, com 49% das citações, lideraria a disputa, com grande vantagem sobre Paulo Maluf, mencionado por 11%, e sobre Luiza Erundina, que teria 8%. Em relação à mesma situação testada em março passado, Alckmin oscilou positivamente quatro pontos percentuais. Outros 6% escolheriam Soninha, enquanto que apenas 3% optariam por Palocci. Em relação a esse cenário, declaram intenção de voto branco ou nulo 12%, e 5% dizem não saber em quem votariam.

Palocci x Aloysio

Com o nome de Palocci, pelo PT, e de Aloysio Nunes pelo PSDB, no quarto cenário investigado, 17% fazem menções a Paulo Maluf (eram de 20% em março), 14% citam Luiza Erundina, e outros 11%, Soninha. Palocci atinge 7% da preferência, enquanto Aloysio tem 2%. Já, Campos Machado (PTB) e Paulinho (PDT) obtêm 4% de menções, cada. Esta é a hipótese que apresenta a maior taxa dos que votariam nulo ou em branco (29%), bem como dos que não souberam escolher um nome dentre os apresentados (9%).

Alckmin x Haddad

O Datafolha apresentou Alckmin pelo PSDB e Fernando Haddad como candidato do PT como um quinto cenário de disputa possível. Alckmin venceria, com 50% das preferências. Maluf tem 11% das citações, Luiza Erundina alcança 8%, Soninha 6%, enquanto Haddad seria a opção de 1%. Declaram voto branco ou nulo 12% e mostram-se indecisos 5%.

Alckmin x Emídio

Além dos cinco cenários acima, testados pela segunda vez este ano, o Datafolha apresentou um sexto quadro de candidatos a governador aos entrevistados, com a alternativa de Emídio de Souza pelo PT. Alckmin aparece na frente, com 48%, bem à frente de Paulo Maluf, que seria o escolhido de 12%, além de Erundina, preferida por 8%, e Soninha, por 7%.

Serra e indecisos

Dois candidatos são os mais citados em menções espontâneas: o atual governador José Serra, com 11% de citações, e Geraldo Alckmin, com 8%. Serra mantém praticamente o mesmo percentual verificado na pesquisa de março deste ano (12%), o mesmo ocorrendo com Alckmin, que tinha 9% naquela ocasião.

A maioria dos paulistas, entretanto, revela-se ainda indecisa sem a apresentação de nomes (59%, ante 56% de dois meses atrás).

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de maio de 2009, com 2.058 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, para o total da amostra.

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Aprovação de Lula volta a subir

2, junho, 2009

A avaliação positiva do governo Lula voltou a subir, chegando a 69,8% (ótimo e bom) contra 62,4% em março e 72,5% em janeiro, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

Já a aprovação do desempenho pessoal de Lula situa-se em 81,5% e a desaprovação em 15,7%. Em março de 2009 a aprovação registrava 76,2% e a desaprovação 19,9%.

Pesquisa

A pesquisa feita entre 25 e 29 de maio ouviu duas mil pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de 3%.

Acesse a íntegra aqui.

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Dilma sobe ponto a ponto na corrida presidencial

2, junho, 2009

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

A ministra Dilma Rousseff voltou a subir na pesquisa de intenção de voto para 2010.

Há pouco mais de um ano da eleição presidencial, a candidata de Lula não pode ser tratada mais como uma desconhecida. Mesmo que só um terço dos eleitores diz conhecê-la, a cada pesquisa Dilma avança em popularidade e reduz a distância para o tucano José Serra.

Pesquisa CNT/Sensus mostra Dilma muito próxima de Serra no cenário de opiniões espontâneas (quando não são apresentados os nomes de candidatos): Lula, 26,2%; José Serra, 5,7%; Dilma Rousseff, 5,4%,; Aécio Neves, 3,0%; Ciro Gomes, 1,1%; sem candidato,  58,6%.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

Dilma também cresce quando os candidatos foram colocados na lista.

Na primeira, Serra perdeu 5 pontos em relação a março ficando com 40 por cento e Dilma subiu 8, alcançando 23%.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

Na segunda, a ministra-chefe da Casa Civil supera o governador mineiro Aécio Neves por 27% a 18%. Heloísa Helena empata com o tucano de Minas.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

Outros dois cenários com Ciro e Heloísa.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

2º turno
José Serra venceria, apesar de cair de 53% para 49% no intervalo de dois meses. Dilma Rousseff subiu 7 pontos, alcançando 28,7%.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

A pesquisa quis saber o nível de conhecimento da população com relação aos candidatos.

Serra
52,0% dos entrevistados conhecem Serra; 42,9% já ouviram falar e 3,7% não conhecem e nem ouviram falar.

Aécio
26,1% dos entrevistados conhecem Aécio Neves; 38,9% já ouviram falar e 33,2% não conhecem e nem ouviram falar.

Dilma
32,8% dos entrevistados conhecem Dilma Rousseff, 39,2% já ouviram falar e 26,1% não conhecem e nem ouviram falar.

Ciro
36,1% dos entrevistados conhecem Ciro Gomes, 50,3% já ouviram falar e 12,4% não conhecem e nem ouviram falar.

Cenário

Antes das convenções, o eleitor dá mostras que a aprovação de Lula por mais de dois terços dos eleitores beneficia a pré-candidata do PT. Desde o ano passado, Dilma vem crescendo ponto a ponto na disputa eleitoral. Mesmo quando a crise financeira arranhou a avaliação de Lula, Dilma continuou subindo. A pesquisa de maio mostra que a pré-candidata já consegue quase 20 pontos na região Sudeste, reduto de Serra, que concentra o maior número de eleitores. E o tratamento de Dilma contra um câncer linfático não mudou a opinião do eleitor.

Cedo ou não, a pesquisa manda um recado ao PSDB. É preciso definir as posições de Serra e Aécio. Até agora a estratégia de promovê-los só encontrou cabos eleitorais, peças dentro do partido que podem confundir o eleitor.

Pesquisa

A pesquisa feita entre 25 e 29 de maio ouviu duas mil pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de 3%.

Acesse aqui a íntegra. E aqui o relatório de cruzamentos.

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Deputado tenta reapresentar PEC do Terceiro Mandato

29, maio, 2009

Jackson Barreto (PMDB-SE) estranhou a reação rápida de líderes partidários que convenceram 17 deputados a recuar do apoio ao requerimento dele. A manobra foi concluída antes da meia-noite dessa quinta (28).

O deputado vai retomar a coleta de assinaturas para reapresentar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite um terceiro mandato consecutivo para presidentes da República, governadores e prefeitos.

O requerimento tinha 183 assinaturas de parlamentares, 12 a mais que o necessário, inclusive de integrantes da oposição. Líderes dos partidos pressionaram e 17 retiraram os nomes do pedido, o que obrigou o retorno da PEC ao deputado.

Pela proposta, respaldados pelo voto, chefes do Executivo poderiam chegar a 12 anos de poder ininterrupto.
Além da aprovação no Congresso, a PEC precisaria passar por um referendo popular em setembro. Jackson Barreto corre contra o tempo, carregado pelo oportunismo.

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Deputado apresenta proposta do terceiro mandato

28, maio, 2009
Deputado Jackson Barreto. Foto Diógenis Santos/Ag. Câmara

Deputado Jackson Barreto. Foto Diógenis Santos/Ag. Câmara

Presidente da República, governadores e prefeitos poderão ser eleitos por até dois períodos imediatamente subsequentes.

A síntese da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) institui o terceiro mandato no Brasil – caso seja aprovado no Congresso. Antes, porém, teria que passar por um referendo popular em setembro. O autor da PEC, Jackson Barreto (PMDB-SE) promete protocolar a proposta ainda hoje na Câmara. O requerimento, segundo ele, tem 192 assinaturas de parlamentares de todos os partidos, mas nenhuma de líder partidário.

“É uma questão que deixa a oposição ao governo Lula muito ouriçada”, afirma o deputado que corre contra o tempo para a emenda valer já em 2010. Ele acredita que se houver vontade política, haverá prazo.

A ideia já recebeu críticas dos presidentes do STF e TSE e, publicamente, nunca teve apoio de Lula que confia na manutenção da candidatura de Dilma em 2010.

Ao defender a permanência de Lula no poder, Jackson Barreto se apoia no que o presidente fez até agora, principalmente para a região Nordeste que “levantou a auto-estima do povo nordestino.”

O autor da PEC se declara um “cidadão do mundo” e diz que segue a cantoria de Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

Acompanhe a entrevista ao blog.

Como o senhor preparou a PEC?
Nós coletamos as assinaturas até o final de abril. Em seguida veio o anúncio da doença da ministra [Dilma], dei uma recuada e agora novamente ampliou-se essa discussão sobre o caso de saúde da ministra e eu, por uma questão ética, preferi não protocolar antes do final de maio. A proposta prevê o referendo popular e admite o terceiro mandato.

A apresentação da proposta precisa de 171 assinaturas. O senhor tem quantas?
Cento e noventa e duas. São deputados de todos os partidos, prefiro não citar nomes.

Existem sempre essas pressões, é uma questão que deixa a oposição ao governo Lula muito “ouriçada” porque se sabe que politicamente seria uma disputa muito complicada.

Inclusive na oposição?
Tem, tem assinaturas. Eu não sem como essas pessoas vão se comportar depois quando a emenda for protocolada, vir a público. Existem sempre essas pressões, é uma questão que deixa a oposição ao governo Lula muito “ouriçada” porque se sabe que politicamente seria uma disputa muito complicada. Mas tenho o número exigido por lei.

Por que o terceiro mandato?

Um deputado reflete o pensamento de suas bases e o sentimento de seu povo. Eu sou nordestino, sou sergipano e eu sinto o desejo e a ansiedade das minhas bases políticas de criar as condições para que Lula continue governando o país na orientação que ele vem dando a política econômica, credibilidade no país no exterior, tudo o que ele fez em favor do nordeste, levantou a auto-estima do povo nordestino, melhorou o IDH, as condições de vida da população e eu não falo apenas do Bolsa Família, mas de obras estruturantes como o PAC, Luz para Todos, agricultura familiar, ProUni, ampliação das escolas técnicas profissionais. Nunca se fez tanto pelo Nordeste como o governo de Lula.

Quando Fernando Henrique Cardoso bancou pelo preço e custo que teve a reeleição dele não se discutiu a reeleição dele, não se discutiu um referendo popular e nem por isso se agrediu a democracia. A emenda que vou apresentar prevê o referendo, nada mais democrático que o povo dizer se quer ou se não quer um terceiro mandato.

Permitir que governantes cheguem a até 12 anos consecutivos de mandato, isso não vai contra a democracia?
Não concordo. Porque se formos olhar a história do mundo, quantos anos Winston Churchill governou a Inglaterra? A Margaret Thatcher? Sei que foram mais de oito anos. [Churchill foi primeiro ministro entre 1940 e 1945, e 1951 e 1955; Thatcher, entre 1979 e 1990]. No entanto, a Inglaterra se coloca para o mundo como um exemplo de democracia.

Quando você faz um referendo popular e governa o país como governa o presidente Lula, eu acho que não dá nenhum risco à democracia. Muitas vezes determinadas emendas e projetos atentam mais contra a democracia do que esta que deixa muito claro o jogo. Quando Fernando Henrique Cardoso bancou pelo preço e custo que teve a reeleição dele não se discutiu a reeleição dele, não se discutiu um referendo popular e nem por isso se agrediu a democracia. A emenda que vou apresentar prevê o referendo, nada mais democrático que o povo dizer se quer ou se não quer um terceiro mandato.

Haverá tempo para a tramitação do projeto?
O prazo é pequeno. Nessa Casa, as coisas funcionam dependendo da vontade política. Se tiver que acontecer, prazo existe porque tem o regimento e se amanhã – ah, o prazo é curto. Você dispensa os prazos regimentais e as coisas tramitam e funcionam normalmente. Prazo existe, basta ter vontade política.

Líderes como Ricardo Berzoini, presidente do PT são contra a proposta, inclusive o seu, Henrique Alves, líder do PMDB.
Sei, mas eu não vou orientar o meu comportamento pela vontade do meu líder e pela vontade do líder do PT. Eu estou usando as minhas prerrogativas enquanto parlamentar. Eu tenho esse direito, esse poder. Amanhã, quem for contra vote contra e derrote ou aprove. É o processo democrático.

Neste momento não estou defendendo interesses de ninguém a não ser da minha da minha consciência, da minha cabeça, do meu comportamento e da minha história. Segundo, não tenho nenhuma diretoria dos órgãos do governo indicada por Jackson Barreto. Terceiro, não indiquei nenhum cargo no governo, nenhum ministério tem indicação minha, então eu não estou aqui defendendo interesses.

Sou funcionário público aposentado. De sorte que eu sou um cidadão do mundo. E o projeto eu sigo aquela máxima de Vandré: “Quem sabe faz a hora não espera acontecer”. Quem quiser discutir uma tese, vamos discutir.

PEC do terceiro mandato

Acesse o texto aqui.

Marlon Herath Política , ,

Terceiro mandato teria apoio da oposição?

20, maio, 2009

Mesmo que Lula negue querer um terceiro mandato, ampliando de oito para 12 anos sua permanência como presidente da república, há no Congresso ideias contrárias.

O deputado federal Jackson Barreto (PMDB-SE) quer apresentar até o fim do mês a proposta de emenda constitucional para que o presidente Lula concorra a nova reeleição. É a vontade do Nordeste, justifica o parlamentar.

A emenda prevê a realização de um referendo em setembro, para valer já para a eleição de 2010, revela uma reportagem da Folha de SP.

Barreto já teria o mínimo de 171 assinaturas de deputados (16 delas dos oposicionistas do PSDB, DEM e PPS) para protocolar a proposta, que prevê duas reeleições para presidente, governador e prefeito.

Ouça o comentário abaixo.

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Doação de relógios, ventiladores, fogões e panelas leva ex-prefeito e atual ao banco dos réus

15, abril, 2009

Coari fica a 363 km a sudoeste de Manuas. Foto MDS

O Ministério Público Eleitoral no Amazonas (MPE/AM) pediu a condenação do ex-prefeito de Coari Manoel Adail Amaral Pinheiro, do atual prefeito Rodrigo Alves da Costa, do vice Leondino Coelho de Menezes, dos vereadores Adão Martins da Silva e José Henrique de Oliveira Feitas e do ex-vereador Raimundo de Souza Torres, por abuso de poder político e econômico e prática de condutas proibidas nas eleições de 2008.

Liquidificador e outros prêmios

Em maio do ano passado, a prefeitura de Coari promoveu um evento festivo intitulado “Comemoração do Dia das Mães”, quando o prefeito Adail Pinheiro distribuiu 4.956 prêmios, sendo 120 liquidificadores, 120 ferros elétricos, 240 ventiladores de pé, 240 ventiladores de mesa, 996 relógios de pulso, 240 refrigeradores, 240 fogões, 240 televisores, 120 máquinas de lavar, 120 DVDs, dentre outros prêmios menores.

Os prêmios foram distribuídos em 12 festas realizadas por todos os bairros de Coari, com a presença de Rodrigo Alves da Costa, Leondino Coelho de Menezes, Raimundo de Souza Torres, Adão Martins da Silva e José Henrique de Oliveira Freitas.

A distribuição dos prêmios custou cerca de R$ 4 milhões aos cofres municipais.

“Megalomania”

“A megalomania do evento festivo foi tamanha que estiveram envolvidas na sua organização e execução nada menos do que nove secretarias municipais, especialmente da Secretaria de Ação Social, que foi a responsável pela distribuição de convites e senhas em todas as residências do município de Coari”, afirmou o procurador regional eleitoral Edmilson da Costa Barreiros Júnior.

O processo está em andamento no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

Situação do município

Dados de 2000 da Secretaria de Planejamento do Amazonas mostram que apenas 36,6% da população de Coari têm água encanada, 25% das crianças entre 7 e 14 anos não frequentam a escola e 39% da população com 25 anos ou mais é analfabeta.

Município maranhense terá terceira eleição para prefeito

Em Centro Novo do Maranhão, os eleitores voltarão às urnas em maio para eleger o novo prefeito. O Tribunal Regional Eleitoral cassou o registro de candidatura do prefeito eleito em março, Arnóbio Rodrigues, na eleição suplementar.

Arnóbio foi excluído do novo pleito porque teve as contas rejeitadas quando esteve à frente da Câmara de Vereadores local entre 2001 e 2002.

Marlon Herath Corrupção, Dinheiro público, Política

Avaliação de Lula cai e de Dilma sobe

31, março, 2009

Se a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu pela primeira vez desde o início da crise financeira internacional, a indicação da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff à sucessão presidencial aumentou, mesmo com as marolas-tsunamis na economia.

A imagem e a avaliação do presidente sofrem o primeiro desgaste com a crise financeira, mas a opinião sobre o desempenho da ministra segue intacta, aliás, até melhorou, de acordo com as intenções de votos na sucessão presidencial.

Lula

O índice de aprovação de Lula caiu de 84% (janeiro/2009) para 76,2% em março deste ano. Os dados são da pesquisa CNT Sensus. O percentual de desaprovação subiu para 19,9%, contra 12,2% no início de 2009.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

O cenário econômico trouxe reflexos baixou a avaliação positiva do governo Lula, que registrou 62,4% após atingir 72,5% em janeiro.

Entre os que avaliaram negativamente o governo, o índice cresceu de 5,0% para 7,6%.

Corrida presidencial

Na pesquisa para a eleição presidencial de 2010, em primeiro turno, Serra lidera tanto em votação espontânea quanto estimulada. Mas Dilma cresce.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

Em listas estimuladas,Serra (2,9%) e Dilma (2,7%) crescem em relação à pesquisa de janeiro. No segundo turno, José Serra alcança 53,5% e Dilma Rousseff, 21,3%.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

Quando Aécio entra na disputa, Dilma também cresce. Num eventual segundo turno entre os dois, Dilma Rousseff consegue 29,1% e Aécio Neves, 28,3%; com 42,7% sem candidato.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

José Serra lidera também enfrentando Ciro Gomes. Chegando ao segundo turno, Serra consegue 49,9%; Ciro Gomes, 20,3%; com 29,9% sem candidato.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

Ciro Gomes equilibra disputa com Aécio. E Ciro venceria um eventual segundo turno, 31,2% contra 26,8% de Aécio Neves; com 42,2% sem candidato.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

Pesquisa
A pesquisa CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios das cinco regiões brasileiras entre os dias 23 e 27 de março.

Confira aqui a íntegra.

Marlon Herath Política ,

Eleições 2010: dois favoritos ao governo de Pernambuco

24, março, 2009

O atual governador Eduardo Campos (PSB) lidera com 40% das citações, seguido do candidato do PMDB Jarbas Vasconcelos, que obtém 34%, no primeiro cenário da pesquisa Datafolha. Em terceiro lugar, distante dos dois primeiros, fica José Mendonça Filho (DEM) com 10%, seguido de Carlos Eduardo Cadoca (PSC), com 4%, Raul Jungmann, que obtém 2% das menções e Edilson Silva (PSOL), que chega a 1%. Votariam em branco ou anulariam 5%, enquanto 3% mostraram-se indecisos.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

No segundo cenário, com inclusão do nome de João Paulo pelo PT, Eduardo Campos e Jarbas Vasconcelos se aproximam, com 34% e 31% das menções de voto, respectivamente.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Na terceira hipótese, em que não foi dada aos entrevistados a opção do atual governador Eduardo Campos, Jarbas Vasconcelos atinge 41% das preferências, distante do candidato petista João Paulo, citado por 21%.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Campos

O atual governador Eduardo Campos ganha também na intenção de voto espontânea, com 26% das menções. Jarbas recebe 10%, João Paulo e José Mendonça Filho 2%, cada, enquanto os demais nomes não alcançam 1%, e somam 8% citações com menos de 0,5%. Não souberam dizer um nome ou posicionarem-se 49% dos pernambucanos, e 2% declararam espontaneamente voto em branco ou nulo.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 1.036 moradores de 33 municípios do estado entre os dias 16 e 19 de março de 2009. A margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Marlon Herath Política

Eleições 2010: corrida equilibrada no DF entre dois candidatos

24, março, 2009

Na primeira pesquisa de intenção de voto para governador do Distrito Federal de 2010, o Datafolha aponta José Roberto Arruda (DEM) e Joaquim Roriz (PMDB) como favoritos à disputa pelo governo. Atual governador, Arruda aparece em duas situações e Roriz está presente nos quatro cenários apresentados. Nos dois cenários em que aparece, o democrata aparece com percentuais de 41% e 40%, e nesse caso, está empatado com Roriz que tem percentuais de 35% e 36%, levando-se em conta a margem de erro da pesquisa que é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Arruda

Na pesquisa espontânea, em quem os entrevistados votariam nas próximas eleições, dos quais 34% declararam voto em José Roberto Arruda, 17% em Joaquim Roriz, 2% em Paulo Octávio, e Agnelo Queiroz e Geraldo Magela foram citados por 1% dos entrevistados. Gim Argello foi citado mas não atingiu 1%. Citaram outros nomes, 4%. Votos brancos e nulos somam 5% e 35% não sabem ainda em quem votar.

Pesquisa

Foram ouvidas 512 pessoas com 16 anos ou mais no Distrito Federal, entre os dias 16 e 19 de março.

Marlon Herath Política

Eleições 2010: atual governador lidera na Bahia

24, março, 2009

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) é o primeiro colocado em pesquisa realizada Datafolha sobre a eleição de 2010, com percentuais de intenção de voto que variam de 36% a 38%, e vantagem de pelo menos 17 pontos percentuais sobre o segundo colocado, segundo pesquisa do Datafolha.

No primeiro cenário, Jaques Wagner atinge 36% das intenções de voto.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Sem Geddel Vieira Lima, e com Paulo Souto representando o DEM, Jaques Wagner atinge 38%.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Quando ACM Neto representa o DEM, não são notadas variações significativas.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

No último cenário apresentado aos entrevistados Jaques Wagner atinge 37% das preferências.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Jaques Wagner

O atual governador também é o mais lembrado quando se considera a intenção de voto espontânea com 24%. Dos prováveis candidatos incluídos na pesquisa, são citados por pelo menos 1% dos entrevistados: Paulo Souto (4%), ACM Neto (3%), Geddel Vieira Lima (2%) e César Borges (1%). Não sabem dizer, de maneira espontânea, em quem gostariam de votar, 53%.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 991 moradores do Estado da Bahia com 16 anos ou mais, entre os dias 16 e 19 de março de 2009.

Marlon Herath Política

Eleições 2010: governador lidera corrida no Rio em cenário equilibrado

23, março, 2009

No primeiro dos cenários com os nomes dos candidatos estimulados com um cartão, o atual governador Sérgio Cabral (PMDB) sai na frente com 26% das intenções de voto. Em seguida, figuram tecnicamente empatados os ex-candidatos a prefeito Marcelo Crivella (PRB), com 16%, e Fernando Gabeira (PV), que obtém 15%, além de Wagner Montes (PDT), que seria escolhido por 11% dos entrevistados, e o ex-prefeito do DEM Cesar Maia, que obteria 10%. Denise Frossard (PPS) seria preferida por 5%, e Lindberg Farias (PT), por 2%. Outros 8% votariam em branco ou nulo e 4% não souberam posicionar-se.

Este é o melhor cenário para o atual governador entre os dois testados junto aos entrevistados. Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 16 e 19 de março de 2009 apresentou quatro cenários possíveis de candidatos a governador do estado nas eleições de 2010 aos entrevistados.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

No segundo cenário apresentado, sem o nome de Sérgio Cabral, quatro candidatos ficariam empatados em primeiro lugar caso as eleições ocorressem hoje.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

No terceiro cenário, sem a opção do atual governador e de Anthony Garotinho, quatro candidatos estariam tecnicamente empatados.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Já, no quarto cenário o governador Sérgio Cabral estaria novamente na frente, com 21% das intenções de voto declaradas.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Cabral

Já, na intenção de voto espontânea, se a eleição para governador do Rio de Janeiro fosse hoje, o atual governador do estado Sérgio Cabral teria 14% dos votos. A maioria (62%), porém, não saberiam em que nome votar. Outros candidatos citados espontaneamente, como Marcelo Crivella, Anthony Garotinho, Fernando Gabeira e o ex-governador e ex-prefeito Cesar Maia alcançam 2% das intenções de voto cada, enquanto Wagner Montes é mencionado por 1%, e declaram que votariam em branco ou nulo, 5%.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 1.136 moradores de 26 municípios do estado do Rio de Janeiro com 16 anos ou mais, entre os dias 16 e 19 de março de 2009. A margem de erro para o total da amostra, é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Marlon Herath Política

Eleições 2010: Ângela Amin lidera disputa catarinense

22, março, 2009

De acordo com a pesquisa Datafolha realizada, no primeiro cenário a candidata Ângela Amin, do PP, fica em primeiro lugar, com 37% das intenções de voto, mais que o dobro das citações para Ideli Salvatti, do PT, que teria 15%.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

No segundo cenário foi incluído o candidato Leonel Pavan pelo PSDB e excluído Eduardo Pinho Moreira do PMDB. Ângela Amin mantém a liderança com 32% das intenções de voto.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Na terceira situação, novamente sem Leonel Pavan e Eduardo Pinho Moreira, e incluído o nome do atual prefeito Dário Berger pelo PMDB, Ângela Amin também estaria à frente, com 34%

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Marlon Herath Política

Eleições 2010: prefeito de Porto Alegre divide liderança com dois petistas na corrida gaúcha

22, março, 2009

Pesquisa realizada pelo Datafolha sobre a eleição para governador do Rio Grande do Sul em 2010 mostra que o atual prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, do PMDB, divide a liderança na preferência dos moradores do Estado com dois prováveis candidatos do PT, o ex-prefeito Tarso Genro, e o ex-prefeito e ex-governador Olívio Dutra.

O Datafolha apresentou aos entrevistados quatro possíveis cenários para a eleição do ano que vem. Foram alternados os nomes de Tarso Genro e Olívio Dutra pelo PT e os de José Fogaça e Germano Rigotto pelo PMDB.

No primeiro cenário apresentado aos moradores do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, com 30%, e José Fogaça, com 27% das intenções de voto, empatam em primeiro lugar, em razão da margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

No segundo cenário, com Olívio Dutra representando o PT, José Fogaça chega a 30%, e o petista fica com 24%. Ocorre empate, porém, no limite da margem de erro da pesquisa: o percentual mínimo que Fogaça pode na realidade ter (27%) é o máximo que Olívio pode atingir. Assim, é mais provável estatisticamente que o atual prefeito da capital gaúcha esteja à frente.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

O outro possível candidato do PMDB, Germano Rigotto, fica mais distante dos petistas. Tarso Genro atinge 32%, e consegue uma vantagem de 14 pontos sobre o peemedebista, que atinge 18%.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

A vantagem de Olívio Dutra sobre Rigotto é menor, de sete pontos percentuais (27% a 20%).

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Yeda

A atual governadora gaúcha, Yeda Crusius, do PSDB, foi incluída em todos os cenários pesquisados, atingindo entre 8% e 9% das intenções de voto.

Eleitor em dúvida

Quando se considera a intenção de voto espontânea, nenhum dos prováveis candidatos se destaca. Chega a 67% a taxa dos que não sabem dizer, espontaneamente, em quem gostariam de votar para governador do Rio Grande do Sul em 2010. Olívio Dutra é citado espontaneamente por 7% e José Fogaça por 5%. Atingem 4%, cada, Tarso Genro, Yeda Crusius e Germano Rigotto. Beto Albuquerque obtém 1% das menções espontâneas.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 1.092 moradores do Estado do Rio Grande do Sul com 16 anos ou mais, entre os dias 16 e 19 de março de 2009.

Marlon Herath Política

Eleições 2010: candidatos do PSDB lideram no Paraná

22, março, 2009

Na primeira pesquisa de intenção de voto para governador do Paraná de 2010, Datafolha mostra que Álvaro Dias e Beto Richa, ambos do PSDB, lideram os cenários nos quais estão presentes. Álvaro dias tem 39% e 52% nos dois cenários em que aparece, e nos outros dois, Beto Richa obtém os mesmos percentuais.

Na primeira situação apresentada, o senador Álvaro Dias é o candidato do PSDB e aparece com 39% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece seu irmão e também senador, Osmar Dias (PDT), com 27%.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

No segundo cenário, Beto Richa é o candidato tucano, e lidera com 39%, contra 31% de Osmar Dias.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Ainda em um terceiro cenário, com Álvaro Dias pelo PSDB, sem a presença de Osmar Dias, e com a inclusão de Paulo Bernardo pelo PT, o tucano lidera com 52% das intenções de voto. Rubens Bueno aparece com 10%, Orlando Pessuti com 8% e Paulo Bernardo com 3%. Votariam em branco ou nulo, 17% e 11% não sabem em quem votar.

No quarto e último cenário apresentado, volta Beto Richa como candidato do PSDB e o restante dos candidatos são mantidos. O atual prefeito de Curitiba lidera com 52%, Rubens Bueno repete os 10% da situação anterior, assim como Orlando Pessuti permanece com 8%. Paulo Bernardo obtém 4%. Votos brancos e nulos somam 16% e 11% estão indecisos.

Requião

A intenção de voto espontânea revela que 16% dos entrevistados citaram o atual governador Roberto Requião como seu candidato. Em seguida aparecem Beto Richa (9%), Álvaro Dias (6%) e Osmar Dias (5%). Rubens Bueno, Orlando Pessuti e Paulo Bernardo foram citados mas não atingiram 1%. Deram outras respostas, 5%. Votos brancos e nulos somam 2% e 57% ainda não sabem dizer em quem votariam.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 1038 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 16 e 19 de março de 2009, em 36 municípios do estado do Paraná. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Marlon Herath Política

Eleições 2010: Geraldo Alckmin é o favorito em São Paulo

22, março, 2009

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), é o favorito na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em 2010, mostra pesquisa realizada pelo Datafolha. Alckmin obtém entre 41% e 46% das intenções de voto, dependendo do cenário apresentado aos entrevistados.

Foram considerados seis possíveis cenários para a eleição do ano que vem. Alternaram-se, como nomes do PSDB, Alckmin e Aloysio Nunes. Pelo PT, foram testados como prováveis candidatos a ex-prefeita Marta Suplicy, o ministro da Educação, Fernando Haddad e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

Foram incluídos em todos os cenários: Campos Machado (PTB), Ivan Valente (PSOL) Paulinho (PDT), Paulo Skaf (sem partido) e Soninha (PPS).

Alckmin obtém maiores taxas de intenção de voto quando seus adversários pelo PT são Fernando Haddad e Antonio Palocci.

No primeiro caso, Alckmin atinge 46% das intenções de voto, 33 pontos à frente de Paulo Maluf, que obtém 13% das preferências.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Quando Antonio Palocci é o representante do PT, Alckmin obtém 45%.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Marta Suplicy tem o melhor desempenho entre os possíveis candidatos do PT, embora não consiga fazer frente a Alckmin, que atinge 41% das intenções de voto, 28 pontos percentuais a mais do que a ex-prefeita (13%)

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Sem Alckmin na disputa, com Aloysio Nunes representando o PSDB, o ex-prefeito Paulo Maluf lidera (empata com Marta em um dos cenários), mas obtém percentuais de intenção de voto inferiores às taxas de eleitores que têm intenção de votar em branco ou anular o voto.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

No cenário em que Antonio Palocci representa o PT, Maluf obtém 20%.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Os resultados são quase idênticos quando Fernando Haddad é considerado como candidato petista. Nesse cenário, Maluf, mais uma vez, é o preferido de um quinto (20%) dos entrevistados. Erundina atinge 14% e Soninha fica com 10% das preferências. Aloysio Nunes obtém 3% e Haddad fica com 2%. Novamente, um terço optaria por votar em branco ou anular o voto.

Serra

Quando solicitados a dizer, espontaneamente, em quem gostariam de votar para governador em 2010, 12% citam o atual ocupante do cargo, José Serra (PSDB). Alckmin é mencionado de maneira espontânea por 9%. Marta Suplicy (3%) e Paulo Maluf (1%) vêm a seguir. Não sabem dizer espontaneamente em quem gostariam de votar para governador 56%.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 2.062 moradores do Estado de São Paulo com 16 anos ou mais, entre os dias 16 e 19 de março de 2009.

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Eleições 2010: Hélio Costa lidera pesquisa em Minas

22, março, 2009

Há um ano e sete meses das eleições para governador de Minas Gerais, o atual ministro das Telecomunicações, Hélio Costa (PMDB) aparece como o favorito na disputa, revela pesquisa do Datafolha. O peemedebista atinge percentuais que variam de 37% a 43%.

O Datafolha apresentou quatro cenários aos entrevistados. No primeiro cenário, Hélio Costa está com 41% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece Patrus Ananias (PT), com 11%. Antonio Anastasia (PSDB) tem 5% e Maria da Consolação Rocha (PSOL), 4%. Votos brancos e nulos totalizam 22%, e 17% se declaram indecisos.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Numa segunda situação, com Fernando Pimentel como candidato do PT, Hélio Costa lidera com 37%,
Fernando Pimentel aparece em segundo com 24% e Antonio Anastasia e Maria da Consolação Rocha têm 4% e 3%, respectivamente. Nesse caso, votariam em branco ou anulariam o voto, 17%. Já 14% estão indecisos.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

No terceiro cenário, onde se exclui a candidatura do PSDB, mais uma vez Hélio Costa está em primeiro, com 43% das intenções de voto. Patrus Ananias tem 13% e Maria da Consolação Rocha está com 5%. Votos brancos ou nulos somam 23% e 16% se declaram indecisos.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Na última situação apresentada, em que além da exclusão da candidatura do PSDB, Fernando Pimentel figura como candidato do PT, Hélio Costa está com 40%, Fernando Pimentel tem 25% e Maria da Consolação Rocha, 4%. Anulariam seu voto ou votariam em branco, 17% dos entrevistados, enquanto indecisos somam 15%.

Fonte: Datafolha

Fonte: Datafolha

Aécio

Na intenção de voto espontânea, aquela onde não são apresentados os nomes dos candidatos, Aécio Neves é citado por 17% da população mineira, seguido de Fernando Pimentel (5%), Hélio Costa (2%) e Antonio Anastasia (1%). Patrus Ananias e Maria da Consolação Rocha foram citados mas não atingiram 1%. Citaram outros nomes, 5%. Votos brancos e nulos totalizam 2%, e 68% não souberam dizer em quem votariam.

Pesquisa

Foram ouvidas 1073 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 16 a 19 de março de 2009, em 42 municípios no estado de Minas Gerais. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Marlon Herath Política