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Textos com Etiquetas ‘Lula’

Lula é o “político mais popular da Terra”, diz Obama

2, abril, 2009
Empatia de Lula é reconhecida em lero-leros no G-20. Foto Ricardo Stuckert/PR

Empatia de Lula é reconhecida em lero-leros no G-20. Foto Ricardo Stuckert/PR

Lula no regabofe do G-20. Foto Ricardo Stuckert/PR

Lula no regabofe do G-20. Foto Ricardo Stuckert/PR

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,  fez o comentário nm uma roda de líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20, em uma sala de conferência do Excel Center, em Londres.

Um vídeo da BBC registra a cena em que os dois se cumprimentam. Obama troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula: “Esse é o cara! Eu adoro esse cara!”.

Em seguida, enquanto Lula cumprimenta Rudd, Obama diz, novamente apontando para Lula : “Esse é o político mais popular da Terra”.

Rudd aproveita a deixa e diz : “O mais popular político de longo mandato”.

“É porque ele é boa pinta”, acrescenta Obama.

Marlon Herath Política

Avaliação de Lula cai e de Dilma sobe

31, março, 2009

Se a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu pela primeira vez desde o início da crise financeira internacional, a indicação da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff à sucessão presidencial aumentou, mesmo com as marolas-tsunamis na economia.

A imagem e a avaliação do presidente sofrem o primeiro desgaste com a crise financeira, mas a opinião sobre o desempenho da ministra segue intacta, aliás, até melhorou, de acordo com as intenções de votos na sucessão presidencial.

Lula

O índice de aprovação de Lula caiu de 84% (janeiro/2009) para 76,2% em março deste ano. Os dados são da pesquisa CNT Sensus. O percentual de desaprovação subiu para 19,9%, contra 12,2% no início de 2009.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

O cenário econômico trouxe reflexos baixou a avaliação positiva do governo Lula, que registrou 62,4% após atingir 72,5% em janeiro.

Entre os que avaliaram negativamente o governo, o índice cresceu de 5,0% para 7,6%.

Corrida presidencial

Na pesquisa para a eleição presidencial de 2010, em primeiro turno, Serra lidera tanto em votação espontânea quanto estimulada. Mas Dilma cresce.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

Em listas estimuladas,Serra (2,9%) e Dilma (2,7%) crescem em relação à pesquisa de janeiro. No segundo turno, José Serra alcança 53,5% e Dilma Rousseff, 21,3%.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

Quando Aécio entra na disputa, Dilma também cresce. Num eventual segundo turno entre os dois, Dilma Rousseff consegue 29,1% e Aécio Neves, 28,3%; com 42,7% sem candidato.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

José Serra lidera também enfrentando Ciro Gomes. Chegando ao segundo turno, Serra consegue 49,9%; Ciro Gomes, 20,3%; com 29,9% sem candidato.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

Ciro Gomes equilibra disputa com Aécio. E Ciro venceria um eventual segundo turno, 31,2% contra 26,8% de Aécio Neves; com 42,2% sem candidato.

Fonte: CNT/Census

Fonte: CNT/Census

Pesquisa
A pesquisa CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios das cinco regiões brasileiras entre os dias 23 e 27 de março.

Confira aqui a íntegra.

Marlon Herath Política ,

Crise financeira arranha avaliação de Lula

20, março, 2009

Na pesquisa CNI/Ibope a avaliação da administração do presidente Lula caiu 9%. Em dezembro, 73% dos entrevistados consideravam o governo bom ou ótimo, enquanto no levantamento realizado neste mês de março mostra avaliação positiva 64%.

O índice é o mais baixo registrado desde junho de 2008, quando a avaliação de Lula chegou a 58%. Em dezembro, havia batido o recorde ao atingir 73%.

Nota 7,4

A nota média atribuída pela população ao governo do presidente Lula recuou quatro décimos em relação ao estudo de dezembro, passando de 7,8 para 7,4.

Crise financeira

A repercussão da crise reforça a vinculação à avaliação do governo. Os três assuntos relacionados ao governo Lula mais mencionados espontaneamente pela população tratam da retração da economia. Somados, esses itens chegam a 51% das menções espontâneas, o que mostra a predominância do tema nas preocupações dos brasileiros.

Leia aqui a íntegra da pesquisa.

Marlon Herath Política

As escotilhas do protecionismo

16, março, 2009

Lula e Obama no sábado na Casa Branca. Foto Ricardo Stuckert/PR

Lula e Obama no sábado na Casa Branca. Foto Ricardo Stuckert/PR

Comentário Rádios Santamariense (RS) e Sobradinho (RS)

Foi a primeira conversa, mas o presidente americano Barack Obama já deixou claro que nada vai mudar na relação econômica entre Estados Unidos e Brasil. O protecionismo não terá fim tão cedo, principalmente porque não há interesse; os Estados Unidos preferem subsidiar setores próprios da produção e, pela injeção de dinheiro desde o início da crise, mostraram que têm bala na agulha para enfrentar vários tsunamis nas finanças.

A balança comercial entre os dois países é de US$ 54 bilhões de dólares por ano. O Brasil exporta U$ 28 bilhões e importa outros US$ 26 bilhões.

E o cenário não será alterado da noite para o dia. Primeiro porque os países ricos estão mergulhados na crise e, segundo, porque as negociações para tentar diminuir as barreiras comerciais no mundo, iniciadas em 2001 com a Rodada Doha, foram enterradas no fim do governo Bush. Ressuscitar e concluir esse balcão de negócios é um desafio tão grande quanto salvar o sistema financeiro.

Sobre o problema com o etanol, o álcool brasileiro taxado nos Estados Unidos, o presidente Lula respondeu perguntando na saída do encontro com Obama. Não entende como que um combustível poluente, o petróleo, não é taxado e um combustível limpo, o álcool, é taxado.

O álcool do Brasil é taxado em 2,5% pelo imposto de importação e em US$ 0,54 por galão, equivalente a 3,78 litros, pelo imposto especial. Com isso, o preço médio no atacado americano aumenta 50%.

O Brasil também enfrenta barreiras em outros produtos como suco de laranja, açúcar, fumo, carnes de frango, suína, bovina, frutas, ferro e aço.

Embora com reservas gigantescas, os americanos importam 60% de todo o petróleo que consomem e por isso o álcool é visto como alternativa às constantes oscilações de preço do petróleo.

Mas a luz no fim do túnel já dá sinais na balança comercial. Mesmo com as restrições dos países ricos, as exportações do etanol brasileiro cresceram 80% no ano passado e esse é o indicativo otimista. As principais economias já precisam de alternativas ao petróleo, seja pelo preço, seja pela poluição que causa.

Marlon Herath Economia , , ,

Encontro com prefeitos quis “promover desenvolvimento regional” diz AGU ao defender Lula e Dilma

27, fevereiro, 2009

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta sexta-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na representação movida pelo PSDB e o DEM.

A peça diz que o encontro não teve nenhum fim eleitoreiro e foi realizado apenas com o objetivo de “fortalecer a articulação entre os Governos Federal e Municipais, promovendo o desenvolvimento regional”.

A oposição alega que o presidente e a ministra fizeram propaganda eleitoral antecipada durante o Encontro Nacional de Prefeitos, realizado em Brasília (DF), nos dias 10 e 11 de fevereiro. Os partidos pedem o pagamento de multa de R$ 54 mil para Lula e Dilma.

A resposta é assinada pelo procurador-Geral da União, Fernando Luiz Albuquerque Faria; pela adjunta do Procurador-Geral da União, Izabel Vinchon Nogueira de Andrade; e pelo advogado da União Wagner Akitomi Une.

Principais pontos da defesa

  • O encontro com prefeitos contou com a presença de gestores municipais também dos representantes, ou seja, do PSDB e do DEM.
  • O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, destaca-se, do DEM, acompanhou Lula na abertura dos trabalhos, inclusive tendo discursado na ocasião.
  • O governador de São Paulo, José Serra, destaca-se, do PSDB, também realizou encontro de prefeitos, só que não apenas um, mas dois.
  • Quanto às citações elogiosas feitas pelo presidente da República em relação à ministra-Chefe da Casa Civil, os representantes não as
    expõem com clareza, muito menos indicam o seu caráter eleitoreiro.
  • No que atine à presença de um estúdio que realizou montagens
    fotográficas com Lula e Dilma, não constitui elemento capaz de caracterizar propaganda eleitoral extemporânea, sobretudo por tratar-se de mera montagem digital, e também pelo fato de o estúdio não ter integrado o evento ou ter sido autorizado por sua organização.
  • A Ministra-Chefe da Casa Civil nem mesmo é pré-candidata a
    qualquer cargo eletivo. Aliás, as convenções partidárias para escolha dos candidatos somente ocorrerão em junho de 2010.
  • Flagrante a atipicidade da conduta do presidente, que não é um candidato fazendo propaganda de si. E não sendo um dos emitentes possíveis de propaganda eleitoral, não pode ele ser colocado no pólo passivo de representações.
  • Por outro lado, a ilegitimidade passiva da ministra é patente, na medida em que sequer pode ser considerada pré-candidata,
    haja vista a notória distância temporal das convenções partidárias.
  • Nota-se que a petição inicial limita-se a invocar algumas reportagens que, destaca-se, nem ao menos relatam que Lula agiu com a pretensão de desequilibrar as eleições que somente ocorrerão em 2010.
  • O encontro foi organizado com a finalidade de fortalecer a articulação entre os governos federal e municipais, promovendo o desenvolvimento regional.
  • O material distribuído (anexos) a todos os prefeitos no encontro, flagrantemente técnico e informativo, não ostenta nenhum elemento capaz de configurar favorecimento político-eleitoral.
  • Da leitura das declarações atribuídas ao presidente é claramente perceptível que não se trata em momento nenhum de propaganda eleitoral. Não há sequer evidência ou mesmo indício razoável de
    direcionamento das declarações à Ministra-Chefe da Casa Civil, muito menos de finalidade “eleitoreira”.

Marlon Herath Justiça, Política ,

O tom de Lula no batom de Dilma

13, fevereiro, 2009

Comentário Rádio Santamariense, 7h20

A ministra e pré-candidata Dilma nos discursos de Lula tem incomodado a oposição. E não é a pessoa, é o nome, a citação que provoca brotoejas nos adversários.

No discurso de abertura do encontro com prefeitos na terça-feira em Brasília, Lula citou a ministra três vezes:
Uma, ao criticar quem o critica:
- …disseram que é um ato para promover a dona Dilma Rousseff.

Depois chamou Dilma de companheira, ao falar do PAC.

Um pouco mais de blá-blá-blá e veio de novo:
- Nós cortaremos o batom da dona Dilma e cortaremos o meu corte de unha, mas não cortaremos uma obra do PAC neste país.

No mesmo dia, em outro lero-lero, o presidente indagou a plateia:
- Eu não sei se a Dilma falou para vocês, mas agora, dentro de poucos dias, nós vamos lançar um programa que vai interessar a todos vocês.

Ontem, em Pernambuco, Lula indagou sua candidata:
- Dilma, olhe na cara desta gente. Você vai perceber que o sertanejo é diferente, ele é diferente do povo de outros estados brasileiros. Você percebe a cara desta gente, o sofrimento, a expectativa. Houve um tempo, Dilma, em que a gente saía daqui para ir para São Paulo, como eu fui, na perspectiva de melhorar de vida, e eu tive sorte porque aprendi uma profissão, fui para o Sindicato e virei presidente da República.

E Dilma, atenta, deve ficar refletindo.
- Poxa, esse é o cara. Ou melhor, o presidente.

Há 20 meses das eleições de 2010, o Democratas vai à Justiça contra o presidente por considerar campanha eleitoral antecipada.

Pelas primeiras pesquisas, Dilma não é a favorita, mas navegando nas conversas de Lula pode conquistar pontos mais cedo. Mares sem domínio, que a oposição também corre atrás.

Marlon Herath Política , ,

Lula aos prefeitos

12, fevereiro, 2009

Trechos do discurso do presidente no encontro, terça-feira, em Brasília.

Ao falar sobre prefeitos que não receberam sequer a chave da prefeitura:
“Eu mesmo, lá no Vale do Jequitinhonha, uma vez tive que arrombar a porta de uma prefeitura para que a prefeita, a nossa queridinha Cacá, pudesse assumir a Prefeitura.”

O prenúncio de críticas à imprensa:
“Mas eu hoje estou meio frustrado. Aquele dia em que a gente acorda… todo mundo tem, não é privilégio meu. Tem dia que a gente acorda “virado”, se deixar cair um pingo de suor no copo vira limonada.”

Minutos depois ao justificar o tom “azedo” do discurso:
“Eu posso perder a minha postura, mas não perco a minha vergonha e não perco o meu caráter.”

O recado do descobrimento:
“Mas, pasmem, caiam de costas, Kassab, porque você não sabia e eu não sabia: no estado de São Paulo nós ainda temos 10% [do total] de analfabetos no Brasil. O estado mais rico da Federação. Significa que nós estamos errando em alguma coisa.”

Ao lamentar a reprovação da CPMF:
“Se alguém acha que é possível fazer políticas públicas sem dinheiro, eu confesso que votaria nele no dia seguinte. Ah, se eu pudesse escolher alguém que não me cobrasse impostos e ainda desse tudo o que eu queria.”

Sobre os pedidos dos prefeitos:
“Eu posso não dar, mas mentir, nunca, porque eu acho que a primeira mentira obriga você a ser mentiroso a vida inteira porque você vai ter que mentir para justificar a sua primeira mentira.”

Marlon Herath Política