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Textos com Etiquetas ‘Juros’

Extorsão legalizada: bancos cobram juros que superam 800%

24, julho, 2009

A queda da taxa Selic para 8,75%, o menor índice da série histórica, traz uma falsa expectativa de que os juros bancários acompanham o declínio da taxa básica.

Em 2009, a Selic já caiu 5% e os mais otimistas acreditam que poderá diminuir ainda quase dois pontos percentuais até o fim do ano.

No entanto, os juros bancários são de furar o olho.

Cheque especial assassino

Observe a taxa de juros do cheque especial para pessoa física dos 36 bancos que operam a modalidade dentro das regras do Banco Central.

Os juros variam de de 20,56% a 180,96% por ano!

A tabela tem as taxas efetivas ao mês, entre 1,57% e 8,99%. Em média, as instituições financeiras cobram 6,34% ao mês, o equivamente a 109,10% ao ano!

Cada tostão tomado com juros do cheque especial terá que pagar mais que o dobro.

É um convite ao caloteduto porque poucos bolsos restarão costurados depois que o cobrador tocar o interfone.

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A queda da taxa Selic para 8,75%, o menor índice da série histórica, traz uma falsa expectativa de que os juros bancários acompanham o declínio da taxa básica.

Em 2009, a Selic já caiu 5% e os mais otimistas acreditam que poderá diminuir ainda quase dois pontos percentuais até o fim do ano.

No entanto, os juros bancários são de furar o olho.

Cheque especial assassino

Observe a taxa de juros do cheque especial para pessoa física dos 36 bancos que operam a modalidade dentro das regras do Banco Central.

Os juros variam de de 20,56% a 180,96% por ano!

A tabela tem as taxas efetivas ao mês, entre 1,57% e 8,99%. Em média, as instituições financeiras cobram 6,34% ao mês, o equivamente a 109,10% ao ano!

Cada tostão tomado com juros do cheque especial terá que pagar mais que o dobro.

É um convite ao caloteduto porque poucos bolsos restarão costurados depois que o cobrador tocar o interfone.

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Marlon Herath Economia ,

O desafio de baixar os juros

14, abril, 2009

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

Enquanto a crise financeira vai reduzindo a produção da indústria, as vendas no comércio e os negócios dentro e fora do país, um dos desafios financeiros é oferecer crédito a juros racionais.

Um estudo do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostra que o brasileiro paga quase 10 vezes mais juros em empréstimos contraídos aqui no comparativo com o resto do mundo. Para empresas, a diferença de custo é quatro vezes maior para o brasileiro.

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Nas duas últimas décadas dezenas de bancos públicos foram privatizados. Em 2006, os bancos públicos – com participação do governo, respondiam por menos de 30% do total de ativos bancários, enquanto que em 1993 era de quase 52%.

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Entrou capital estrangeiro, aumentou a concorrência, diminuiu o número de agências ao contrário do que aconteceu em outros países que privatizaram o sistema bancário, e os juros continuam muito altos.

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No Brasil, de acordo com o Banco Central, os juros totais chegam a mais de 63% ao ano contra uma inflação de menos de 6%. Se alguém tomar emprestado R$ 10 mil de um banco estará pagando no fim de 12 meses mais de R$ 16 mil.

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O alto custo leva em conta os juros adicionados aos serviços administrativos, os riscos de inadimplência, a margem de lucro e a tributação.

A troca de comando no Banco do Brasil foi um sinal do governo de que tentará reduzir os custos de empréstimos. É a pressão por mudanças na política de crédito que já conta com a redução da taxa básica de juros.

Marlon Herath Economia ,

Redução dos juros

6, março, 2009

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

O Brasil poderia economizar R$ 43 bilhões se reduzisse a taxa de juros de 12,75% para 7% ao ano. O cálculo, corte de 5,75 pontos percentuais na taxa selic, foi apresentado em estudo pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. De acordo com o Ipea, a melhor forma de enfrentar a crise financeira é reduzindo os juros que governo, empresas e trabalhador pagam.

Para chegar à conclusão técnicos avaliaram que:

  • A arrecadação de impostos vai cair este ano;
  • Por causa da apreensão sobre o futuro, empresários “engavetam” projetos de investimento, reduzem custos e volume de produção; por outro, os trabalhadores, temendo o desemprego, reduzem seu consumo para formar poupança. Uma precaução contra a crise.
  • Um terceiro ponto é que a reação a partir do aumento do gasto público não será suficiente. O gasto público não é capaz de substituir integralmente o gasto privado, nem no Brasil, nem em qualquer outra economia. O gasto público pode estimular como fez o BDNES aumentando o volume de financiamento, mas precisa que o setor produtivo faça investimentos.

Por isso a conclusão que reduzir a taxa básica de juros em 2009 traria economia de recursos públicos. Uma taxa de juro menor, diz o Ipea, geraria custos da produção e do investimento mais baixos.

Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para avaliar se altera os juros. Analistas acreditam que a taxa pode cair mais um ponto, passando a 11,75% ao ano. O que pode frear uma nova queda nos juros é o risco de que a previsão de inflação em 4,5% se eleve.

Marlon Herath Economia