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Textos com Etiquetas ‘Dilma’

Lina precisa ir além do chororô

18, agosto, 2009

O blá-blá-blá de números, méritos nas gestões por onde passou do Rio Grande do Norte a Brasília, medidas adotadas para melhorar a Receita Federal demonstram que Lina Vieira está, sim, magoada por ser demitida, embora diga que não.

Quem gosta de ser demitido? Soa incompetente.

Dúvidas das suposições

  • Data e hora da reunião com Dilma;
  • Sendo Mantega o chefe dela, ele sabia do pedido da colega da Casa Civil?
  • Pode provar que o pedido não interferiu nas investigações contra os negócios da família Sarney?
  • O que Lina sabe sobre as operações suspeitas da Petrobras?

Marlon Herath Política ,

Depoimento de Lina Vieira no Senado pelo Twitter

18, agosto, 2009

Acompanhem a cobertura do blog do depoimento da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, pelo www.twitter.com/blogdomarlon.

Lina vai falar sobre o suposto encontro com Dilma Rousseff no fim de 2008 quando a ministra teria pedido para “agilizar” a investigação da Receita nos negócios da família Sarney.

Depois de demitida do órgão, a ex-secretária disse que entendeu que deveria encerrar a devassa fiscal nas empresas, o que, segundo ela, não foi levado a cabo.

Dilma negou as acusações, Lula pediu para apresentarem as agendas e o episódio está por ser apurado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Marlon Herath Política , ,

Dilma sobe ponto a ponto na corrida presidencial

2, junho, 2009

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

A ministra Dilma Rousseff voltou a subir na pesquisa de intenção de voto para 2010.

Há pouco mais de um ano da eleição presidencial, a candidata de Lula não pode ser tratada mais como uma desconhecida. Mesmo que só um terço dos eleitores diz conhecê-la, a cada pesquisa Dilma avança em popularidade e reduz a distância para o tucano José Serra.

Pesquisa CNT/Sensus mostra Dilma muito próxima de Serra no cenário de opiniões espontâneas (quando não são apresentados os nomes de candidatos): Lula, 26,2%; José Serra, 5,7%; Dilma Rousseff, 5,4%,; Aécio Neves, 3,0%; Ciro Gomes, 1,1%; sem candidato,  58,6%.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

Dilma também cresce quando os candidatos foram colocados na lista.

Na primeira, Serra perdeu 5 pontos em relação a março ficando com 40 por cento e Dilma subiu 8, alcançando 23%.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

Na segunda, a ministra-chefe da Casa Civil supera o governador mineiro Aécio Neves por 27% a 18%. Heloísa Helena empata com o tucano de Minas.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

Outros dois cenários com Ciro e Heloísa.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

2º turno
José Serra venceria, apesar de cair de 53% para 49% no intervalo de dois meses. Dilma Rousseff subiu 7 pontos, alcançando 28,7%.

Fonte: CNT/Sensus

Fonte: CNT/Sensus

A pesquisa quis saber o nível de conhecimento da população com relação aos candidatos.

Serra
52,0% dos entrevistados conhecem Serra; 42,9% já ouviram falar e 3,7% não conhecem e nem ouviram falar.

Aécio
26,1% dos entrevistados conhecem Aécio Neves; 38,9% já ouviram falar e 33,2% não conhecem e nem ouviram falar.

Dilma
32,8% dos entrevistados conhecem Dilma Rousseff, 39,2% já ouviram falar e 26,1% não conhecem e nem ouviram falar.

Ciro
36,1% dos entrevistados conhecem Ciro Gomes, 50,3% já ouviram falar e 12,4% não conhecem e nem ouviram falar.

Cenário

Antes das convenções, o eleitor dá mostras que a aprovação de Lula por mais de dois terços dos eleitores beneficia a pré-candidata do PT. Desde o ano passado, Dilma vem crescendo ponto a ponto na disputa eleitoral. Mesmo quando a crise financeira arranhou a avaliação de Lula, Dilma continuou subindo. A pesquisa de maio mostra que a pré-candidata já consegue quase 20 pontos na região Sudeste, reduto de Serra, que concentra o maior número de eleitores. E o tratamento de Dilma contra um câncer linfático não mudou a opinião do eleitor.

Cedo ou não, a pesquisa manda um recado ao PSDB. É preciso definir as posições de Serra e Aécio. Até agora a estratégia de promovê-los só encontrou cabos eleitorais, peças dentro do partido que podem confundir o eleitor.

Pesquisa

A pesquisa feita entre 25 e 29 de maio ouviu duas mil pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de 3%.

Acesse aqui a íntegra. E aqui o relatório de cruzamentos.

Marlon Herath Política , , , , , ,

PSDB reage contra a AGU

28, fevereiro, 2009

Em nota à imprensa divulgada nessa sexta-feira, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), classifica de “totalmente equivocada” comparação feita pela Advocacia Geral da União (AGU) entre o encontro do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff com prefeitos e atos administrativos regulares do governador de São Paulo, José Serra.

O argumento da AGU foi usado para defesa do governo à ação que PSDB e Democratas apresentaram no último dia 18 no Tribunal Superior Eleitoral por propaganda eleitoral antecipada. Na representação, a oposição argumenta que Lula fez sucessivas citações a Dilma, pré-candidata à sucessão presidencial em 2010, durante o Encontro Nacional de Prefeitos promovido em Brasília pelo governo federal nos dias 10 e 11 deste mês.

Para o PSDB, ao tentar igualar uma reunião regular de Serra com os prefeitos para tratar de programas do governo do Estado para os municípios com a agenda de campanha realizada pelo Planalto a um custo até agora não esclarecido, “a AGU só reforça a verdade que tenta esconder”. Segundo a nota, nenhum dos eventos promovidos pelo governo paulista “contou com patrocínio de estatais, estandes montados para divulgar as ações do governo, serviço de buffet contratado, traslado de prefeitos, esposas e assessores, nem durou mais do que poucas horas.”

Marlon Herath Justiça, Política ,

Encontro com prefeitos quis “promover desenvolvimento regional” diz AGU ao defender Lula e Dilma

27, fevereiro, 2009

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta sexta-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na representação movida pelo PSDB e o DEM.

A peça diz que o encontro não teve nenhum fim eleitoreiro e foi realizado apenas com o objetivo de “fortalecer a articulação entre os Governos Federal e Municipais, promovendo o desenvolvimento regional”.

A oposição alega que o presidente e a ministra fizeram propaganda eleitoral antecipada durante o Encontro Nacional de Prefeitos, realizado em Brasília (DF), nos dias 10 e 11 de fevereiro. Os partidos pedem o pagamento de multa de R$ 54 mil para Lula e Dilma.

A resposta é assinada pelo procurador-Geral da União, Fernando Luiz Albuquerque Faria; pela adjunta do Procurador-Geral da União, Izabel Vinchon Nogueira de Andrade; e pelo advogado da União Wagner Akitomi Une.

Principais pontos da defesa

  • O encontro com prefeitos contou com a presença de gestores municipais também dos representantes, ou seja, do PSDB e do DEM.
  • O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, destaca-se, do DEM, acompanhou Lula na abertura dos trabalhos, inclusive tendo discursado na ocasião.
  • O governador de São Paulo, José Serra, destaca-se, do PSDB, também realizou encontro de prefeitos, só que não apenas um, mas dois.
  • Quanto às citações elogiosas feitas pelo presidente da República em relação à ministra-Chefe da Casa Civil, os representantes não as
    expõem com clareza, muito menos indicam o seu caráter eleitoreiro.
  • No que atine à presença de um estúdio que realizou montagens
    fotográficas com Lula e Dilma, não constitui elemento capaz de caracterizar propaganda eleitoral extemporânea, sobretudo por tratar-se de mera montagem digital, e também pelo fato de o estúdio não ter integrado o evento ou ter sido autorizado por sua organização.
  • A Ministra-Chefe da Casa Civil nem mesmo é pré-candidata a
    qualquer cargo eletivo. Aliás, as convenções partidárias para escolha dos candidatos somente ocorrerão em junho de 2010.
  • Flagrante a atipicidade da conduta do presidente, que não é um candidato fazendo propaganda de si. E não sendo um dos emitentes possíveis de propaganda eleitoral, não pode ele ser colocado no pólo passivo de representações.
  • Por outro lado, a ilegitimidade passiva da ministra é patente, na medida em que sequer pode ser considerada pré-candidata,
    haja vista a notória distância temporal das convenções partidárias.
  • Nota-se que a petição inicial limita-se a invocar algumas reportagens que, destaca-se, nem ao menos relatam que Lula agiu com a pretensão de desequilibrar as eleições que somente ocorrerão em 2010.
  • O encontro foi organizado com a finalidade de fortalecer a articulação entre os governos federal e municipais, promovendo o desenvolvimento regional.
  • O material distribuído (anexos) a todos os prefeitos no encontro, flagrantemente técnico e informativo, não ostenta nenhum elemento capaz de configurar favorecimento político-eleitoral.
  • Da leitura das declarações atribuídas ao presidente é claramente perceptível que não se trata em momento nenhum de propaganda eleitoral. Não há sequer evidência ou mesmo indício razoável de
    direcionamento das declarações à Ministra-Chefe da Casa Civil, muito menos de finalidade “eleitoreira”.

Marlon Herath Justiça, Política ,

Março, a salvação da lavoura

25, fevereiro, 2009

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

Mais uns dias e as águas de março vão chegar à política.

Na corrida presidencial, Aécio Neves vai procurar José Serra para uma conversa. O PSDB ainda não sabe como escolher Serra ou Aécio para ao Planalto. Mais perto do rei, Dilma Roussef testou a popularidade no carnaval do Recife. Mas a folia aconteceu mesmo no Rio de Janeiro. Ao lado de Lula, o governador Sérgio Cabral anunciou que será candidato à reeleição e fará campanha para Dilma.

Tudo é festa enquanto 2010 não chega porque na eleição são outros carnavais.

Mudando a fantasia, o Congresso, Câmara e Senado, devem responder nas próximas semanas se terão capacidade de votar as reformas. A política deve ser discutida em projetos separados para não correr risco de ser novamente enterrada. A tributária dependerá das concessões, já em curso. O problema é o risco de perdas na arrecadação dos estados, dos municípios e da União.

Mas samba mesmo são as propostas sobre a verba indenizatória de deputados e senadores. O canto desse samba-enredo pelos corredores do Congresso envolve passistas de todos os partidos, verdadeiras escolas de como esconder gastos com dinheiro público. Depois da folia para comprovar as despesas mensais, já tem deputado e senador propondo incorporar os 15 mil reais da verba aos próprios salários. Sinal de que não existia controle e agora nem vontade de apresentar comprovantes, notas fiscais.

Nos extremos do sambódromo, a Justiça, com os ministros do Supremo Tribunal Federal na ala de frente. Depois de 40 dias de recesso, esticaram o carnaval e voltam só em março.

E o Palácio do Planalto que entre as alas de ministérios precisa reverter os números do desemprego crescentes há cinco meses. Ficou para março o recomeço, a retomada contra a crise financeira, disse o ministro do Trabalho Carlos Lupi.

E o que no Brasil não fica para março.

Marlon Herath Política , , ,

O tom de Lula no batom de Dilma

13, fevereiro, 2009

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

A ministra e pré-candidata Dilma nos discursos de Lula tem incomodado a oposição. E não é a pessoa, é o nome, a citação que provoca brotoejas nos adversários.

No discurso de abertura do encontro com prefeitos na terça-feira em Brasília, Lula citou a ministra três vezes:
Uma, ao criticar quem o critica:
- …disseram que é um ato para promover a dona Dilma Rousseff.

Depois chamou Dilma de companheira, ao falar do PAC.

Um pouco mais de blá-blá-blá e veio de novo:
- Nós cortaremos o batom da dona Dilma e cortaremos o meu corte de unha, mas não cortaremos uma obra do PAC neste país.

No mesmo dia, em outro lero-lero, o presidente indagou a plateia:
- Eu não sei se a Dilma falou para vocês, mas agora, dentro de poucos dias, nós vamos lançar um programa que vai interessar a todos vocês.

Ontem, em Pernambuco, Lula indagou sua candidata:
- Dilma, olhe na cara desta gente. Você vai perceber que o sertanejo é diferente, ele é diferente do povo de outros estados brasileiros. Você percebe a cara desta gente, o sofrimento, a expectativa. Houve um tempo, Dilma, em que a gente saía daqui para ir para São Paulo, como eu fui, na perspectiva de melhorar de vida, e eu tive sorte porque aprendi uma profissão, fui para o Sindicato e virei presidente da República.

E Dilma, atenta, deve ficar refletindo.
- Poxa, esse é o cara. Ou melhor, o presidente.

Há 20 meses das eleições de 2010, o Democratas vai à Justiça contra o presidente por considerar campanha eleitoral antecipada.

Pelas primeiras pesquisas, Dilma não é a favorita, mas navegando nas conversas de Lula pode conquistar pontos mais cedo. Mares sem domínio, que a oposição também corre atrás.

Marlon Herath Política , ,