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Eleições 2010: Serra contra Dilma ou Dilma contra Serra?

2, março, 2010

As especulações começam pelos diretores dos institutos de pesquisa, cavam espaço na mídia e balançam os partidos e as pré-campanhas.

E o eleitor?

Na espontânea do Datafolha, 58% estão indecisos.

Em dois meses, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), subiu 5% e colou no retrovisor tucano.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), caiu 5% no cenário com o deputado federal Ciro Gomes (PSB) e a senadora Marina Silva (PV).

Lula manteve Dilma na vitrina, o PT oficializou a pré-candidatura dela e manteve o mistério sobre o vice.

Serra segue quietinho e a oposição corre da vidraça com os escândalos do governador do Distrito Federal (ex-DEM) e com a cassação do mandato do prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM) – suspensa.

O silêncio do pré-candidato tucano, estratégico, será rompido. Serra sairá do ninho quando resolver o impasse com o governador mineiro Aécio Neves.

É tempo de mexer as peças, estudar os flancos dos adversários.

Cenário 1 – estimulada

Cenário 2 – estimulada

  

Espontânea

Lula, Dilma, candidato do Lula e candidato do PT somam 25%.

Serra, Aécio e Alckmin alcançam 8%.

 

 

Estimulada – Quatro cenários

Serra é melhor com os jovens, eleitores com mais estudo e de maior renda.

Dilma vai bem com adultos, menos escolarizados e de menor renda.

 

Rejeição

A rejeição a Serra aumentou 6%. Dilma, 2% desde dezembro.

Homens rejeitam mais Serra.

Quanto maior a renda, maior a rejeição a Dilma.

 

Segundo turno - quatro cenários – estimulada

Em vantagem de 4%, mulheres garantem vitória de Serra contra Dilma.

 

Regiões - quatro cenários – estimulada

Serra vence no Sudeste, Sul e Norte/Centro-Oeste.

Dilma no Nordeste.

Conhecimento dos candidatos

Dilma é totalmente desconhecida por 14%.

Serra por apenas 4%.

O Datafolha ouviu 2.623 eleitores nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2010. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Eleições: Serra e Dilma e os desejos natalinos

24, dezembro, 2009

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Quatro cenários foram apresentados a 11.429 eleitores consultados pelo Datafolha em 381 municípios entre 14 e 18 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

Líder na corrida ao Planalto, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não tem mais a vantagem sobre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), registrada no início do ano. A petista praticamente dobrou o percentual. O tucano perdeu alguns pontinhos.

A dez meses das eleições, Serra ainda corre sozinho, mas precisará estabelecer paradoxos em relação às práticas lulistas, se não quiser ver a pupila do presidente colada no retrovisor. 

E as estratégias para estabelecer uma oposição de fato ao governo de Lula não vão estar no saco do Papai Noel, carregado de boas-novas para a economia em 2010, e o bom velhinho vestido de vermelho cintilante como a aprovação popular de Lula e de seu governo.

À Dilma o que é de Lula. A ministra deverá absorver o jogo-de-cintura e algumas artimanhas do presidente para reduzir o índice de rejeição nas pesquisas eleitorais. Simpatia, no entanto, não vem no trenó.

Rejeição
Dilma Rousseff (PT) – 21%
José Serra (PSDB) – 19%
Ciro Gomes (PSB) – 18%
Aécio Neves (PSDB) – 17%
Marina Silva (PV) – 17%
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum – 3%
Rejeita todos/não votaria em nenhum – 3%
Não sabe – 16%

Segundo turno

Ficará para as próximas pesquisas saber o efeito que teve a desistência do governador mineiro. Aécio Neves (PSDB) anunciou que saiu do páreo para a presidência no dia 17, quando a pesquisa já estava sendo fechada.

O pré-candidato Ciro Gomes (PSB), deputado federal pelo Ceará, também tem a opção de concorrer a governador em São Paulo. O cenário estará claro até março.

A senadora Marina Silva (PV) é a última colocada, mas tem a menor rejeição. Já integrou o governo Lula e foi para um partido alinhado com o ninho tucano. O maior desafio será estabelecer diferenças com os ponteiros. 

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 Conhece ou não

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Eleições: Serra venceria no primeiro turno. Dilma cresce, mas rejeição também sobe

8, dezembro, 2009

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A última pesquisa CNI-Ibope do ano traz um cenário de vitória no primeiro turno o candidato tucano. José Serra subiu para 38% contra 36% dos três adversários juntos.

Em relação a setembro, José Serra (PSDB) cresceu 3%, Dilma Rousseff(PT) 2%, Ciro Gomes (PSB) caiu 4% e Marina Silva (PV) 2%.

Dilma assume o segundo lugar desbancando Ciro.

A pesquisa foi feita entre os dias 26 e 30 de novembro. O escândalo do Democratas em Brasília estourou no dia 29 de novembro, portanto não houve tempo para os entrevistados refletirem se a Caixa de Pandora modifica suas escolhas em relação à corrida presidencial.

Com Aécio, Ciro lidera

 pesquisa-cni-ibope-corrida-presidencial-ii-dez-09

 Quando a lista aponta Aécio Neves como o candidatodo PSDB, Ciro Gomes mantém a ponta mesmo caindo 2%, percentual que Dilma Rousseff cresceu.

Dilma tem a maior rejeição

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Serra e Ciro são os candidatos mais conhecidos do eleitor, com maior probabilidade de voto e com menor rejeição.

Dilma tem que enfrentar ela mesma. O índice de rejeição à candidata de Lula chega a 41% (em junho era de 34%).

Pesquisa

A CNI-Ibope ouviu dois mil e dois eleitores em 143 cidades entre 26 e 30 de novembro. A margem de erro é de dois por cento.

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Eleições: Serra cai 7,7%; Dilma sobe 2,7%

24, novembro, 2009

pesquisa-cnt-sensus-presidente-2010-nov-09Com a avaliação do governo de volta aos 70%, o presidente Lula é o preferido na escolha espontânea para 2010. 

Os entrevistados estão indicando um terceiro mandato de Lula, suspeita de que o eleitor está longe de se preocupar com a corrida presidencial.

Pouco mais da metade, 51,6%, não sabe ou não respondeu a pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT/Sensus).

Serra em queda

Na lista 1,  José Serra, que há dois meses tinha 39,5%,pesquisa-cnt-sensus-presidente-2010-lista-1-nov-09 despencou para 31,8%.

Dilma Rousseff estava com 19% em setembro. Agora aparece com 21,7%.

Ciro Gomes mantém-se próximo de Dilma, mas 4,2% atrás. Marina Silva fica com 5,9%.

Aécio x Dilma x Ciro x Marina

Com essa lista, a candidata do PT não avança, os tucanos caem ainda mais e o PSB pula pra ponta.

Ciro lidera com 25%;seguido de Dilma, 21,3%; Aécio, 14,7%; e Marina, 7,3%.

Serra venceria Dilma no segundo turno

José Serra alcança 46,8% (49,9% em set/09) das preferências contra 28,2% de Dilma Rousseff (25% em set/09).

Na disputa contra Aécio, Dilma venceria por 36,6% a 27,9% (35,8% a 26% em set/09).

Na hipótese Ciro x Dilma, Ciro Gomes venceria o segundo turno por 35,1% a 31,5%.

Vices em baixa

O levantamento também estimulou o voto em chapas. O resultado é praticamente o mesmo obtido nas listas com apenas o candidato a presidente.

  • 1ª alternativa:

José Serra / Aécio Neves 35,8%
Dilma Rousseff / Michel Temer 23,9%
Ciro Gomes / Carlos Lupi 16,1%
Marina Silva / Guilherme Peirão Leal 5,2%
Branco/Nulo 7,4%
NS/NR 11,8%

  • 2ª alternativa

Aécio Neves / José Serra 31,0%
Dilma Rousseff / Michel Temer 22,6%
Ciro Gomes / Carlos Lupi 18,1%
Marina Silva / Guilherme Peirão Leal 5,3%
Branco/Nulo 8,1%
NS/NR 15,0%

Se o PT ainda não definiu o candidato a vice, o PSDB mantém o impasse entre Serra e Aécio para a cabeça de chapa.

Quanto aos votos que Lula poderá transferir, o candidato apoiado pelo presidente tem apoio de 20,1% (único que votaria) e 31,6% (poderia votar).

Pesquisa

A CNT/Sensus ouviu duas mil pessoas entre os dias 16 e 20 de novembro. A margem de erro é de ± 3%.

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A amnésia de Lina e a penumbra do gabinete de Dilma

18, agosto, 2009

Não lembrou hora, dia, semana nem o mês, mas insistiu que houve a agenda no Palácio do Planalto entre ela e a ministra da Casa Civil.

A ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, deu alguns detalhes sobre o suposto encontro com Dilma Rousseff, quando interpelada pelo líder do Democratas, José Agripino.

Dilma nega o encontro. Quem fala a verdade?

O senador começou assim:

- Se lembra se foi na primeira semana, na segunda, na terceira, na quarta semana do mês de dezembro?

Lina:

- Senador, eu já tentei bastante me lembrar desde que tudo isso começou pela imprensa. Fiz um esforço de memória, mas o que eu me lembro foi o que eu relatei aqui. Eu não posso precisar o dia, eu saí da Receita Federal num carro oficial que é destinado ao secretário da Receita Federal, é um carro específico que tem placa específica. O motorista que é terceirizado lá no Ministério da Fazenda me levou ao prédio do palácio do Planalto, eu entrei pela garagem…

Fiz um esforço de memória, mas o que eu me lembro foi o que eu relatei aqui. Eu não posso precisar o dia.

- Lembra o nome do motorista? Indaga Agripino.

- Tem o que trabalha pela manhã, o que trabalha à tarde, nós temos os nomes dos motoristas, nós temos as placas do carro. Entrei pela garagem, tinha uma pessoa que fica no birô ali na entrada pela garagem, passei por essa pessoa, passei pelo detector de metais, peguei o elevador, subi ao quarto andar. No quarto andar, saí do elevador, subi sozinha nesse elevador, e fiquei procurando porque não sabia onde é a sala. Foi aí que veio a Erenice [Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil], tem uma salinha…

- A Erenice apareceu?

- Ela apareceu. Nessa salinha eu fiquei aguardando a ministra me atender, tinham duas pessoas lá. Me sentei, tomei água, tomei café, enquanto aguardava.

- Essas pessoas eram dois homens ou era um homem e uma mulher?

- Era um homem e uma mulher, eu não sei o nome das pessoas, eu não anotei nada. Aí saí de lá. Pela Erenice fui conduzida ao gabinete da ministra, como eu disse foi muito rápido o encontro.

- Como é o gabinete da ministra, doutora?

- Pois é, foi muito rápido esse encontro, eu não me ative aos detalhes do gabinete da ministra. As mesas se eram móveis antigos, se eram móveis modernos, porque efetivamente foi muito rápido. Eu só notei que era uma sala meio que em penumbra, não estava bem iluminada e a ministra estava com um xale. Por que que eu notei esse xale? Porque é diferente, geralmente nós que trabalhamos usamos um terninho, uma coisa mais prática, e ela estava com uma blusa, em cima da blusa um xale, achei até muito bonito e conversamos ali rapidamente e eu saí e fui embora. Retornei para a Receita.

Eu só notei que era uma sala meio que em penumbra, não estava bem iluminada e a ministra estava com um xale.

- Ela tava apressada?

- É, eu notei que ela estava, não sei se era outra reunião, se era o quê, viagem, não sei o que era, mas o encontro foi muito rápido já também por isso.

- O tom em que ela solicitou a Vossa Senhoria para agilizar os procedimentos, que significa encerrar, era um tom ameno ou normal ou era um tom meio impositivo?

- Não, era um tom ameno.

- Era um tom ameno? Insiste o senador.

- Era um tom ameno.

- Vossa Senhoria que supõe que pelas circunstâncias essa agilização como não era um fato normal significava na verdade encerrar?

- Eu entendi, eu interpretei assim. Eu não sabia do caso porque eu não sabia o assunto que seria tratado lá. Quando ela me perguntou eu disse. Olha, eu vou verificar, não sei qual é a dificuldade para agilizar a fiscalização e disse, tá bom, ministra, tá certo, até logo… Voltei pra Receita e na Receita fui verificar o que tinha. Tava tudo tramitando normalmente com determinação judicial sendo cumprida, deixei tocar e não dei qualquer retorno pra ministra. É bom também que lembre, senador, eu nunca dei retorno a ela, mas também nunca fui cobrada.

- Mas foi claramente falado o processo do filho do senador Sarney?

- Ela pediu que agilizasse a fiscalização do filho de Sarney. Retornei pra Receita, levantei as apurações, tava ocorrendo tudo normal como a Receita faz com seus critérios impessoais e objetivos de fiscalização, por determinação judicial correndo em segredo de Justiça. Não dei retorno a ninguém, não conversei desse assunto com ninguém nem com meus familiares, não dei retorno mas também nunca fui cobrada por este assunto.

Ela pediu que agilizasse a fiscalização do filho de Sarney.

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Lina precisa ir além do chororô

18, agosto, 2009

O blá-blá-blá de números, méritos nas gestões por onde passou do Rio Grande do Norte a Brasília, medidas adotadas para melhorar a Receita Federal demonstram que Lina Vieira está, sim, magoada por ser demitida, embora diga que não.

Quem gosta de ser demitido? Soa incompetente.

Dúvidas das suposições

  • Data e hora da reunião com Dilma;
  • Sendo Mantega o chefe dela, ele sabia do pedido da colega da Casa Civil?
  • Pode provar que o pedido não interferiu nas investigações contra os negócios da família Sarney?
  • O que Lina sabe sobre as operações suspeitas da Petrobras?

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Depoimento de Lina Vieira no Senado pelo Twitter

18, agosto, 2009

Acompanhem a cobertura do blog do depoimento da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, pelo www.twitter.com/blogdomarlon.

Lina vai falar sobre o suposto encontro com Dilma Rousseff no fim de 2008 quando a ministra teria pedido para “agilizar” a investigação da Receita nos negócios da família Sarney.

Depois de demitida do órgão, a ex-secretária disse que entendeu que deveria encerrar a devassa fiscal nas empresas, o que, segundo ela, não foi levado a cabo.

Dilma negou as acusações, Lula pediu para apresentarem as agendas e o episódio está por ser apurado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

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Dilma sobe ponto a ponto na corrida presidencial

2, junho, 2009

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

A ministra Dilma Rousseff voltou a subir na pesquisa de intenção de voto para 2010.

Há pouco mais de um ano da eleição presidencial, a candidata de Lula não pode ser tratada mais como uma desconhecida. Mesmo que só um terço dos eleitores diz conhecê-la, a cada pesquisa Dilma avança em popularidade e reduz a distância para o tucano José Serra.

Pesquisa CNT/Sensus mostra Dilma muito próxima de Serra no cenário de opiniões espontâneas (quando não são apresentados os nomes de candidatos): Lula, 26,2%; José Serra, 5,7%; Dilma Rousseff, 5,4%,; Aécio Neves, 3,0%; Ciro Gomes, 1,1%; sem candidato,  58,6%.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

Dilma também cresce quando os candidatos foram colocados na lista.

Na primeira, Serra perdeu 5 pontos em relação a março ficando com 40 por cento e Dilma subiu 8, alcançando 23%.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

Na segunda, a ministra-chefe da Casa Civil supera o governador mineiro Aécio Neves por 27% a 18%. Heloísa Helena empata com o tucano de Minas.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

Outros dois cenários com Ciro e Heloísa.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

2º turno
José Serra venceria, apesar de cair de 53% para 49% no intervalo de dois meses. Dilma Rousseff subiu 7 pontos, alcançando 28,7%.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

A pesquisa quis saber o nível de conhecimento da população com relação aos candidatos.

Serra
52,0% dos entrevistados conhecem Serra; 42,9% já ouviram falar e 3,7% não conhecem e nem ouviram falar.

Aécio
26,1% dos entrevistados conhecem Aécio Neves; 38,9% já ouviram falar e 33,2% não conhecem e nem ouviram falar.

Dilma
32,8% dos entrevistados conhecem Dilma Rousseff, 39,2% já ouviram falar e 26,1% não conhecem e nem ouviram falar.

Ciro
36,1% dos entrevistados conhecem Ciro Gomes, 50,3% já ouviram falar e 12,4% não conhecem e nem ouviram falar.

Cenário

Antes das convenções, o eleitor dá mostras que a aprovação de Lula por mais de dois terços dos eleitores beneficia a pré-candidata do PT. Desde o ano passado, Dilma vem crescendo ponto a ponto na disputa eleitoral. Mesmo quando a crise financeira arranhou a avaliação de Lula, Dilma continuou subindo. A pesquisa de maio mostra que a pré-candidata já consegue quase 20 pontos na região Sudeste, reduto de Serra, que concentra o maior número de eleitores. E o tratamento de Dilma contra um câncer linfático não mudou a opinião do eleitor.

Cedo ou não, a pesquisa manda um recado ao PSDB. É preciso definir as posições de Serra e Aécio. Até agora a estratégia de promovê-los só encontrou cabos eleitorais, peças dentro do partido que podem confundir o eleitor.

Pesquisa

A pesquisa feita entre 25 e 29 de maio ouviu duas mil pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de 3%.

Acesse aqui a íntegra. E aqui o relatório de cruzamentos.

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PSDB reage contra a AGU

28, fevereiro, 2009

Em nota à imprensa divulgada nessa sexta-feira, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), classifica de “totalmente equivocada” comparação feita pela Advocacia Geral da União (AGU) entre o encontro do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff com prefeitos e atos administrativos regulares do governador de São Paulo, José Serra.

O argumento da AGU foi usado para defesa do governo à ação que PSDB e Democratas apresentaram no último dia 18 no Tribunal Superior Eleitoral por propaganda eleitoral antecipada. Na representação, a oposição argumenta que Lula fez sucessivas citações a Dilma, pré-candidata à sucessão presidencial em 2010, durante o Encontro Nacional de Prefeitos promovido em Brasília pelo governo federal nos dias 10 e 11 deste mês.

Para o PSDB, ao tentar igualar uma reunião regular de Serra com os prefeitos para tratar de programas do governo do Estado para os municípios com a agenda de campanha realizada pelo Planalto a um custo até agora não esclarecido, “a AGU só reforça a verdade que tenta esconder”. Segundo a nota, nenhum dos eventos promovidos pelo governo paulista “contou com patrocínio de estatais, estandes montados para divulgar as ações do governo, serviço de buffet contratado, traslado de prefeitos, esposas e assessores, nem durou mais do que poucas horas.”

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Encontro com prefeitos quis “promover desenvolvimento regional” diz AGU ao defender Lula e Dilma

27, fevereiro, 2009

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta sexta-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na representação movida pelo PSDB e o DEM.

A peça diz que o encontro não teve nenhum fim eleitoreiro e foi realizado apenas com o objetivo de “fortalecer a articulação entre os Governos Federal e Municipais, promovendo o desenvolvimento regional”.

A oposição alega que o presidente e a ministra fizeram propaganda eleitoral antecipada durante o Encontro Nacional de Prefeitos, realizado em Brasília (DF), nos dias 10 e 11 de fevereiro. Os partidos pedem o pagamento de multa de R$ 54 mil para Lula e Dilma.

A resposta é assinada pelo procurador-Geral da União, Fernando Luiz Albuquerque Faria; pela adjunta do Procurador-Geral da União, Izabel Vinchon Nogueira de Andrade; e pelo advogado da União Wagner Akitomi Une.

Principais pontos da defesa

  • O encontro com prefeitos contou com a presença de gestores municipais também dos representantes, ou seja, do PSDB e do DEM.
  • O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, destaca-se, do DEM, acompanhou Lula na abertura dos trabalhos, inclusive tendo discursado na ocasião.
  • O governador de São Paulo, José Serra, destaca-se, do PSDB, também realizou encontro de prefeitos, só que não apenas um, mas dois.
  • Quanto às citações elogiosas feitas pelo presidente da República em relação à ministra-Chefe da Casa Civil, os representantes não as
    expõem com clareza, muito menos indicam o seu caráter eleitoreiro.
  • No que atine à presença de um estúdio que realizou montagens
    fotográficas com Lula e Dilma, não constitui elemento capaz de caracterizar propaganda eleitoral extemporânea, sobretudo por tratar-se de mera montagem digital, e também pelo fato de o estúdio não ter integrado o evento ou ter sido autorizado por sua organização.
  • A Ministra-Chefe da Casa Civil nem mesmo é pré-candidata a
    qualquer cargo eletivo. Aliás, as convenções partidárias para escolha dos candidatos somente ocorrerão em junho de 2010.
  • Flagrante a atipicidade da conduta do presidente, que não é um candidato fazendo propaganda de si. E não sendo um dos emitentes possíveis de propaganda eleitoral, não pode ele ser colocado no pólo passivo de representações.
  • Por outro lado, a ilegitimidade passiva da ministra é patente, na medida em que sequer pode ser considerada pré-candidata,
    haja vista a notória distância temporal das convenções partidárias.
  • Nota-se que a petição inicial limita-se a invocar algumas reportagens que, destaca-se, nem ao menos relatam que Lula agiu com a pretensão de desequilibrar as eleições que somente ocorrerão em 2010.
  • O encontro foi organizado com a finalidade de fortalecer a articulação entre os governos federal e municipais, promovendo o desenvolvimento regional.
  • O material distribuído (anexos) a todos os prefeitos no encontro, flagrantemente técnico e informativo, não ostenta nenhum elemento capaz de configurar favorecimento político-eleitoral.
  • Da leitura das declarações atribuídas ao presidente é claramente perceptível que não se trata em momento nenhum de propaganda eleitoral. Não há sequer evidência ou mesmo indício razoável de
    direcionamento das declarações à Ministra-Chefe da Casa Civil, muito menos de finalidade “eleitoreira”.

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