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Textos com Etiquetas ‘Lula’

O discurso de Dilma

21, fevereiro, 2010

Sem polêmicas.

A oratória da ministra Dilma Rousseff no congresso petista lembrou a fase “Lulinha paz e amor”.

Sem ataques, compromissos questionáveis ou radicalismos, Dilma tenta espantar o temor de uma guerrilheira presidenta, como cultivam as sementeiras mais à direita.

Aclamaram a pré-candidata e não fecharam compromisso com o PMDB de Temer.

A vacância do vice na chapa faz bem para o balcão de negócios da base lulista.

Abaixo, alguns pontos do discurso que se encontra na íntegra no pé do post.

Drumond e Quintana

Dilma lembrou da infância e da juventude em Minas Gerais e da luta contra o regime militar acentuada a partir da mudança para o Rio Grande do Sul. Os dois estados foram homenageados em poesia.

Mestre e coalição

“Lula ensinou o caminho”, exclamou ao falar sobre a redemocratização e o governo de coalizão, o qual quer mantê-lo.

Governo

Do governo Lula, destacou combate à fome, emprego, reforma agrária, renda, economia, aumento do consumo, educação, direitos humanos e política externa.

Promessas

Mesmo sem o pacote fechado, Dilma aproveitou para assumir compromissos.

  • Criar e ampliar novos programas sociais como o Bolsa Família;
  • Priorizar a qualidade da educação;
  • Oferecer oportunidades aos jovens, proteção às crianças;
  • Resolver os problemas da saúde;
  • Cuidar das cidades;
  • Melhorar a habitação e universalizar o saneamento;
  • Melhorar o transporte público;
  • Reforçar os programas de segurança pública;
  • Fortalecer a proteção ao meio ambiente (redução do desmatamento, ampliação da matriz energética, produção de biocombustíveis);
  • Aprofundar os avanços na política industrial e agrícola;
  • Agregar valor às riquezas naturais como o Pré-Sal;
  • Manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante;
  • Transparência aos gastos públicos e aperfeiçoamento dos mecanismos de controle.
  • Combater a corrupção;
  • Concretizar, junto com o Congresso, as reformas institucionais como a reforma política e a tributária;
  • Aprofundar a postura soberana;
  • Combater as desigualdades sociais e regionais.

“A conclusão do PAC 1 e a implementação do PAC 2, junto com a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida serão decisivos para realizar esse compromisso”, disse Dilma.

Campanha

Prometeu “um debate de ideias, com civilidade e respeito à inteligência política dos brasileiros. Um debate voltado para o futuro.”

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Marlon Herath Política , ,

Menos, Lula

2, fevereiro, 2010

Ao discursar numa solenidade nessa segunda (1º) em Brasília, Lula deixou a modéstia na bandeirinha de escanteio.

Presidente com mais de dois terços de aprovação e reconhecido pelos principais líderes do mundo, Lula não precisa vangloriar-se da melhora social que o país vem obtendo. 

Deveria deixar que os programas de governo tornassem os objetivos reais. 

A cerimônia entregou placas (sic) para 78 institutos federais de ensino técnico que estão sendo inaugurados pelo Brasil. Do total, 46 ainda não estão funcionando!

E Lula aproveitou a ocasião, motivado pelos números da pesquisa CNT/Sensus, e despertou o desejo de querer tornar-se um “paradigma” para os próximos presidentes.

E aqui, sem nenhuma falsa modéstia. Sabe, Deus queira que daqui pra frente eu seja um paradigma pra quem vier depois de mim. Ou seja, quem vier depois de mim não tem o direito de fazer menos do que eu.

Não tem, não tem o direito. (Aplausos) Ou seja, porque nós, nós mudamos o paradigma que era muito nivelado por baixo, vocês estão “lembrado”.

Sabe, salário mínimo você não podia dar o aumento pro salário mínimo porque o salário mínimo ia causar a inflação e quebrava a Previdência. Nós estamos há sete anos dando aumento consecutivo, nem quebrou a Previdência e nem voltou a inflação.”

Ouça o trecho do discurso aqui.

Marlon Herath Política

Eleições: Dilma sobe e chega a empate técnico com Serra

1, fevereiro, 2010

A distância entre Serra e Dilma que caiu de forma moderada em 2009 é cada vez menor.

Na primeira pesquisa CNT/Sensus do ano, o governador paulista José Serra (PSDB) tem 33,2% contra 27,8% da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). A vantagem tucana em janeiro é de 5,4%. Era de 11,1% em novembro.

O cenário atual é de empate técnico, considerando-se a margem de erro de 3% para mais ou para menos.

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) perdeu fôlego e a senadora Marina Silva (PV) teve leve alta.

1º turno para presidente, lista 1 – CNT/Sensus

Estimulada (%)

Candidato nov/09 jan/10
José Serra 31,8 33,2
Dilma Rousseff 21,7 27,8
Ciro Gomes 17,5 11,9
Marina Silva 5,9 6,8
Nenhum/Branco/Nulo 11,1 10,5
NS/NR 12,1 9,9

 

1º turno para presidente, lista 2 – CNT/Sensus

Estimulada (%)

Candidato nov/09 jan/10
José Serra 40,5 40,7
Dilma Rousseff 23,5 28,5
Marina Silva 8,1 9,5
Nenhum/Branco/Nulo 14,2 10
NS/NR 14,2 10

O levantamento mostra a tendência revelada na semana passada pela pesquisa Vox Populi da TV Bandeirantes. Com Ciro Gomes candidato, Dilma tem melhor desempenho contra Serra.

Vox Populi (Jan/10) ouviu 2 mil pessoas em 23 estados e no Distrito Federal, entre os dias 14 e 17 de janeiro com margem de erro de três pontos percentuais:

José Serra 34%

Dilma Rousseff 27%

Ciro Gomes 11%

Marina Silva 6%

Brancos e nulos 10%

Indecisos/não opinaram 9% 

1º turno para presidente – CNT/Sensus

Espontânea (%)

Lula 18,7
Dilma Rousseff 9,5
José Serra 9,3
Aécio Neves 2,1
Marina Silva 1,6
Ciro Gomes 1,2
Outros 1,9
Branco/Nulo 2,6
Não sabem/Não responderam 53,1

Mais da metade (53,1%) dos eleitores está indecisa.

2º turno para presidente, lista 1 – CNT/Sensus

No cruzamento de segundo turno, Dilma reduziu a diferença para 6,9% (era de 18,6 em novembro).

Estimulada (%)

Candidato   nov/09 jan/10
José Serra  46,8 44
Dilma Rousseff   28,2 37,1
Branco/Nulo   11,9 10,1
NS/NR  13,2 8,9

Limite de voto

Menos conhecida entre os três principais candidatos, Dilma é a que consegue mais fidelidade (única que o eleitor votaria).

LIMITE DE VOTO Único que Poderia Não Não
jan/10 Votaria Votar Votaria Conhece
Presidente % % % %
Dilma Rousseff  17,9 38,5 28,4 9,4
José Serra  15,4 45,4 29,7 4,1
Ciro Gomes   8,2 47,3 30,3 7,8
Marina Silva 6,9 23,4 36,6 27,2

Lula

O crescimento da candidatura petista leva em conta a avaliação do governo Lula – o que não é surpresa.

A avaliação do governo é positiva para 71,4% dos entrevistados contra 70% em novembro e 72,5% em janeiro de 2009.

Quanto ao desempenho, 81,7% aprovam Lula. Em novembro, eram 78,9% e em janeiro de 2009, 84%.

A avaliação de emprego, renda mensal, saúde, educação e segurança melhorou na comparação com novembro de 2009.

Mas aumentou a expectativa de que as seis variáveis vão piorar neste semestre, embora o índice dos que acham que vai melhorar oscila entre 50,7% e 62,9%.

Na avaliação setorial, escola, saúde e estradas têm notas melhores que nas pesquisas anteriores. Em transporte a nota é pior e segurança ficou estável.

Política

Apenas 25,5% disseram estar acompanhando com muito interesse as eleições para presidente.

Outros 42,1% responderam ter interesse médio e 31,3% encontram-se sem interesse.

É este um terço dos eleitores que pode pender para qualquer lado, independente de ideias, propostas e histórico dos candidatos.

Pesquisa

A CNT/Sensus fez duas mil entrevistas em 24 estados entre os dias 25 a 29 de janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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Será que o Lula está bem?

28, janeiro, 2010

Funcionários do Real Hospital Português no Recife onde Lula recebeu alta abrem o sorriso.

Recuperando-se de uma crise de hipertensão, o presidente Lula embarcou para São Paulo.

Em São Bernardo do Campo deve descansar até domingo quando retorna a Brasília para voltar ao trabalho na segunda (1º/02).

O único compromisso da agenda será a participação no sábado à tarde de encontro religioso, em São Bernardo.

Ontem à noite, durante jantar oferecido pelo governador Eduardo Campos (PSB), foi constatado que a pressão arterial media 180 por 120.

De acordo com o boletim médico, 1h30 após ter sido internado, a pressão voltou ao normal.

Os riquinhos de Davos vão sentir a falta de Lula que, na véspera, prometera elevar a pressão do encontro.

No medidor das ruas, o presidente está com ótima saúde.

Em dezembro, pouco antes de completar sete anos de governo, Lula alcançou 72% de aprovação, a maior taxa de aprovação já obtida por um presidente, desde que o Datafolha começou as avaliações em 1990.

Lula obteve nota 7,7.

O governo do presidente é avaliado como ótimo ou bom por 73% dos entrevistados com renda familiar mensal até 5 salários mínimos, 67% dos com renda entre 5 e 10 salários e por 64% dos que recebem mais de 10 salários.

Em Pernambuco, onde passou a noite, Lula tem a melhor avaliação de seu governo, 85% consideram ótimo/bom.

O Datafolha ouviu 11.429 eleitores entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Lula é internado e cancela viagem a Davos

28, janeiro, 2010

Lula no Dia Internacional da Recordação do Holocausto no Recife

O presidente Lula cancelou a viagem para Davos onde seria homenageado no Fórum Econômico Mundial.

O médico da presidência, Cleber Ferreira, recomendou que a agenda de trabalho foi suspensa. Lula está no Hospital Português, no Recife, onde foi internado para os exames de rotina. Segundo o médico, os resultados dos primeiros exames apontaram uma situação clínica de normalidade.

“Trata-se de um conjunto de fatores. Estresse, cansaço. A pressão do presidente se normalizou após ter chegado a 180 por 120. Ele tomou um diurético. Foi um quadro esporádico. No momento, a pressão dele está 110 por 80″, afirmou Ferreira.

Nessa quarta-feira (27), Lula assinou no Recife o decreto que cria a Zona de Processamento e Exportação (ZPE), na Base Aérea do Recife. Depois, seguiu para a cidade de Paulista, na região metropolitana, onde inaugurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e à noite compareceu à cerimônia pelo Dia Internacional em Homenagem às Vítimas do Holocausto, no centro histórico da capital pernambucana.

À noite, Lula participou de um jantar oferecido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), no Palácio Campo das Princesas, sede oficial do governo.

Na manhã desta quinta, a equipe médica deve fazer nova avaliação.

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, irá representá-lo no Fórum Econômico Mundial na Suíça onde Lula receberia a distinção de “Estadista Global”.

Marlon Herath Política, Saúde

Quanto mais o Lula fala merda mais o povo gosta

10, dezembro, 2009
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São Luís, 10 de dezembro de 2009.

Presidente Lula discursa na assinatura de contratos para construção moradias populares na capital maranhense.

E fala merda mais de uma vez!

“Eu não quero saber se o João Castelo é do PSDB, eu não quero saber se o outro é do PFL, eu não quero saber se é do PT. Eu quero saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto.
Para falar… É lógico que eu falei um palavrão aqui. Amanhã os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão, mas eu tenho consciência de que eles falam mais palavrão do que eu todos os dias e tenho consciência de como é que vive o povo pobre deste país
.”

Confira a merda no vídeo!

O povo na merda e Lula nas alturas. A aprovação do “jeito” do presidente governar subiu para 83%.

Marlon Herath Política

Ricos e mais escolarizados melhoram avaliação do governo Lula

8, dezembro, 2009

 

Fonte: CNI-Ibope

Fonte: CNI-Ibope

72% dos entrevistados avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, melhora de 3% em relação a setembro. O desempenho do presidente retorna ao patamar pré-crise financeira em 2008.

Já a aprovação ao jeito do presidente governar subiu para 83%.

Entre as mulheres a avaliação de Lula ficou estável (69%). Já entre os homens, Lula foi mais convincente (76%).

Na faixa de instrução menos otimista, eleitores com nível superior, Lula obteve o maior crescimento alcançando 64% entre os que avaliam como ótimo ou bom.

Entre as regiões, a Sudeste foi onde o governo mais cresceu no intervalo de três meses (68%), mas a Nordeste segue como o paraíso (83%). 

Fonte: CNI-Ibope

Fonte: CNI-Ibope

Moradores de cidades da periferia, onde os problemas urbanos de saneamento, segurança e saúde são mais acentuados, são os mais otimistas em relação a Lula. Melhoraram a avaliação do governo chegando a 73%.

Mas ninguém foi mais otimista que os eleitores com ótima renda. Entre os que gozam de renda familiar com mais de 10 salários, a avaliação positiva alcançou 69%, apenas 4% abaixo dos entrevistados com renda familiar até dois salários.

Entrevistados deram também nota média 7,7 ao governo de Lula, um décimo abaixo da melhor que foi obtida em dezembro de 2008.

Pesquisa

Foram entrevistados dois mil e dois eleitores em 143 cidades entre 26 e 30 de novembro.

A margem de erro é de 2%.

Marlon Herath Política ,

Lula e a infertilidade da oposição

26, novembro, 2009

Manaus. Lula no palanque para inaugurar uma estação do gasoduto Urucu-Coari-Manaus.

Do discurso, a idiossincrasia do presidente.

Oposição azeda e infértil

“Mas as pessoas não se conformam de a gente estar aqui inaugurando o gasoduto, porque tem gente que é tão azeda, tem gente que é tão invejosa, tem gente que torce tanto para as coisas darem certo [esqueceu-se do não!], que é como se fosse um casal que não tem filhos, em vez de procurar um médico para tentarem se tratar e ter um filho, eles ficam olhando o casal vizinho e, quando o casal vizinho tem um filho, eles falam: “tudo bem, nasceu, mas nem falar, fala, só chora. Não sabe nem se limpar sozinho, tem que a mãe limpar ele quando faz suas necessidades”. Passam 30 dias e falam: “Nasceu, mas nem fala ainda, não anda, não joga bola, não fala papai e mamãe”… E quem não conseguiu, de forma saudável, em um parto normal, parir esse gasoduto, está do lado de fora morrendo de inveja e querendo fazer todas as críticas possíveis e impossíveis.”

Fala chique para Caetano

Lula aproveitou o clima da passagem pela desmatada Manaus, vítima da degradação ambiental praticada desde o século XIX, para exercitar o francês.

E provocar brotoejas no filho de dona Canô, Caetano, o desafinado que ao elogiar Marina Silva chamou Lula de analfabeto. 

Lula e Sarkozy. Sorrindo para o efeito estufa em Manaus. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e Sarkozy. Sorrindo para o efeito estufa em Manaus. Foto: Ricardo Stuckert/PR

 “O companheiro José Sérgio falou an passant – an passant é meio chique – falou rapidinho que não deu… É porque eu vou receber o Sarkozy aí, então eu estou metido a falar “an passant”. Eu vou receber o presidente da França agora. E, também, eu espero que o Caetano esteja ouvindo eu falar aqui, para ele ver eu falar “an passant”.”

Marlon Herath Política ,

I pensieri di Lula

11, novembro, 2009

 

Tavolo stupendo. Foto Ricardo Stuckert/PR

Tavolo stupendo. Foto Ricardo Stuckert/PR

Fórum de Negócios Brasil-Itália na sede da Fiesp, terça, 10.

Mantega gabava-se do sugo da economia brasileira, Serra ia da tarantela aos apeninos gentis.

E Lula apresentava aos italianos, uma sonata no seu dialeto português.

Le nostre case
“Eu queria dizer ao Paulo [da Fiesp] que é importante ele parar de me convidar para vir aqui porque daqui a pouco eu estou vindo mais na Fiesp do que na sede da CUT, e isso pode me causar “complicômetro”, e toca que o Serra vai querer visitar a CUT mais do que eu.”

Ministro-camelô
“Eu sempre tive, na minha cabeça, a ideia de que os ministros da área econômica e ministros da indústria e comércio deveriam ser verdadeiros camelôs, ou seja, mascates, que pudessem viajar pelo mundo vendendo aquilo que têm,…”

O que é isso, companheiro!
“Eu digo isso para deixar claro, e não tenham dúvida: eu não acredito no Estado gestor, não acredito, porque na hora em que o Estado for gestor, o governador, o presidente, o prefeito têm que contratar tanto amigo para trabalhar, mesmo que seja um incompetente, que depois é difícil mandar embora, ou seja, atrofia a máquina. O Estado tem que ser apenas o indutor e o regulador, para não permitir que haja nenhum segmento esquecido de participar do desenvolvimento.”

Sem sola hoje. Respeitemos a bota
“…o Serra discordou 5% do Guido, ele pode querer discordar um pouco mais de mim, ou 6%, aí nós vamos criar uma inimizade à toa. Então, não vou falar de macroeconomia, para ele concordar 100% comigo, aqui, quando eu terminar de falar.”

Grazie, Galileu Galilei
“E nós sabemos que a mudança do clima é um tema que interessa ao mais pobre do Planeta e ao Bill Gates, ao mais rico. Porque essa é a desgraça de o mundo ser redondo: ele vai girando, vai girando, e não tem como o Bill Gates se esconder, não tem como o mais pobre se esconder.”

De Cesar a Berlusconi
“O mundo não acolhe quem sonha pequeno. Eu estava vendo a história dos imperadores romanos, domingo. Eu acho que eu vi a história de uns dez imperadores, me preparando para essa reunião, só imperador. E tem imperador que destruiu a Itália, tem imperador que construiu império, tem imperador que destruiu Roma, ou seja, nós vamos ser os imperadores, sabe, da mais exitosa relação entre dois países, gente!”

Marlon Herath Política ,

“Eu errei”, diz Mercadante, o imprescindível

24, agosto, 2009

20 de agosto, quinta-feira, um dia depois do Conselho de Ética livrar José Sarney

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Veio a noite, Aluizio Mercadante foi apagar as mágoas com o presidente Lula. Cinco horas a fio no Alvorada adormecido.

Ricardo Berzoini, o emissário do voto a cabresto, teve paz na guerra de comando.

No dia seguinte, ressaca e decisão revogada

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….

Mercadante, o imprescindível, fritou, foi fritado e pulou da chapa quente.

Defensor da investigação de Sarney, o líder da bancada petista poderia ter substituído Delcídio Amaral e Ideli Salvatti, ambos pré-candidatos aos governos estaduais de Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, no Conselho de Ética.

Suplicy teria votado na linha defendida por Mercadante.

Delcídio, por exemplo, mal balbuciava o voto favorável a Sarney. Criticou Mercadante.

O blefe de Mercadante prejudicou a bancada.

Mas Mercadante revigorou o apoio de Lula e não tem que responder pelo apoio do PT a Sarney.

Ficou na espreita vendo seus pares na fogueira.

Nesta segunda, foi para o Twitter tentar a paz interior.

“Eu errei ao dizer que anunciaria uma renúncia irrevogável”, arrebatou o líder da bancada petista antes e depois do fiasco no Conselho de Ética.

Em 2010, tenta a reeleição ao Senado.

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