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Textos com Etiquetas ‘Livros didáticos’

Dos comentaristas: decepção com estudantes e governo

11, dezembro, 2008

Comentário enviado por Rogério, rgiarettajunior@yahoo.com sobre o post “Educação com os livros”

É uma pena saber que em pleno 2008, para não dizer que já estamos em 2009, estudantes ainda desprezem um bem tão valioso da educação brasileira que representa o livro. Outra decepção é descobrir que o Governo monopoliza a impressão destes livros em meia dúzia de editoras – provavelmente financiadoras de campanhas políticas ou administradas por políticos de Brasília – aumentando os custos com aquisição, transporte e distribuição até os alunos.

Mais um motivo por que o nosso país não se transforma em uma França, Alemanha ou Itália. Aqui, a vocação de grandeza, mesmo no século XXI, segue distante dos ideais que acreditam que o berço dela está nas classes ocupadas em salas de aula.

Marlon Herath Educação

Educação com os livros

10, dezembro, 2008

Comentário Rádio Santamariense, 7h20 

Fim de ano e o Ministério da Educação iniciou uma campanha de incentivo à devolução dos livros didáticos. Por três anos consecutivos, um livro é utilizado por três estudantes. Diretores de escolas devem registrar o número de livros devolvidos no Sistema de Controle de Remanejamento e Reserva Técnica (Siscort), disponível no site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Essa ferramenta faz a troca do material entre as escolas.

Só no ano passado, o governo investiu quase R$ 900 milhões em livros didáticos. E uma parte desse dinheiro poderia ser economizada ou utilizada em outras melhorias da educação, não fosse a má conservação ou a não devolução dos livros.

Na região Norte do Brasil, 16,5% dos livros são inutilizados todos os anos. Significa que numa sala de 20 alunos, praticamente dois livros são perdidos a cada ano. Na região Sul, que tem os melhores indicadores de ensino, também há perda, 7,2%, mas quase metade da média nacional, que é de 13%.

Além dos cuidados dos estudantes, pais e professores precisam alertá-los da necessidade de conservar o material de aula, aliás, uma ação educativa, zelo por um bem público e de uso coletivo.

E o MEC já avisou: nos estados e municípios que não conseguirem uma devolução considerável, os estudantes podem ficar sem livros.

Quanto ao governo, falta investir melhor o dinheiro que gasta com educação. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) feito em 2007 revelou vários fatores para os elevados custos:

 O governo não compra os livros nas próprias regiões de uso. Isso aumenta os custos de distribuição;

A compra dos livros é concentrada em poucas editoras, o que aumenta o preço. A melhor saída seria incentivar a concorrência entre editoras e gráficas, afinal o governo é o maior cliente. No ensino fundamental, por exemplo, adquire 90% de todos os livros produzidos.

Investir mais e gastar menos é a lição.

Marlon Herath Educação