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Eleições 2010: voto em trânsito, preso provisório, doações para campanha, ficha suja…

3, março, 2010

 O Tribunal Superior Eleitoral deve publicar até sexta (5) as resoluções que vão reger as eleições 2010.

Na noite passada foram aprovadas as últimas regras para outubro.

Ficha suja dos candidatos
A certidão criminal é um dos documentos exigidos no pedido de registro da candidatura.

Haverá divulgação no site do TSE com informações detalhadas sobre o andamento de cada processo criminal existente contra o candidato.

Se o partido não apresentar a documentação sobre o andamento específico de cada processo de seu candidato, na hipótese de certidão criminal positiva, a Justiça Eleitoral dará prazo de 72 horas para que ele supra essa omissão. Caso não o faça, o candidato poderá ter o registro de candidatura negado por ausência de documentos exigidos no momento do pedido de registro.

Também haverá divulgação das propostas (projeto de governo) dos candidatos a presidente da República e a governador.

Voto em trânsito
Eleitores que estiverem ausentes de seu domicílio eleitoral de origem poderão solicitar a transferência provisória do título para uma das capitais dos estados e, assim, votar nos candidatos a presidente e vice-presidente da República. 

Quem for votar em trânsito deve registrar-se, entre 15 de julho e 15 de agosto de 2010, indicando em qual das capitais estará presente, de passagem ou em deslocamento, no primeiro turno das eleições – dia 3 de outubro – e/ou, se for o caso, no segundo turno – dia 31 de outubro.

Se não estiver na capital para a qual tenha sido transferido provisoriamente, o eleitor deverá justificar a ausência.

Em todas as capitais serão instaladas urnas exclusivas para o voto em trânsito. No dia 5 de setembro de 2010, os eleitores em trânsito poderão conferir o seu local de votação nos sítios do TSE ou do TRE do seu domicílio de origem ou da respectiva capital por eles cadastrada.

Para a instalação de uma seção especial para o voto em trânsito, é preciso que a capital do estado tenha recebido o pedido de transferência provisória de no mínimo 50 eleitores. Do contrário, a habilitação será cancelada e os eleitores serão informados da impossibilidade de votar em trânsito, devendo justificar o voto ou votar no seu local de origem no dia da eleição.

Convenções e impugnações de registro
A resolução de registro de candidatos assegura também aos partidos políticos autonomia para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem a obrigatoriedade de vínculo entre candidaturas de nível nacional, estadual e distrital.

As convenções que vão escolher os candidatos e definir coligações devem ocorrer de 10 a 30 de junho.

Os partidos e coligações devem solicitar à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as 19h do dia 5 de julho de 2010. O texto estabelece que cada partido ou coligação preencherá um mínimo e um máximo (30% e 70%, respectivamente) com candidaturas de cada sexo.

Quitação eleitoral e substituição de candidato
A resolução dispõe que, para efeito de expedição de certidão de quitação eleitoral, será considerado em dia com a Justiça Eleitoral o candidato que, condenado a pagar multa, tenha comprovado seu pagamento ou parcelamento, até a data do seu pedido de registro.

Com base na legislação eleitoral, a resolução faculta ao partido político ou à coligação substituir candidato que tiver seu registro negado, inclusive em razão de inelegibilidade, cancelado ou cassado, ou ainda que renunciar ou falecer após o fim do prazo de registro.

Além disso, o partido poderá solicitar, até a data da eleição, o cancelamento do registro do candidato que dele for expulso, em processo no qual seja assegurada a ampla defesa.

Mantida a composição da Câmara dos Deputados
O TSE decidiu preservar o número atual de representantes de cada estado na Câmara dos Deputados e de integrantes das assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Em razão da complexidade do tema, os ministros da Corte decidiram preservar o mesmo texto da resolução do TSE sobre a composição da Câmara dos Deputados e das assembléias legislativas que vigorou nas eleições de 2006.

Preso provisório poderá votar
Para garantir o direito ao voto, o preso provisório (prisão temporária, em flagrante, preventiva) – que ainda não teve condenação criminal definitiva – deve alistar-se ou transferir o título até o dia 5 de maio. Os serviços eleitorais de alistamento, revisão e transferência serão realizados pelos servidores da Justiça Eleitoral, nos próprios estabelecimentos penais e de internação.

O preso provisório ou o adolescente maior de 18 anos internado que não realizar a transferência do título deverá justificar a ausência no domicílio de origem, no dia da eleição, no próprio estabelecimento penal.

A instalação de seções eleitorais em penitenciárias e entidades do sistema socioeducativo dependerá, entretanto, da existência de, no mínimo, 20 eleitores aptos a votar naquele local.

O preso que, no dia da eleição, tiver contra si sentença penal condenatória transitada em julgado ficará impedido de votar.

Deve beneficiar cerca de 150 mil presos provisórios no Brasil e, aproximadamente, 15.500 jovens e adolescentes entre 16 e 21 anos submetidos a medida socioeducativa.

Vão ser instaladas seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e de internação de adolescentes para viabilizar o voto de presos provisórios e de jovens em medida socioeducativa de internação.

O voto do preso provisório não é novidade no Brasil e, em alguns estados, estabelecimentos penais já proporcionam a votação desde 2002, como é o caso de Sergipe. Nas eleições de 2008, 11 estados asseguraram a votação de presos provisórios em algumas penitenciárias.

O juiz eleitoral vai definir com o diretor do estabelecimento a forma de veiculação da propaganda no rádio e na televisão e o respectivo acesso aos eleitores, atendendo as recomendações do juiz corregedor ou do juiz responsável pela execução penal ou pela medida socioeducativa.

Prestação de contas
Uma das principais mudanças é a exigência de abertura de conta bancária específica do partido político para arrecadação de recursos eleitorais. Até hoje, a exigência de conta bancária específica com esse fim era somente em relação ao comitê financeiro e ao candidato.

Outra novidade é que os partidos terão de, 30 dias depois das eleições, informar à Justiça Eleitoral os recursos doados a candidatos e comitês financeiros, comunicando a origem de cada um deles.

Doações para campanha
As doações por meio do cartão de crédito e débito poderão ser feitas até o dia da eleição – inclusive na hipótese de segundo turno. No dia seguinte ao pleito, o mecanismo disponibilizado para arrecadação na internet deve ser tirado do ar.

O TSE já pediu à Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) que estabeleça uma taxa única e a mais baixa possível a ser cobrada nas doações feitas a partidos e candidatos por meio de cartão de crédito. O tribunal também solicitou que os recursos doados sejam disponibilizados aos partidos em prazo menor que o convencional, uma vez que seria prejudicial esperar de 30 a 45 dias para que as operadoras creditem os valores doados.

Só podem utilizar esse sistema as pessoas físicas e  estabelece que não podem ser usados cartões corporativos (de empresas ou órgãos da administração pública) ou emitidos no exterior. Outro ponto especificado no texto reafirma o limite de doação, que é de 10% dos rendimentos brutos recebidos pelo doador no ano anterior à eleição. Os partidos e candidatos devem emitir recibo eleitoral das doações, contendo o nome e o número de CPF do doador, entre outras informações.

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Eleições 2010: Serra contra Dilma ou Dilma contra Serra?

2, março, 2010

As especulações começam pelos diretores dos institutos de pesquisa, cavam espaço na mídia e balançam os partidos e as pré-campanhas.

E o eleitor?

Na espontânea do Datafolha, 58% estão indecisos.

Em dois meses, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), subiu 5% e colou no retrovisor tucano.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), caiu 5% no cenário com o deputado federal Ciro Gomes (PSB) e a senadora Marina Silva (PV).

Lula manteve Dilma na vitrina, o PT oficializou a pré-candidatura dela e manteve o mistério sobre o vice.

Serra segue quietinho e a oposição corre da vidraça com os escândalos do governador do Distrito Federal (ex-DEM) e com a cassação do mandato do prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM) – suspensa.

O silêncio do pré-candidato tucano, estratégico, será rompido. Serra sairá do ninho quando resolver o impasse com o governador mineiro Aécio Neves.

É tempo de mexer as peças, estudar os flancos dos adversários.

Cenário 1 – estimulada

Cenário 2 – estimulada

  

Espontânea

Lula, Dilma, candidato do Lula e candidato do PT somam 25%.

Serra, Aécio e Alckmin alcançam 8%.

 

 

Estimulada – Quatro cenários

Serra é melhor com os jovens, eleitores com mais estudo e de maior renda.

Dilma vai bem com adultos, menos escolarizados e de menor renda.

 

Rejeição

A rejeição a Serra aumentou 6%. Dilma, 2% desde dezembro.

Homens rejeitam mais Serra.

Quanto maior a renda, maior a rejeição a Dilma.

 

Segundo turno - quatro cenários – estimulada

Em vantagem de 4%, mulheres garantem vitória de Serra contra Dilma.

 

Regiões - quatro cenários – estimulada

Serra vence no Sudeste, Sul e Norte/Centro-Oeste.

Dilma no Nordeste.

Conhecimento dos candidatos

Dilma é totalmente desconhecida por 14%.

Serra por apenas 4%.

O Datafolha ouviu 2.623 eleitores nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2010. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Aumenta a sujeira no projeto da ficha limpa

1, março, 2010

Querem adiar a votação do projeto de Lei Complementar (PLP 518/09) para o segundo semestre.

Vão retirar crimes previstos na proposta original.

Vão substituir primeira instância por decisões de colegiado para as condenações que tornariam candidatos inelegíveis.

Querem que, se for aprovado, não valha para estas eleições.

O projeto original teve apoio de mais de 1,3 milhão de brasileiros e prevê deixar inelegíveis por oito anos os candidatos ou detentores de mandato (governadores, prefeitos, deputados, vereadores) que cometessem pelo menos uma das infrações listadas abaixo.

Ficariam inelegíveis

Condenações em primeira instância pelos crimes:

  • Racismo;
  • Tortura;
  • Tráfico de drogas;
  • Terrorismo;
  • Crimes hediondos;
  • Contra a economia popular;
  • Contra a fé pública;
  • Contra os costumes;
  • Contra a administração pública;
  • Contra o patrimônio público;
  • Contra o meio ambiente;
  • Contra a saúde pública;
  • Contra o mercado financeiro;
  • Dolosos contra a vida;
  • Abuso de autoridade;
  • Eleitorais;
  • Lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;
  • Exploração sexual de crianças e adolescentes;
  • Utilização de mão-de-obra em condições análogas à de escravo;
  • Crime a que a lei atribua pena não inferior a 10 (dez) anos.

Envolvidos em atos de improbidade:

  • Em qualquer instância por ato de improbidade administrativa, desde a condenação ou o recebimento da denúncia pela Justiça.

Abuso de poder

  • Detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político apurado em processo.

Renúncia

  • Presidente da República, governador, prefeito, membro do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa do DF, das Câmaras Municipais, que renunciar ao mandato após a apresentação de representação ou notícia formal capaz de autorizar a abertura de processo disciplinar contra ele.

O relator, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), pretende apresentar um texto preliminar de consenso na quarta-feira (3). No colegiado, poderá ser votado no dia 10, chegando à pauta do plenário no dia 17.

Os deputados torcem o nariz. Dezenas não teriam condições para tentar a reeleição.

Os partidos estariam “ameaçados” de terem que separar o joio do trigo.

Se não sujarem a ficha, faltarão fileiras para os conchavos.

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Em áudio

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Parte das doações para campanha de Kassab seria financiada por lucros obtidos em contratos de empresas com a prefeitura

22, fevereiro, 2010

Kassab deve permanecer no cargo, é questão de apresentar o recurso e aguardar a análise do TRE-SP.

A decisão, que acatou representação do Ministério Público Eleitoral paulista para revisar a prestação de contas, é de quinta-feira (18), mas somente hoje foi publicada.

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, cassou o diploma do prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), e de sua vice, Alda Marco Antonio (PSDB), por captação ilícita de recursos nas eleições de 2008.

A dupla está inelegível por três anos.

De acordo com a sentença, Kassab e Alda receberam R$ 10, 09 milhões em doações irregulares. Foi 33,87% do total declarado na prestação de contas, R$ 29.788.531,56.

O juiz trabalha com o percentual de 20% da arrecadação como piso para caracterização de abuso de poder econômico. As quantias recebidas “tiveram o condão de contaminar o processo eleitoral ou ainda influenciar efetivamente na vontade do eleitor por representar abuso de poder econômico”.

Conforme a análise das contas, 93,64% dos recursos vieram de repasses do Comitê Financeiro Único do Democratas e o restante foi recebido do Diretório Nacional do partido e do Banco Itaú.

Além do banco, estão envolvidas as empresas Construções e Comércio Camargo Corrêa, Serveng Civilisan S.A., Empresas Associadas de Engenharia que integra o grupo CCR, a CR Almeida S.A. Engenharia de Obras, a Construtora OAS Ltda., a Associação Imobiliária Brasileira, S.A. Paulista, Carioca Christiani Nielsen e Engeform.

O juiz considerou os repasses via Comitê Financeiro como captação indireta de fontes vedadas por se tratarem de concessionária ou permissionária de serviço público ou entidade de classe ou sindical.

Entre essas fontes, está a Associação Imobiliária Brasileira (AIB). “Se o Comitê Financeiro repassou cerca de 93,64% aos candidatos, é possível afirmar que estes receberam indiretamente naquela proporção recursos provenientes de fontes vedadas identificadas nas contas do Comitê”, afirmou Silveira.

Em relação à doação direta de R$ 550 mil do Banco Itaú aos candidatos, o juiz concluiu como sendo de fonte vedada porque o banco mantinha, à época da doação, contrato com a Prefeitura Municipal de São Paulo para administrar parte da folha de pagamento.

“Investimento” nos candidatos seria financiado pelos lucros obtidos em contratos com a prefeitura

Alerta aos desavisados que já estão levantando dinheiro para campanha. Acompanhe trechos da sentença.

É inescondível que tais doadores, em verdade, nada mais fazem do que “adiantar ” ou “apostar ”, a título de investimento, vultosas quantias no maior número de candidatos com viabilidade para se elegerem, parte das quais oriundas de atividade que deveria ser exercida pelo Poder Público, já que, é forçoso reconhecer, no mínimo, uma parte dos lucros que possibilitam tais doações, advém da distribuição do que decorre diretamente da exploração da concessionária de serviço público, obviamente, por regra mas nem sempre, na proporção da participação acionária da empresa integrante do grupo econômico controlador…

Não é necessário nenhum esforço de interpretação para divisar no vultoso montante de recursos repassados aos candidatos a expressão objetiva do abuso do poder econômico daquelas pessoas jurídicas que por lei estão proibidas de doar, seja direta ou indiretamente, com influência reflexa no processo eleitoral, no resultado das eleições e – quiçá – nos rumos da futura administração do orçamento público municipal, com reflexos na manutenção de contratos, renovação de concessões e aquisições de novas em favor das mesmas pessoas jurídicas que doaram irregularmente,…”

Cinco vereadores petistas e três tucanos também perderam mandatos

O juiz cassou, igualmente por captação ilícita de recursos, o diploma dos vereadores Antonio Donato Madormo (PT), Arselino Roque Tatto (PT), Juliana Cardoso (PT), Italo Cardoso Araújo (PT), José Américo Ascêncio Dias (PT), José Police Neto (PSDB), Gilberto Tanos Natalini (PSDB) e Marco Aurélio de Almeida Cunha (DEM).

Mas possivelmente vão seguir no cargo

Em 2009, o juiz cassou outros 16 vereadores por recebimento de doações ilegais. Todos recorreram e continuam no cargo enquanto aguardam o julgamento dos processos no TRE.

Sentença

Leia aqui a íntegra.

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Proposta do TSE aumenta número de deputados federais na região Norte

22, fevereiro, 2010

A minuta da resolução está pronta – vai à audiência pública na quarta (24), às 15h, no auditório do TSE. O plenário deverá aprová-la até 5 de março para valer nas eleições deste ano.

A redefinição dos quantitativos de deputados federais com efeito nos legislativos estaduais atende à Assembleia Legislativa do Amazonas que entrou com o pedido na Justiça Eleitoral em 17 de dezembro de 2009.

O relator, ministro Arnaldo Versiani, responsável pelas instruções das eleições 2010, observou a Constituição (art. 45, parágrafo 1º) e a Lei Complementar 78/93. Ambas determinam que a quantidade de deputados federais deve ser proporcional à população dos estados e do Distrito Federal.

A minuta segue a estimativa populacional do IBGE, atualizada em 1º de julho de 2009.

  

Como é e como ficaria

Na tabela, a composição atual e a proposta em discussão.

Perdem

Rio de Janeiro e Paraíba perdem duas vagas de deputados federais cada um na próxima legislatura.

Rio Grande do Sul, Paraná, Maranhão, Goiás, Pernambuco e Piauí perdem uma cadeira cada um.

Ganham

Pará ganha três.

Minas Gerais, duas.

Amazonas, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Santa Catarina ganham um deputado cada um.

Na mesma

São Paulo, Espírito Santo, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima não sofrem alteração.

Minuta

A última mudança na representação de um estado na Câmara dos Deputados ocorreu em 1994, com o aumento da bancada de São Paulo para 70 parlamentares. 

Leia aqui a proposta do ministro Arnaldo Versiani.

 

 

Representação regional

Caso seja aprovada, a região Norte sairá fortalecida. Ganhará quatro cadeiras que sairão das regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste, alcançando 61 deputados.

Sudeste permaneceria com a maior bancada e inalterada, 179.

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O estranho ninho do PSDB no Paraná

22, fevereiro, 2010

Dividido, o diretório do PSDB no Paraná se reúne a partir das 10h para oficializar o nome do pré-candidato ao governo estadual. É o que dizia o edital de convocação.

A ideia era chegar a um consenso entre os dois tucanos pretendentes. O prefeito de Curitiba, Beto Richa, e o senador Alvaro Dias.

Preterido, o senador caiu fora – anunciou que não vai ao encontro, mas antes tentou impedir a reunião judicialmente -, e também não levou.

O flerte do tucanato nacional com outro pré-candidato à sucessão paranaense, senador Osmar Dias (PDT), também voa contra Alvaro Dias.

Osmar Dias está mais para Dilma do que para Serra.

Em dezembro, os números do Datafolha mostravam Beto Richa em empate técnico com Osmar Dias e este em vantagem sobre Alvaro Dias.

Cenário 1

Beto Richa (PSDB) – 40%
Osmar Dias (PDT) – 38%

Cenário 2

Osmar Dias (PDT) – 42%
Alvaro Dias (PSDB) – 28%

Os demais pré-candidatos não passam de 5%.

Depois da reunião de hoje, quem será o estranho no ninho tucano paranaense?

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Marlon Herath Política

O discurso de Dilma

21, fevereiro, 2010

Sem polêmicas.

A oratória da ministra Dilma Rousseff no congresso petista lembrou a fase “Lulinha paz e amor”.

Sem ataques, compromissos questionáveis ou radicalismos, Dilma tenta espantar o temor de uma guerrilheira presidenta, como cultivam as sementeiras mais à direita.

Aclamaram a pré-candidata e não fecharam compromisso com o PMDB de Temer.

A vacância do vice na chapa faz bem para o balcão de negócios da base lulista.

Abaixo, alguns pontos do discurso que se encontra na íntegra no pé do post.

Drumond e Quintana

Dilma lembrou da infância e da juventude em Minas Gerais e da luta contra o regime militar acentuada a partir da mudança para o Rio Grande do Sul. Os dois estados foram homenageados em poesia.

Mestre e coalição

“Lula ensinou o caminho”, exclamou ao falar sobre a redemocratização e o governo de coalizão, o qual quer mantê-lo.

Governo

Do governo Lula, destacou combate à fome, emprego, reforma agrária, renda, economia, aumento do consumo, educação, direitos humanos e política externa.

Promessas

Mesmo sem o pacote fechado, Dilma aproveitou para assumir compromissos.

  • Criar e ampliar novos programas sociais como o Bolsa Família;
  • Priorizar a qualidade da educação;
  • Oferecer oportunidades aos jovens, proteção às crianças;
  • Resolver os problemas da saúde;
  • Cuidar das cidades;
  • Melhorar a habitação e universalizar o saneamento;
  • Melhorar o transporte público;
  • Reforçar os programas de segurança pública;
  • Fortalecer a proteção ao meio ambiente (redução do desmatamento, ampliação da matriz energética, produção de biocombustíveis);
  • Aprofundar os avanços na política industrial e agrícola;
  • Agregar valor às riquezas naturais como o Pré-Sal;
  • Manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante;
  • Transparência aos gastos públicos e aperfeiçoamento dos mecanismos de controle.
  • Combater a corrupção;
  • Concretizar, junto com o Congresso, as reformas institucionais como a reforma política e a tributária;
  • Aprofundar a postura soberana;
  • Combater as desigualdades sociais e regionais.

“A conclusão do PAC 1 e a implementação do PAC 2, junto com a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida serão decisivos para realizar esse compromisso”, disse Dilma.

Campanha

Prometeu “um debate de ideias, com civilidade e respeito à inteligência política dos brasileiros. Um debate voltado para o futuro.”

Leia mais…

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Eleições 2010: Serra tem 11% de vantagem sobre Dilma

18, fevereiro, 2010

 Os resultados do Ibope em fevereiro são mais modestos para Dilma Rousseff (PT) em relação a José Serra (PSDB) na comparação com as pesquisas CNT/Sensus e Vox Populi realizadas em janeiro.

A diferença está em 11% no Ibope contra 7% no Vox Populi e 5,4% no CNT/Sensus.

Mas a ministra de Lula mostra crescimento no levantamento Ibope. Subiu 8% desde a última pesquisa realizada em novembro. O governador paulista caiu 2%.

O cenário com Ciro Gomes (PSB) favorece a candidata petista como nas outras consultas.

Estimulada
(com Ciro)
Serra – 36%
Dilma – 25%
Ciro – 11%
Marina – 8%
Branco/Nulo – 11%
Não sabe – 9%

Estimulada
(sem Ciro)
Serra – 41%
Dilma – 28%
Marina – 10%
Branco/Nulo – 12%
Não sabe – 9%

Espontânea

Como nas demais pesquisas, Dilma consegue praticamente empatar com Serra quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores.
Lula – 23%
Serra – 10%
Dilma – 9%
Aécio – 3%
Ciro – 1%
Marina – 1%
Outros com menos de 1% – 1%
Branco/Nulo – 10%
Não sabe – 42%

Segundo turno – estimulada
Serra – 47%
Dilma – 33%
Branco/Nulo – 12%
Não Sabe – 8%

Pesquisa

O levantamento encomendado pela Associação Comercial de São Paulo ouviu 2002 eleitores em 144 municípios em todas as regiões do país entre 6 e 9 de fevereiro. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Partidos perdem quase 500 mil filiados em um ano

3, fevereiro, 2010

Em um ano, 494.113 eleitores deixaram as fileiras dos 27 partidos políticos com registro de filiados na Justiça Eleitoral.

Na comparação entre dezembro de 2009 com dezembro de 2008, a queda é de 3,97%.

Menos de 12 milhões de brasileiros são filiados a siglas partidárias de um total de mais de 132 milhões de eleitores. Percentualmente, apenas 9,06% dos eleitores são filiados.

Os números são do banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

O PMDB perdeu 99.539 filiados, mas continua com o maior número de possíveis cabos eleitorais.

O PSDB foi o segundo partido com mais baixas, 77.874 filiados deixaram o ninho tucano.

O PP continua com o segundo maior número de filiados, mas perdeu 58.170 em um ano.

DEM registrou perda significativa, 55.104 filiados. PTB (-49.139), PR (-46.232) e PDT (-37.035) também.

O PT foi o único dos grandes que teve mais adesões que saídas e ainda ultrapassou os tucanos, arregimentando 29.141 novos filiados.

Além do PT, apenas dois partidos ganharam filiados. Os nanicos PRP (13.949) e PSOL (6.691).

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Eleições: o mapa dos votos de Serra e Dilma

2, fevereiro, 2010

Nos cruzamentos da pesquisa CNT/Sensus, os desafios de cada candidato.

Na lista com quatro pré-candidatos, José Serra (PSDB) tem 33,2%. Dilma Rousseff (PT), 27,8%.

Serra alcança mais apoio no meio urbano, 34%. Dilma no meio rural, 36,9%, que concentra o menor número de eleitores.

Sexo

As mulheres estão com Serra, 33,4% contra 24% para Dilma.

Entre os homens a diferença é menor, 33% a 31,9% para Serra.

O Brasil tem 132.054.280 eleitores, sendo 68.431.038 mulheres (51,82%) e 63.469.326 homens (48,06%).

Regiões

Serra é melhor no Sul (41,9%), Norte/Centro-Oeste (35,1%) e Sudeste (34,7%).

Dilma vai bem no Nordeste (38%).

Candidato Sudeste Sul Nordeste Norte/Centro-Oeste
José Serra 34,7 41,9 25,4 35,1
Dilma Rousseff 22,7 26,5 38 24,2
Ciro Gomes 10,2 7,9 15,9 13,2
Marina Silva 8,4 5,8 4,3 7,9
Nenhum/Branco 13,5 13,4 6,3 7
NS/NR 10,6 4,5 10,2 12,6

Abaixo o peso eleitoral de cada região, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pesquisa por Região - Dezembro / 2009
Região Eleitorado %
CENTRO-OESTE 9.349.307 7,08
EXTERIOR 154.097 0,117
NORDESTE 35.679.053 27,018
NORTE 9.602.732 7,272
SUDESTE 57.520.315 43,558
SUL 19.748.776 14,955

 

Idades

Serra obtém larga vantagem entre os eleitores mais jovens.

Dilma equilibra entre os eleitores de 25 a 29 anos.

Candidato 16-17 anos 18-24 anos 25-29 anos 30-39 anos 40-49 anos 50 anos ou + TOTAL
José Serra 45,5 35,3 34,5 30,3 33,6 31,1 33,2
Dilma Rousseff 17,2 27,5 34,9 30,8 24,8 26,5 27,8
Ciro Gomes 12,1 11,1 9,9 14,6 10,7 12 11,9
Marina Silva 7,1 9 5,6 4,5 8,3 6,7 6,8
Nenhum/Branco 1 8,7 9,1 13,9 11,6 10,5 10,5
NS/NR 17,2 8,4 6 6 11 13,2 9,9

 

Estudo

Quando a escolaridade sobe, melhora o desempenho de Serra.

Dilma oscila entre os quatro níveis da pesquisa.

Candidato Primário Ginasial Colegial Superior TOTAL
José Serra 32 32,5 33,1 37,2 33,2
Dilma Rousseff 28,2 26,7 28,6 26,3 27,8
Ciro Gomes 10,5 15,7 12,1 8,3 11,9
Marina Silva 6,4 4,7 6,7 11,3 6,8
Nenhum/Branco 10 10,8 11,4 8,6 10,5
NS/NR 12,9 9,6 7,9 8,3 9,9

 

Renda

Os melhores números de Serra são com os eleitores com renda acima de 10 salários mínimos.

Dilma oscila entre as cinco faixas de renda.

Candidato Até 1 SM 1 a 5 SM 5 a 10 SM 10 a 20 SM Mais de 20 TOTAL
José Serra 30,3 33,6 31,6 37,3 50 33,2
Dilma Rousseff 28,1 28,3 25,9 26,3 26,7 27,8
Ciro Gomes 12,4 12,2 11,4 11,9 xx 11,9
Marina Silva 7 6 9,5 5,9 10 6,8
Nenhum/Branco 7,3 10,5 13,3 11 13,3 10,5
NS/NR 14,9 9,3 8,2 7,6 xx 9,9

 

 Pesquisa

A CNT/Sensus fez duas mil entrevistas em 24 estados entre os dias 25 a 29 de janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Marlon Herath Política , , , ,