Conselho de Ética livra também Arthur Virgílio
A representação do PMDB contra o senador tucano Arthur Virgílio (AM) foi mantida arquivada por votação unânime dos 15 integrantes do Conselho de Ética.
A pizza tinha tantas fatias que até Renan Calheiros afirmou que estava satisfeito pelos esclarecimentos de Virgílio, pouco antes de ser aberta a votação nominal.
Virgílio
Virgílio admitiu ter mantido durante mais de um ano em seu gabinete um funcionário que estudava teatro na Espanha. O tucano está devolvedo o dinheiro que foi pago ao funcionário neste período. Também era pedida a investigação dos gastos para tratamento médico da mãe do senador, já falecida, a contratação de um personal trainer em Manaus em vaga comissionada e um empréstimo que teria sido feito pelo ex-diretor da Casa Agaciel Maia ao tucano.
Sarney
O presidente do Senado, José Sarney, livrou-se da investigação do Conselho de Ética mais cedo. Por nove votos a seis, foram mantidas arquivadas as onze acusações.
Ficaram no sarcófago
- Usar ato secreto para a nomeação do namorado de sua neta;
- Obter favorecimentos através de atos secretos;
- Favorecer o neto em operações de empréstimo consignado a funcionários do Senado;
- Desviar recursos públicos na Fundação Sarney e de mentir ao negar ter ligações com a administração da Fundação José Sarney;
- Omitir casa de R$ 4 milhões da Justiça e de ter conta ilegal no exterior, gerenciada por Edemar Cid Ferreira;
- Vender terras nunca registradas em seu nome, evitando o pagamento de impostos;
- Ter se beneficiado na operação Boi Barrica. A operação da PF investiga seu filho, Fernando Sarney;
- Favorecer a empresa de seu neto em operações de empréstimo a funcionários do Senado, e a que o acusa de ser condescendente com a publicação de atos secretos;
- Usar os atos secretos para conceder benefícios e aumentar salários;
- Usar o advogado do Senado no Supremo Tribunal Federal em ação envolvendo causas próprias;
- Ter mentido, ao negar ter ligações com a administração da Fundação José Sarney.


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