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Textos com Etiquetas ‘Dilma’

E agora, José

21, agosto, 2010

O Datafolha informa que Dilma Rousseff (PT) abriu 17% de vantagem sobre José Serra (PSDB) e venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

A petista tem 47%, o tucano 30%.

A pesquisa foi realizada ontem, 20, sendo a primeira depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Foram 2.727 entrevistas e a margem de erro é de 2%

A distância dobrou em relação ao levantamento anterior realizado entre 9 e 12 de agosto (41% a 33%).

Marina Silva (PV) está com 9%, os outros candidatos não pontuaram, brancos e nulos somam 4%, e os indecisos, 8%.

A empatia de Lula e os 77% de aprovação do presidente são fundamentais para a escalada de Dilma. 

Distantes do cume, o que os tucanos estão fazendo para alcançar o ninho do Planalto?

Favela cenográfica, “Zé” de diminutivo, e uso da imagem de Lula ao lado de Serra com menções “líderes experientes” e “homens de história”.

Os cinco nós

Serra não definiu qual imagem pessoal quer passar ao eleitor. É a do Serra letrado ou a do Zé da Mooca?

Serra não conseguiu alinhar o discurso de oposição ao governo.

Serra não reuniu apoio nas candidaturas estaduais. As propagandas do PSDB e aliados nos estados se esquecem do tucano. 

Serra não consegue acentuar as divergências para o programa do PT.

Lula é adversário ou sonho de consumo?

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As qualidades e os defeitos de Serra e Dilma

6, abril, 2010

Na cabeça do eleitor e nas pesquisas, dois candidatos estão à frente dos demais na corrida presidencial.

O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

Mas a seis meses das eleições, uma pesquisa do Datafolha mostra que o brasileiro tem dificuldades para avaliar os dois.

No questionário sobre a imagem pessoal, a pesquisa convidou eleitores a apontar a principal qualidade de cada um. De José Serra, 47% dos entrevistados disseram não saber.

Entre os que arriscaram, as principais qualidades de Serra foram ser honesto, digno, sincero, transmitir confiança, pessoa boa, verdadeiro, não é corrupto, tem caráter, transparente e tem credibilidade.

Em um segundo nível, os entrevistados classificaram Serra como bem informado, culto, inteligente, experiente e com formação acadêmica.

Quando a pergunta foi defeito, 63% dos eleitores não souberam citar uma única falha do tucano.

Quem apontou defeito, classificou Serra como falso, cínico, mentiroso, demagogo, não confiável, hipócrita, corrupto e mau caráter.

Em um segundo grupo, os entrevistados disseram que Serra não cumpre o que promete, fala muito mas não faz e atrasa o prazo de entrega das promessas.

A pesquisa também botou o dedo na ferida petista.

Sessenta e um por cento não souberam apontar uma única qualidade de Dilma Rousseff.

Entre os eleitores que conheciam qualidades de Dilma, honesta, sincera, transparente, credibilidade ao falar, confiança, autêntica e ética foram as mais citadas.

Em um segundo nível, batalhadora, lutadora, vitoriosa contra a doença, tem força para enfrentar o câncer e superou a doença.

Em relação aos defeitos, 71% não souberam dizer.

Os que apontaram falhas acham que Dilma é desoneta, não-confiável, mentirosa, hipócrita, esconde a roubalheira, é falsa, tem escândalos e rouba.

Este grupo de defeitos tem o mesmo percentual dos que disseram que Dilma é arrogante, prepotente, seca, impotente e petulante.

A pesquisa buscou respostas espontâneas, sem uma lista preparada. Em busca de alianças e de olho nas amostras de intenções de voto, os candidatos não querem passar pelo purgatório para explicar atos do passado.

Já o eleitor precisa ficar atento para não ser tragado pela ignorância política.

Pesquisa

O Datafolha ouviu 4.158 eleitores de 16 anos ou mais, nos dias 25 e 26 de março de 2010. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Acesse aqui a pesquisa por faixas de idade, de renda e de escolaridade.

E aqui por regiões.

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Eleições 2010: empate técnico entre Serra e Dilma na Vox Populi

5, abril, 2010

Pela primeira vez, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, consegue empatar tecnicamente com o tucano José Serra na pesquisa do Vox Populi.

Levantamento encomendado pela Rede Bandeirantes contrasta com os números do Datafolha.

Na Datafolha realizada nos dias 25 e 26 de março, Serra obteve 36% e Dilma, 27%.

Devem-se evitar comparações entre pesquisas porque os métodos de cada instituto podem ser diferentes. Além disso, Vox Populi e Datafolha fizeram as entrevistas em períodos diferentes.

Estimulada com Ciro – Vox Populi (%)

Serra – 34

Dilma – 31

Ciro – 10

Marina – 5

Nulos e brancos – 7

Não souberam/não quiseram responder – 13

Na pesquisa anterior, realizada em janeiro, Serra tinha 34% e Dilma, 27%.

Estimulada sem Ciro – Vox Populi (%)

Serra – 38

Dilma – 33

Marina – 7

Nulos e brancos – 7

Não souberam/não quiseram responder – 15

Pesquisa

O Vox Populi ouviu 2.000 eleitores nos dias 30 e 31 de março. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Eleições 2010: os pontos de Serra e Dilma

4, abril, 2010

Mesmo com os candidatos praticamente definidos, destacam-se as informações internas das pesquisas.

José Serra (PSDB) consegue 32% entre os entrevistados que avaliam o governo do presidente Lula como bom ou ótimo. Dilma Rousseff (PT) tem apenas um pontinho a mais, 33% no levantamento do Datafolha.

No cenário sem Ciro Gomes (PSB), há empate entre Serra e Dilma, 36%.

Tudo isso entre os que batem palmas para Lula que obteve o melhor índice de aprovação do seu mandato, 76% classificam como ótimo ou bom.

Na cabeça do eleitor, a mensagem de Lula pregando a sucessão com Dilma pode não ter sido tão bem digerida, apesar do esforço do presidente e do crescimento da ex-ministra até a penúltima pesquisa.

Dilma tinha 23% em dezembro, subiu para 28% em fevereiro e agora caiu para 27%.

Serra tinha 37% em dezembro, caiu para 32% em fevereiro e agora volta a subir, 36%.

Estimulada, 2 cenários

Dilma enfrenta resistência entre as mulheres, Serra cresce entre os eleitores de baixa renda.

Regiões

Serra tem quase o dobro de Dilma no Sudeste e mais de duas vezes no Sul.

Dilma vence no Nordeste e está um pouco atrás no Norte/Centro-Oeste.

Espontânea (%)

Com mais da metade dos eleitores indecisos (59%), Dilma está na frente quando os nomes dos candidatos não são apresentados.

Dilma – 12
Lula – 8
Serra – 8
Ciro – 1
Marina – 1
Aécio -1
Candidato do Lula – 3
Candidato do PT – 1
Outras respostas – 2
Em branco – 4
Não sabe – 59

Rejeição (%)

Ciro – 26
Serra – 25
Dilma – 23
Marina – 22
Qualquer um/não rejeita nenhum – 11
Rejeita todos/não votaria em nenhum – 4
Não sabe – 11

Segundo turno – estimulada

  

Popularidade

Os candidatos são bem conhecidos do eleitor à exceção de Marina Silva.

Serra é conhecido por 97%; 25% disseram que o conhecem muito bem.

Ciro, 93% conhecem; 10% muito bem.

Dilma é conhecida por 87%; 10% disseram que a conhecem muito bem.

Marina, 52% conhecem; 6% muito bem.

Pesquisa

O Datafolha entrevistou 4.158 eleitores de 16 anos ou mais nos dias 25 e 26 de março de 2010, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Eleições 2010: Serra, Dilma e a corrida

23, março, 2010

A candidatura do governador paulista será lançada nos próximos dias segundo ele próprio sinalizou na última semana.

José Serra (PSDB) mantém-se na frente, mas a ainda ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), não para de crescer. Reduziu a distância de 21% para 5% em três meses no levantamento CNI-Ibope.

Espontânea
Quando os nomes dos pré-candidatos não são apresentados aos entrevistados, Dilma ultrapassa Serra, mas o cenário é liderado pelos indecisos, 42%.

Lula – 20%
Dilma – 14%
Serra – 10%
Aécio – 10%
Marina – 1%
Ciro – 1%
Outros – 2%
Branco/Nulo – 7%
Indecisos – 42%

Segundo turno – estimulada
Serra – 44%
Dilma – 39%

 

Serra
Na estimulada é melhor com as mulheres (37%), entre os jovens de 16 a 24 anos, nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sudeste e o apoio cresce quanto maior a renda.
É o pré-candidato mais conhecido (65% afirmam conhecê-lo bem ou mais ou menos).
Tem o menor índice de rejeição (25%).

Dilma
Na estimulada vai bem com os homens (36%), tem resistência entre as mulheres (25%). Consegue o melhor desempenho entre os eleitores de 25 a 29 anos, no Nordeste e no Sul e entre os mais pobres.
É a que mais cresce também em conhecimento do eleitor e probabilidade de voto.
Em março, 44% disseram conhecê-la bem ou mais ou menos.
A rejeição que era 41% em dezembro caiu para 27%.

Segmentada por sexo, idade e instrução

 

Segmentada por região e renda

 

Lula
O peso do presidente, claro, a favor de Dilma:

  • 53% preferem votar em um candidato apoiado pelo presidente;
  • 10% preferem votar em um candidato da oposição;
  • 33% afirmam que a posição de Lula é indiferente;
  • 5% não sabem/não responderam.

O governo Lula

Bem

  • Combate à fome e à pobreza – 69% aprovam;
  • Educação – 62% aprovam;
  • Combate ao desemprego – 60% aprovam;
  • Meio ambiente – 58% aprovam;
  • Combate à inflação – 55% aprovam;
  • Taxa de juros – 46% aprovam.

Mal

  • Impostos – 54% desaprovam;
  • Segurança pública – 52% desaprovam;
  • Saúde – 51% desaprovam.

O eleitor aprova os programas sociais, a escola, a geração de empregos e o controle da inflação, mas a carga tributária persegue a renda do brasileiro que não tem segurança e enfrenta o caos nos postos de saúde e hospitais.

Com Serra na vitrina, os dois principais pré-candidatos terão exposição equilibrada. É chegada a hora de discutir os projetos de governo.

Pesquisa

A CNI-Ibope ouviu 2.002 eleitores em 140 municípios entre os dias 6 e 10 de março. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Eleições 2010: Serra contra Dilma ou Dilma contra Serra?

2, março, 2010

As especulações começam pelos diretores dos institutos de pesquisa, cavam espaço na mídia e balançam os partidos e as pré-campanhas.

E o eleitor?

Na espontânea do Datafolha, 58% estão indecisos.

Em dois meses, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), subiu 5% e colou no retrovisor tucano.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), caiu 5% no cenário com o deputado federal Ciro Gomes (PSB) e a senadora Marina Silva (PV).

Lula manteve Dilma na vitrina, o PT oficializou a pré-candidatura dela e manteve o mistério sobre o vice.

Serra segue quietinho e a oposição corre da vidraça com os escândalos do governador do Distrito Federal (ex-DEM) e com a cassação do mandato do prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM) – suspensa.

O silêncio do pré-candidato tucano, estratégico, será rompido. Serra sairá do ninho quando resolver o impasse com o governador mineiro Aécio Neves.

É tempo de mexer as peças, estudar os flancos dos adversários.

Cenário 1 – estimulada

Cenário 2 – estimulada

  

Espontânea

Lula, Dilma, candidato do Lula e candidato do PT somam 25%.

Serra, Aécio e Alckmin alcançam 8%.

 

 

Estimulada – Quatro cenários

Serra é melhor com os jovens, eleitores com mais estudo e de maior renda.

Dilma vai bem com adultos, menos escolarizados e de menor renda.

 

Rejeição

A rejeição a Serra aumentou 6%. Dilma, 2% desde dezembro.

Homens rejeitam mais Serra.

Quanto maior a renda, maior a rejeição a Dilma.

 

Segundo turno - quatro cenários – estimulada

Em vantagem de 4%, mulheres garantem vitória de Serra contra Dilma.

 

Regiões - quatro cenários – estimulada

Serra vence no Sudeste, Sul e Norte/Centro-Oeste.

Dilma no Nordeste.

Conhecimento dos candidatos

Dilma é totalmente desconhecida por 14%.

Serra por apenas 4%.

O Datafolha ouviu 2.623 eleitores nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2010. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Eleições: Serra e Dilma e os desejos natalinos

24, dezembro, 2009

datafolha-presidente-dez-09

Quatro cenários foram apresentados a 11.429 eleitores consultados pelo Datafolha em 381 municípios entre 14 e 18 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

Líder na corrida ao Planalto, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não tem mais a vantagem sobre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), registrada no início do ano. A petista praticamente dobrou o percentual. O tucano perdeu alguns pontinhos.

A dez meses das eleições, Serra ainda corre sozinho, mas precisará estabelecer paradoxos em relação às práticas lulistas, se não quiser ver a pupila do presidente colada no retrovisor. 

E as estratégias para estabelecer uma oposição de fato ao governo de Lula não vão estar no saco do Papai Noel, carregado de boas-novas para a economia em 2010, e o bom velhinho vestido de vermelho cintilante como a aprovação popular de Lula e de seu governo.

À Dilma o que é de Lula. A ministra deverá absorver o jogo-de-cintura e algumas artimanhas do presidente para reduzir o índice de rejeição nas pesquisas eleitorais. Simpatia, no entanto, não vem no trenó.

Rejeição
Dilma Rousseff (PT) – 21%
José Serra (PSDB) – 19%
Ciro Gomes (PSB) – 18%
Aécio Neves (PSDB) – 17%
Marina Silva (PV) – 17%
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum – 3%
Rejeita todos/não votaria em nenhum – 3%
Não sabe – 16%

Segundo turno

Ficará para as próximas pesquisas saber o efeito que teve a desistência do governador mineiro. Aécio Neves (PSDB) anunciou que saiu do páreo para a presidência no dia 17, quando a pesquisa já estava sendo fechada.

O pré-candidato Ciro Gomes (PSB), deputado federal pelo Ceará, também tem a opção de concorrer a governador em São Paulo. O cenário estará claro até março.

A senadora Marina Silva (PV) é a última colocada, mas tem a menor rejeição. Já integrou o governo Lula e foi para um partido alinhado com o ninho tucano. O maior desafio será estabelecer diferenças com os ponteiros. 

datafolha-presidente-seg-turno-dez-09

 

 Conhece ou não

datafolha-presidente-conhece-ou-nao-dez-09

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Eleições: Serra venceria no primeiro turno. Dilma cresce, mas rejeição também sobe

8, dezembro, 2009

pesquisa-cni-ibope-corrida-presidencial-i-dez-09

A última pesquisa CNI-Ibope do ano traz um cenário de vitória no primeiro turno o candidato tucano. José Serra subiu para 38% contra 36% dos três adversários juntos.

Em relação a setembro, José Serra (PSDB) cresceu 3%, Dilma Rousseff(PT) 2%, Ciro Gomes (PSB) caiu 4% e Marina Silva (PV) 2%.

Dilma assume o segundo lugar desbancando Ciro.

A pesquisa foi feita entre os dias 26 e 30 de novembro. O escândalo do Democratas em Brasília estourou no dia 29 de novembro, portanto não houve tempo para os entrevistados refletirem se a Caixa de Pandora modifica suas escolhas em relação à corrida presidencial.

Com Aécio, Ciro lidera

 pesquisa-cni-ibope-corrida-presidencial-ii-dez-09

 Quando a lista aponta Aécio Neves como o candidatodo PSDB, Ciro Gomes mantém a ponta mesmo caindo 2%, percentual que Dilma Rousseff cresceu.

Dilma tem a maior rejeição

 pesquisa-cni-ibope-corrida-presidencial-iii-dez-09

Serra e Ciro são os candidatos mais conhecidos do eleitor, com maior probabilidade de voto e com menor rejeição.

Dilma tem que enfrentar ela mesma. O índice de rejeição à candidata de Lula chega a 41% (em junho era de 34%).

Pesquisa

A CNI-Ibope ouviu dois mil e dois eleitores em 143 cidades entre 26 e 30 de novembro. A margem de erro é de dois por cento.

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Eleições: Serra cai 7,7%; Dilma sobe 2,7%

24, novembro, 2009

pesquisa-cnt-sensus-presidente-2010-nov-09Com a avaliação do governo de volta aos 70%, o presidente Lula é o preferido na escolha espontânea para 2010. 

Os entrevistados estão indicando um terceiro mandato de Lula, suspeita de que o eleitor está longe de se preocupar com a corrida presidencial.

Pouco mais da metade, 51,6%, não sabe ou não respondeu a pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT/Sensus).

Serra em queda

Na lista 1,  José Serra, que há dois meses tinha 39,5%,pesquisa-cnt-sensus-presidente-2010-lista-1-nov-09 despencou para 31,8%.

Dilma Rousseff estava com 19% em setembro. Agora aparece com 21,7%.

Ciro Gomes mantém-se próximo de Dilma, mas 4,2% atrás. Marina Silva fica com 5,9%.

Aécio x Dilma x Ciro x Marina

Com essa lista, a candidata do PT não avança, os tucanos caem ainda mais e o PSB pula pra ponta.

Ciro lidera com 25%;seguido de Dilma, 21,3%; Aécio, 14,7%; e Marina, 7,3%.

Serra venceria Dilma no segundo turno

José Serra alcança 46,8% (49,9% em set/09) das preferências contra 28,2% de Dilma Rousseff (25% em set/09).

Na disputa contra Aécio, Dilma venceria por 36,6% a 27,9% (35,8% a 26% em set/09).

Na hipótese Ciro x Dilma, Ciro Gomes venceria o segundo turno por 35,1% a 31,5%.

Vices em baixa

O levantamento também estimulou o voto em chapas. O resultado é praticamente o mesmo obtido nas listas com apenas o candidato a presidente.

  • 1ª alternativa:

José Serra / Aécio Neves 35,8%
Dilma Rousseff / Michel Temer 23,9%
Ciro Gomes / Carlos Lupi 16,1%
Marina Silva / Guilherme Peirão Leal 5,2%
Branco/Nulo 7,4%
NS/NR 11,8%

  • 2ª alternativa

Aécio Neves / José Serra 31,0%
Dilma Rousseff / Michel Temer 22,6%
Ciro Gomes / Carlos Lupi 18,1%
Marina Silva / Guilherme Peirão Leal 5,3%
Branco/Nulo 8,1%
NS/NR 15,0%

Se o PT ainda não definiu o candidato a vice, o PSDB mantém o impasse entre Serra e Aécio para a cabeça de chapa.

Quanto aos votos que Lula poderá transferir, o candidato apoiado pelo presidente tem apoio de 20,1% (único que votaria) e 31,6% (poderia votar).

Pesquisa

A CNT/Sensus ouviu duas mil pessoas entre os dias 16 e 20 de novembro. A margem de erro é de ± 3%.

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A amnésia de Lina e a penumbra do gabinete de Dilma

18, agosto, 2009

Não lembrou hora, dia, semana nem o mês, mas insistiu que houve a agenda no Palácio do Planalto entre ela e a ministra da Casa Civil.

A ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, deu alguns detalhes sobre o suposto encontro com Dilma Rousseff, quando interpelada pelo líder do Democratas, José Agripino.

Dilma nega o encontro. Quem fala a verdade?

O senador começou assim:

- Se lembra se foi na primeira semana, na segunda, na terceira, na quarta semana do mês de dezembro?

Lina:

- Senador, eu já tentei bastante me lembrar desde que tudo isso começou pela imprensa. Fiz um esforço de memória, mas o que eu me lembro foi o que eu relatei aqui. Eu não posso precisar o dia, eu saí da Receita Federal num carro oficial que é destinado ao secretário da Receita Federal, é um carro específico que tem placa específica. O motorista que é terceirizado lá no Ministério da Fazenda me levou ao prédio do palácio do Planalto, eu entrei pela garagem…

Fiz um esforço de memória, mas o que eu me lembro foi o que eu relatei aqui. Eu não posso precisar o dia.

- Lembra o nome do motorista? Indaga Agripino.

- Tem o que trabalha pela manhã, o que trabalha à tarde, nós temos os nomes dos motoristas, nós temos as placas do carro. Entrei pela garagem, tinha uma pessoa que fica no birô ali na entrada pela garagem, passei por essa pessoa, passei pelo detector de metais, peguei o elevador, subi ao quarto andar. No quarto andar, saí do elevador, subi sozinha nesse elevador, e fiquei procurando porque não sabia onde é a sala. Foi aí que veio a Erenice [Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil], tem uma salinha…

- A Erenice apareceu?

- Ela apareceu. Nessa salinha eu fiquei aguardando a ministra me atender, tinham duas pessoas lá. Me sentei, tomei água, tomei café, enquanto aguardava.

- Essas pessoas eram dois homens ou era um homem e uma mulher?

- Era um homem e uma mulher, eu não sei o nome das pessoas, eu não anotei nada. Aí saí de lá. Pela Erenice fui conduzida ao gabinete da ministra, como eu disse foi muito rápido o encontro.

- Como é o gabinete da ministra, doutora?

- Pois é, foi muito rápido esse encontro, eu não me ative aos detalhes do gabinete da ministra. As mesas se eram móveis antigos, se eram móveis modernos, porque efetivamente foi muito rápido. Eu só notei que era uma sala meio que em penumbra, não estava bem iluminada e a ministra estava com um xale. Por que que eu notei esse xale? Porque é diferente, geralmente nós que trabalhamos usamos um terninho, uma coisa mais prática, e ela estava com uma blusa, em cima da blusa um xale, achei até muito bonito e conversamos ali rapidamente e eu saí e fui embora. Retornei para a Receita.

Eu só notei que era uma sala meio que em penumbra, não estava bem iluminada e a ministra estava com um xale.

- Ela tava apressada?

- É, eu notei que ela estava, não sei se era outra reunião, se era o quê, viagem, não sei o que era, mas o encontro foi muito rápido já também por isso.

- O tom em que ela solicitou a Vossa Senhoria para agilizar os procedimentos, que significa encerrar, era um tom ameno ou normal ou era um tom meio impositivo?

- Não, era um tom ameno.

- Era um tom ameno? Insiste o senador.

- Era um tom ameno.

- Vossa Senhoria que supõe que pelas circunstâncias essa agilização como não era um fato normal significava na verdade encerrar?

- Eu entendi, eu interpretei assim. Eu não sabia do caso porque eu não sabia o assunto que seria tratado lá. Quando ela me perguntou eu disse. Olha, eu vou verificar, não sei qual é a dificuldade para agilizar a fiscalização e disse, tá bom, ministra, tá certo, até logo… Voltei pra Receita e na Receita fui verificar o que tinha. Tava tudo tramitando normalmente com determinação judicial sendo cumprida, deixei tocar e não dei qualquer retorno pra ministra. É bom também que lembre, senador, eu nunca dei retorno a ela, mas também nunca fui cobrada.

- Mas foi claramente falado o processo do filho do senador Sarney?

- Ela pediu que agilizasse a fiscalização do filho de Sarney. Retornei pra Receita, levantei as apurações, tava ocorrendo tudo normal como a Receita faz com seus critérios impessoais e objetivos de fiscalização, por determinação judicial correndo em segredo de Justiça. Não dei retorno a ninguém, não conversei desse assunto com ninguém nem com meus familiares, não dei retorno mas também nunca fui cobrada por este assunto.

Ela pediu que agilizasse a fiscalização do filho de Sarney.

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